<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Aerograma</title>
	<atom:link href="http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://afonsoloureiro.net/blog</link>
	<description>Isento de Porte e de Sobretaxa Aérea</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Sep 2010 23:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Cruzeiros</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4835&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=cruzeiros</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4835#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Aviões]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzeiro]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Transportes]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4835</guid>
		<description><![CDATA[Antes da Segunda Guerra Mundial, o transporte aéreo entre a Europa e a América passava muitas vezes por Lisboa, uma vez que o transporte de passageiros, por questões de segurança, deveria ser efectuado exclusivamente em hidroviões. Onde hoje se situa o Oceanário, a doca dos Olivais, perto do aeroporto Gago Coutinho, era a porta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes da Segunda Guerra Mundial, o transporte aéreo entre a Europa e a América passava muitas vezes por Lisboa, uma vez que o transporte de passageiros, por questões de segurança, deveria ser efectuado exclusivamente em hidroviões.</p>
<p>Onde hoje se situa o Oceanário, a doca dos Olivais, perto do aeroporto <a title="Artigo: Almirante Gago Coutinho, geógrafo" href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4802" target="_blank">Gago Coutinho</a>, era a porta de entrada na Europa para muitas carreiras aéreas. A partir daqui, aviões normais faziam a ligação a outras cidades. A evolução tecnológica na aviação trazida pela guerra e, acima de tudo, pelos milhares de aviões de qualidades comprovadas disponíveis no seu final, ditou que as rotas transatlânticas passassem a ser asseguradas por aviões normais.</p>
<p>O transporte marítimo, até então popular, tinha também como ponto de passagem Lisboa. Na altura em que os circos faziam digressões mundiais, o circuito europeu terminava quase sempre em Portugal, a última paragem antes da viagem para os Estados Unidos.</p>
<p>Por todas estas razões, Lisboa era um ponto de passagem de cruzeiros, mas, lentamente, foram deixando de aportar. O hábito de viajar de barco perdeu-se e apenas os destinos mais exóticos mantiveram as companhias de navegação a funcionar nos anos piores.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Paquete em Lisboa" border="0" alt="Paquete em Lisboa" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/cruzeiros.jpg" width="600" height="400" />    <br />Um paquete em Lisboa</p>
<p>Recentemente, Lisboa voltou a fazer parte das rotas dos cruzeiros e os paquetes aportam com regularidade. É bom sinal!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4835</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Peixe enjoado</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4833&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=peixe-enjoado</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4833#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Dicionário]]></category>
		<category><![CDATA[Expressões]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Peixe seco]]></category>
		<category><![CDATA[Regionalismos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4833</guid>
		<description><![CDATA[Há acepções de certas palavras que nem os mais metódicos dicionaristas registam. Algumas, por se tratarem de calões profissionais ou regionalismos pouco conhecidos, acabam por se perder com o fim de certas profissões e a cada vez maior homogeneidade da língua que a televisão trouxe. Não é a falta ou excesso de uso que torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há acepções de certas palavras que nem os mais metódicos dicionaristas registam. Algumas, por se tratarem de calões profissionais ou regionalismos pouco conhecidos, acabam por se perder com o fim de certas profissões e a cada vez maior homogeneidade da língua que a televisão trouxe.</p>
<p>Não é a falta ou excesso de uso que torna as palavras bonitas ou feias. Sem grande trabalho, lembro-me de algumas que estão na moda e que me enchem de arrepios, recepcionar, por exemplo.</p>
<p>As palavras mais bonitas são aquelas que se aplicam a conceitos pequenos ou grandes, mas que, com poucas sílabas, substituem frases inteiras, libertando o discurso para outros assuntos.</p>
<p>Uma dessas expressões que se arrisca a desaparecer é o peixe-enjoado, percebida em comunidades piscatórias e que sobrevive, a custo, nos mais velhos habitantes da Nazaré.</p>
<p>Nem sempre os pescadores vendiam todo o peixe fresco. Parte dele costumava ser seco ao Sol, em tabuleiros na praia. Actualmente, a seca do peixe caiu em desuso. A congelação é um processo mais prático de conservação, embora implique um maior desperdício de energia. Por outro lado, a seca do peixe ao ar livre vai contra uma série de normas de higiene recentes. Quem as redigiu nem sequer pensou nesta actividade e esqueceu-se de abrir excepções para um método de conservação milenar.</p>
