{"id":11,"date":"2008-05-29T18:00:43","date_gmt":"2008-05-29T17:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=11"},"modified":"2009-06-23T22:13:21","modified_gmt":"2009-06-23T21:13:21","slug":"habitua-te","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/habitua-te\/","title":{"rendered":"Habitua-te&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Hoje tive um gostinho do que vai ser a vida em Angola.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando estava a tratar do visto. Perdi uma manh\u00e3 e parte da tarde \u00e0 espera de poder entregar toda a documenta\u00e7\u00e3o. Quando chegou a minha vez, estava descansado porque tinha tudo como queriam.<\/p>\n<p>Afinal, a carta de chamada n\u00e3o podia ser aceite. Vinha endere\u00e7ada ao Consulado da Embaixada de Angola em Portugal. &#8220;Lamento, n\u00e3o serve. Vem mal dirigida. O resto est\u00e1 bem, mas assim n\u00e3o serve.&#8221; Tive de pedir uma nova carta, desta vez endere\u00e7ada ao &#8220;Consulado Geral da Rep\u00fablica de Angola em Portugal&#8221;.<\/p>\n<p>Vim a casa imprimir a nova vers\u00e3o que me tinha sido enviada por e-mail desde Luanda e voltei ao &#8220;Consulado Geral da Rep\u00fablica de Angola em Portugal&#8221;, onde tive de conversar com o seguran\u00e7a para entrar.<\/p>\n<p>Foi aceite e logo a seguir apresentaram-me a conta: noventa euros!<\/p>\n<p>\u00c0s vezes pergunto-me como seria se o Consulado Portugu\u00eas fosse assim t\u00e3o picu\u00ednhas na emiss\u00e3o de vistos&#8230;<\/p>\n<p>A segunda dose de Angola tive-a mais tarde, \u00e0 espera de abastecer o Patrol. Uma bicha imensa, com gente a querer furar. E isto tudo s\u00f3 para encher o dep\u00f3sito. J\u00e1 me disseram que a gasolina em Angola \u00e9 barata mas que h\u00e1 sempre filas nas bombas, porque nem sempre h\u00e1. \u00c9 a tal hist\u00f3ria de que ou \u00e9 caro ou n\u00e3o h\u00e1. Neste caso n\u00e3o h\u00e1.<\/p>\n<p>Por c\u00e1 h\u00e1, mas \u00e9 caro. O Gas\u00f3leo custa trezentos escudos por litro! N\u00e3o sei como, mas para uma coisa produzida a partir da parte mais badalhoca do petr\u00f3leo, est\u00e1 estupidamente caro. Por isso, e porque faz uma diferen\u00e7a desgra\u00e7ada ir abastecer ao Jumbo (quando fica em caminho, claro) e comprar combust\u00edvel 0.09\u20ac mais barato, tem de se suportar uma fila imensa. H\u00e1 umas semanas ainda n\u00e3o se notava tanto e em dez minutos se estava despachado. Desta vez foram 40 minutos, mas custou-me menos 5.30\u20ac encher o dep\u00f3sito do que na Galp ao p\u00e9 de casa. Mesmo assim ainda ficou 3.50\u20ac mais caro do que o abastecimento em Espanha na semana passada (e o gas\u00f3leo em Espanha sempre foi mais caro que em Portugal&#8230;).<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante, mas em 5 meses, um dep\u00f3sito de combust\u00edvel passou a custar mais 9\u20ac do que em Espanha. No princ\u00edpio do ano os pre\u00e7os estavam mais ou menos a par.<\/p>\n<p>Portugal est\u00e1 cada vez mais parecido com um pa\u00eds africano, com uma infla\u00e7\u00e3o galopante, em que os pre\u00e7os da manh\u00e3 s\u00e3o mais baixos que os da tarde. Dois e tr\u00eas aumentos semanais do pre\u00e7o do combust\u00edvel ro\u00e7a o incr\u00edvel. E j\u00e1 vamos para 24 aumentos consecutivos!<\/p>\n<p>Em Angola posso apanhar bichas para abastecer, mas a consola\u00e7\u00e3o \u00e9 que saio da bomba ainda com dinheiro para caramelos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje tive um gostinho do que vai ser a vida em Angola. 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