<p>Peixe fresco e peixe seco são termos que todos conhecem e marcam o início e o fim do processo. Pelo meio, quando o peixe muda de textura, mas ainda não está seco, chama-se peixe enjoado, devido à sua consistência e paladar característico. Alguns pratos regionais requerem exactamente o peixe enjoado para saírem perfeitos.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Peixe a secar ao Sol" border="0" alt="Peixe a secar ao Sol" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/peixeenjoado.jpg" width="600" height="400" />    <br />O peixe enjoado</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4833</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Quinas emigrou</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4829&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-quinas-emigrou</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4829#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Huambo]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Prov. Huambo]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Quinas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4829</guid>
		<description><![CDATA[Naquela estranha relação que Angola tem com Portugal, revestida de traumas de parte a parte a tornam difícil de perceber, há ocasiões em que chegamos a admitir ser tarefa impossível vir a perceber este amor-ódio. Mas no que diz respeito a futebol, acabam-se as diferenças. Os clubes angolanos mais importantes disputam as preferências com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naquela estranha relação que Angola tem com Portugal, revestida de traumas de parte a parte a tornam difícil de perceber, há ocasiões em que chegamos a admitir ser tarefa impossível vir a perceber este <a title="Artigo: Amor-ódio" href="http://http://afonsoloureiro.net/blog/?p=1249" target="_blank">amor-ódio</a>.</p>
<p>Mas no que diz respeito a futebol, acabam-se as diferenças. Os clubes angolanos mais importantes disputam <a title="Artigo: Benfiiica!" href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4434" target="_blank">as preferências</a> com os portugueses e até mesmo os mais antigos partilham os nomes com os da antiga potência colonial.</p>
<p>Talvez por isso não seja estranho encontrar a mascote do campeonato europeu de futebol que se realizou em Portugal, na beira da estrada que liga o Huambo ao <a title="Alto Hama" href="http://altohama.blogspot.com" target="_blank">Alto Hama</a>. É certo que está a vender gasosa, mas ficaria mais de acordo com a terra mostrar uma palanca negra com o equipamento da selecção angolana.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="O Quinas emigrou" border="0" alt="O Quinas emigrou" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/quinas.jpg" width="600" height="400" />    <br />O Quinas emigrou</p>
<p>O Quinas, que se viu envolvido num processo de uso indevido de marca registada, por partilhar o nome com os fósforos da Swedish Match, cumpriu a sua missão em 2004. Com o fim do campeonato ficou desempregado e agora, aparentemente, emigrou para Angola. A vida está difícil para todos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4829</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O original e a c&#243;pia</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4824&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-original-e-a-cpia</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4824#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Luanda]]></category>
		<category><![CDATA[Prov. Luanda]]></category>
		<category><![CDATA[Pinturas]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tintin]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4824</guid>
		<description><![CDATA[Quando vivi em Angola, muitas vezes reparei que a apropriação de personagens de banda desenhada para mensagens publicitárias era feita sem qualquer pejo. Desde o Rato Mickey e Pato Donald a vender gasosas, ao Obélix a transportar Latas de óleo até ao meu favorito, o Tintim au Angola. Comprei um postal com a capa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vivi em Angola, muitas vezes reparei que a apropriação de personagens de banda desenhada para mensagens publicitárias era feita sem qualquer pejo. Desde o Rato Mickey e Pato Donald a vender gasosas, ao Obélix a transportar Latas de óleo até ao meu favorito, o <a title="Artigo: Tintin au Congo" href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2176" target="_blank">Tintim au Angola</a>.</p>
<p>Comprei um postal com a capa do álbum em causa e resolvi procurar diferenças. São poucas!</p>
<p><img title="Tintin au Congo" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/tintin.jpg" border="0" alt="Tintin au Congo" width="400" height="600" /><br />
A capa do livro</p>
<p>Há algumas, obviamente, mas tenho de concordar que o pintor fez uma excelente adaptação do Tintim à época actual, retirando-lhe o chapéu de cortiça e trocando um caixote por um adepto de futebol.</p>
<p><img title="tintin" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2009/02/tintin.jpg" border="0" alt="Tintin" width="516" height="400" /><br />
Tintin au Angola</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4824</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tradi&#231;&#245;es milenares</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4822&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=tradies-milenares</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4822#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito de Setúbal]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Fenícios]]></category>
		<category><![CDATA[Pescadores]]></category>
		<category><![CDATA[Superstições]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4822</guid>
		<description><![CDATA[Certas profissões foram, até há poucas décadas, quase hereditárias. Eram exercidas durante gerações pelas mesmas famílias, quer por necessidade, quer por condicionantes geográficas. Os pescadores são um bom exemplo. Os meios pequenos e a imutabilidade do trabalho mantém vivas tradições antiquíssimas. Algumas quase adivinhamos serem velhas de milénios e remontarem a crenças de povos antigos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certas profissões foram, até há poucas décadas, quase hereditárias. Eram exercidas durante gerações pelas mesmas famílias, quer por necessidade, quer por condicionantes geográficas. Os pescadores são um bom exemplo.</p>
<p>Os meios pequenos e a imutabilidade do trabalho mantém vivas tradições antiquíssimas. Algumas quase adivinhamos serem velhas de milénios e remontarem a crenças de povos antigos que chegaram ao que hoje é Portugal.</p>
<p>A decoração dos barcos Fenícios só ficava completa com a pintura de um olho de cada lado da proa. O olho que protegeria a embarcação das tempestades. Ainda hoje, na Turquia e Líbano, é comum usar-se o símbolo do olho como amuleto. Em Portugal, por onde os Fenícios também passaram, ainda se encontram resquícios dessa tradição importada.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Olhos na proa" border="0" alt="Olhos na proa" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/fenicios.jpg" width="600" height="400" />    <br />Bote com olhos</p>
<p>Talvez não seja feito com intenção, mas, ao pintar o barco, há pescadores que acham a proa demasiado despida e muitos optam por desenhar olhos ou símbolos semelhantes.</p>
<p>Em Porto Brandão, terra que sobrevive graças ao terminal fluvial e restaurantes, há alguns destes exemplos de superstições milenares desenhadas nas proas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4822</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vis&#227;o dupla</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4820&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=viso-dupla</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4820#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Massamá]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Desperdício]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4820</guid>
		<description><![CDATA[Por vezes, o cumprimento escrupuloso das regras estabelecidas, roçando o excesso de zelo, é contra-producente. A sinalização vertical das estradas, por exemplo, é uma área onde nos deparamos com desperdício devido a uma interpretação demasiado literal das regras. Em rotundas com muitas entradas, mas pouco movimento, encontramos autênticas cacofonias visuais, porque alguém entendeu que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por vezes, o cumprimento escrupuloso das regras estabelecidas, roçando o excesso de zelo, é contra-producente. A sinalização vertical das estradas, por exemplo, é uma área onde nos deparamos com desperdício devido a uma interpretação demasiado literal das regras.</p>
<p>Em rotundas com muitas entradas, mas pouco movimento, encontramos autênticas cacofonias visuais, porque alguém entendeu que os sinais à direita de cada via deviam ser repetidos também à esquerda em todos os acessos.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Sinais a dobrar" border="0" alt="Sinais a dobrar" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/duplo.jpg" width="400" height="600" />    <br />Visão dupla</p>
<p>Aquilo que deveriam ser regras de circulação passou a ser uma distração, algo que nos prende a atenção sem ser pelas razões apropriadas. Os condutores chegam à rotunda e julgam ser um expositor de sinais de cedência de prioridade e sentidos giratórios.</p>
<p>Na verdade, talvez seja uma campanha da prevenção rodoviária, para fazer crer a quem bebeu que já está a ver a dobrar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4820</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mem&#243;ria destru&#237;da</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4811&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=memria-destruda</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4811#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Queluz]]></category>
		<category><![CDATA[Destruição]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4811</guid>
		<description><![CDATA[Estava para escrever este artigo desde finais de Junho, altura em que me deparei com os arquivos da Quinta Nova abertos e o seu espólio a ser carregado para um grande contentor verde prenunciador de destruição. Fui adiando, até que uma reportagem do Público, relatando o facto consumado, o tornou inevitável. A Quinta nova foi, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava para escrever este artigo desde finais de Junho, altura em que me deparei com os arquivos da Quinta Nova abertos e o seu espólio a ser carregado para um grande contentor verde prenunciador de destruição. Fui adiando, até que uma reportagem do <a title="Notícia do jornal Público" href="http://jornal.publico.pt/noticia/25-08-2010/estradas-de-portugal-diz-que-os-arquivos-de-queluz-tem-vindo-a-ser-alvo-de-tratamento-20080213.htm" target="_blank">Público</a>, relatando o facto consumado, o tornou inevitável.</p>
<p>A Quinta nova foi, durante anos, o viveiro da Junta Autónoma das Estradas (JAE). Na altura em que o Estado cuidava das estradas, era daqui que se transplantavam os loendros para os separadores das auto-estradas e as árvores para as bermas das estradas nacionais. Depois veio a febre das privatizações, de fazer dinheiro rápido ao concessionar a manutenção das estradas a privados por várias décadas, a um custo muito superior ao real e, acima de tudo, superior ao recebido.</p>
<p><img style="display: inline; border: 0px;" title="Arquivos da Quinta Nova" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/quintanovajae1.jpg" border="0" alt="Arquivos da Quinta Nova" width="600" height="400" /><br />
Abandono</p>
<p>Pode-se argumentar de que assim a entidade estatal responsável pelas infra-estruturas rodoviárias é menos vulnerável à corrupção, situação que levou à extinção da JAE e criação de três novos organismos, com as mesmas pessoas e idênticos vícios. Na verdade, a corrupção a esse nível triplicou e foi acompanhada por corrupção mais refinada, em esferas mais altas, como prémio pelos excelentes negócios que as empresas fazem à custa do património estatal e que depois se orgulham de ter como presidentes honorários e directores de topo antigos ministros.</p>
<p><img style="display: inline; border: 0px;" title="Arquivos da Quinta Nova" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/quintanovajae5.jpg" border="0" alt="Arquivos da Quinta Nova" width="600" height="400" /><br />
Abandono</p>
<p>Com a extinção da JAE, a Quinta Nova passou para as mãos das Estradas de Portugal (EP). O edifício principal sofreu obras profundas, para albergar a sede distrital da EP. Isto passou-se em 2007. Menos de dois anos volvidos e a propriedade foi abandonada, com a transferência da referida sede para Almada, numa manobra que só se pode chamar de criminosa para a Fazenda Pública.</p>
<p><img style="display: inline; border: 0px initial initial;" title="Fevereiro de 1937" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/quintanovajae3.jpg" border="0" alt="Fevereiro de 1937" width="400" height="600" /><br />
Pedaço de memória</p>
<p>Para trás ficou um arquivo que remontava aos primórdios do Estado Novo, com documentos da década de 1930, onde se guardaram documentos importantes e outros, que talvez o pareçam menos agora, mas que seriam preciosos para historiadores futuros.</p>
<p><img style="display: inline; border: 0px;" title="Arquivos da Quinta Nova" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/quintanovajae8.jpg" border="0" alt="Arquivos da Quinta Nova" width="400" height="600" /><br />
Relação de material abatido em Fevereiro de 1937</p>
<p>Poderá parecer um preciosismo fútil, desejar que se arquivem as requisições de material, os relatórios de acidentes de trabalho ou os mapas de trabalho de há um século, mas esta é a única maneira de preservar a memória e de poder rebater aqueles que dizem &#8220;Nunca antes se fez assim&#8221;. Destruir a memória é reescrever a História. Preservando apenas parte dos documentos, apaga-se parte do Passado, as fundações do Futuro.</p>
<p><img style="display: inline; border: 0px;" title="Arquivos da Quinta Nova" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/quintanovajae7.jpg" border="0" alt="Arquivos da Quinta Nova" width="600" height="400" /><br />
Portugal enxovalhado</p>
<p>Talvez um relatório de abate de material possa parecer demasiado insignificante para se preservar, mas há que relembrar um episódio que mostra como as memória mais insuspeitas podem ser cruciais para a compreensão da História. Com a destruição da Casa da Índia no terramoto de 1755, perdeu-se grande parte dos documentos que relatavam as primeiras viagens ao longo da costa africana da expansão Portuguesa. Com base nos registos restantes, acreditava-se que o número de viagens fosse muito reduzido, mas tal noção foi desmentida quando se encontrou uma nota encomenda de várias toneladas de biscoito (bolachas grandes e duras para consumo no mar em viagens longas). Tamanha encomenda só pode significar que o número de expedições era muito maior que o indicado pelos documentos sobreviventes.</p>
<p>Dizem que parte dos documentos foi destruída e outra preservada. Que parte restou? Que critérios usaram? Quanto empobreceu a nossa memória?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4811</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chinesices</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4816&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=chinesices-2</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4816#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Chineses]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4816</guid>
		<description><![CDATA[Para quem julga ser impossível maltratar a Língua Portuguesa mais do que já foi, com um acordo ortográfico cretino e outras aventuras, basta ler as traduções marteladas que os produtos chineses (importados via Espanha) têm nas suas embalagens. Por vezes, penso que mais valia prescindir da rotulagem em Português, obrigatória por lei, a bem da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem julga ser impossível maltratar a Língua Portuguesa mais do que já foi, com um acordo ortográfico cretino e outras aventuras, basta ler as traduções marteladas que os produtos chineses (importados via Espanha) têm nas suas embalagens.</p>
<p>Por vezes, penso que mais valia prescindir da rotulagem em Português, obrigatória por lei, a bem da Língua, porque tamanhas barbaridades são escusadas.</p>
<p>Há dias encontrei muitas destas pérolas que, apesar de menos absurdas que as de há uns anos, continuam a deixar-me os cabelos da nuca todos eriçados. Fotografei um par delas, representativas do lote.</p>
<p>A primeira é a tradução literal de <em>Notebook Power Cable</em> para um muito luso <em>Cabo de Poder de Caderno</em>. Pelo menos acertaram na ordem das palavras.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Cabo de poder de caderno" border="0" alt="Cabo de poder de caderno" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/china1.jpg" width="600" height="400" />    <br />Traduzir não é só abrir o dicionário</p>
<p>A segunda pérola é a omissão no dicionário usado de uma tradução para Airproof, bem como a misteriosa transformação de um frasco em panela. O resultado é um frasco hermético confundido com uma <em>panela de airproof</em>. Sem a fotografia não tinha lá chegado.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Frasco imaculado" border="0" alt="Frasco imaculado" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/china2.jpg" width="600" height="400" />    <br />Tradução imaculada</p>
<p>Mas o toque final foi a tradução de aço inoxidável, que de imaculado só tem a primeira acepção de <em>Stainless</em>. De <em>Stainless Steel Item</em> a <em>Mercadoria de Aço Imaculada</em> nem a concordância de género com <em>mercadoria</em> em vez de <em>aço</em> se aproveita. Será o frasco hermético?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4816</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marco dos correios</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4813&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=marco-dos-correios</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4813#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Correios]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Desleixo]]></category>
		<category><![CDATA[Instituições]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4813</guid>
		<description><![CDATA[Os marcos de correios de ferro fundido dos anos cinquenta, espalhados por portugal e colónias. Simbolizavam não só o Estado, mas também a ligação ao mundo. Ainda hoje, na sua maioria, resistem ao tempo, mas começam a sofrer com a modernidade. Cada vez se escrevem menos cartas e, acima de tudo, os Correios passaram-nos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os marcos de correios de ferro fundido dos anos cinquenta, espalhados por portugal e colónias. Simbolizavam não só o Estado, mas também a ligação ao mundo. Ainda hoje, na sua maioria, resistem ao tempo, mas começam a sofrer com a modernidade. Cada vez se escrevem menos cartas e, acima de tudo, os Correios passaram-nos a encarar como um empecilho em vez de missão. É preciso enviar alguém abrir os marcos e levar as, cada vez menos, cartas à estação. Um salário e combustível. Seria tão mais simpático se as pessoas se deixassem de mandar cartas e postais ou que as fossem entregar directamente na estação de correios mais próxima e que, de passagem, comprassem também um livro ou uma colecção de bordados típicos e um serviço Vista Alegre, convenientemente expostos na mesma.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Marco de Correios" border="0" alt="Marco de Correios" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/ctt.jpg" width="600" height="400" />    <br />São nove da manhã e a última recolha foi ontem. Deixo a carta?</p>
<p>Para desabituar as pessoas de usar os marcos e, a dada altura, poder justificar a sua venda para a sucata por falta de uso (e tanto ferro fundido deve valer uma fortuna), os CTT optaram por assustar as pessoas. Não coloque correio no marco, porque pode ser roubado.</p>
<p>Sinceramente, com a quantidade de cartas que se enviam por dia, o único ladrão que se lembraria de assaltar um marco do correio seria um coleccionador fanático de selos não carimbados. Mas isso daria mais trabalho e chatices do que ir comprá-los à estação. Já agora, trazia também uns discos de folclore queniano.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4813</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Letreiros esquecidos</title>
		<link>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4804&amp;utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=letreiros-esquecidos</link>
		<comments>http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4804#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Letreiros]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas do Passado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afonsoloureiro.net/blog/?p=4804</guid>
		<description><![CDATA[Ao circular nas zonas mais antigas das cidades, deparamo-nos sempre com alguns letreiros velhos. Uns servem de lápide a associações ou negócios desaparecidos, ao passo que outros são apenas o espelho da decrepitude a que chegaram. Não deixam de ser um pedaço da memória colectiva. Letreiro antigo da Federação de Ciclismo A dada altura, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao circular nas zonas mais antigas das cidades, deparamo-nos sempre com alguns letreiros velhos. Uns servem de lápide a associações ou negócios desaparecidos, ao passo que outros são apenas o espelho da decrepitude a que chegaram.</p>
<p>Não deixam de ser um pedaço da memória colectiva.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Federação de ciclismo" border="0" alt="Federação de ciclismo" src="http://afonsoloureiro.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/letreiro.jpg" width="600" height="400" />    <br />Letreiro antigo da Federação de Ciclismo</p>
<p>A dada altura, a sua substituição ou restauro acabam por ser um crime. Mais vale deixá-los apodrecer com alguma dignidade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afonsoloureiro.net/blog/?feed=rss2&amp;p=4804</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
