{"id":1332,"date":"2008-10-08T00:00:12","date_gmt":"2008-10-07T23:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1332"},"modified":"2008-10-09T09:45:33","modified_gmt":"2008-10-09T08:45:33","slug":"alentejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/alentejo\/","title":{"rendered":"Alentejo"},"content":{"rendered":"<p>Para calar um pouco as saudades deste pa\u00eds de que tanto gosto, viemos dar um passeio at\u00e9 ao Alentejo profundo.<\/p>\n<p>Algumas paragens para abastecer dep\u00f3sitos, est\u00f4magos e esp\u00edritos forma necess\u00e1rias. E todas elas foram boas. At\u00e9 mesmo pagar gas\u00f3leo a um pre\u00e7o de fugir &#8211; me fez lembrar o desperd\u00edcio de energia em Angola, com combust\u00edveis baratos.<\/p>\n<p>A caminho do almo\u00e7o, pude conduzir numa auto-estrada, essa inven\u00e7\u00e3o que entorpece os sentidos pela sua monotonia. Mas n\u00e3o tinha buracos nem azuis-e-brancos a circular pela berma ou a fazer manobras esquisitas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/081008-0000-aletejo1.jpg\" \/><br \/>\nPara sul\u00a0<\/p>\n<p>E \u00e9 t\u00e3o bom saber que basta esticar o bra\u00e7o para dar um carinho \u00e0 Mais-que-tudo!<\/p>\n<p>Primeira geocache em Peg\u00f5es. Como prometi elogiar as boas e reclamar das m\u00e1s, esta \u00e9 filha de um cabresto. Tal como a seguinte, j\u00e1 em Montemor.<\/p>\n<p>Seguimos at\u00e9 Borba, a vila branca. Pelo caminho voltei a ver c\u00e9us azuis, com nuvens brancas em farrapos finos. Voltei a ver um p\u00f4r-do-Sol que deixa o c\u00e9u vermelho e nos cega pelos espelhos. A luz do fim de tarde criou muitas oportunidades para fotografias espantosas. Algumas das quais deixei passar por estar demasiado embriagado com o que me rodeava.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de Luanda, aqui as coisas t\u00eam o seu ritmo secular ainda afinado. N\u00e3o h\u00e1 correrias nem pressas. \u00c0 medida que nos afast\u00e1vamos da cidade, as velocidades m\u00e9dias foram diminu\u00edndo e o pedal da embraiagem descansando cada vez mais.<\/p>\n<p>A Pens\u00e3o Inaramos, onde j\u00e1 estive h\u00e1 mais de quatro anos, fez obras. A velha porta de madeira verde foi substitu\u00edda por uma de alum\u00ednio e vidro. O Sr. Jorge continua a estar ao cimo das escadas a assustar os clientes. \u00c9 cego e tem a recep\u00e7\u00e3o sempre \u00e0s escuras. Esta pens\u00e3o \u00e9 uma pequena j\u00f3ia. N\u00e3o pode ter mais de uma estrela porque tem muitas escadas, mas tem condi\u00e7\u00f5es para merecer mais umas quantas.<\/p>\n<p>Fica de frente para uma das portas da muralha do velho castelo de Borba, isto \u00e9, do quarto at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima geocache s\u00e3o cerca de 40 metros&#8230; nada mau.<\/p>\n<p>O jantar voltou a ser na cervejaria Arado, onde a sopa tinha outra vez massa. Ao contr\u00e1rio do choco em Set\u00fabal, demasiado salgado, aqui tudo estava excelente.<\/p>\n<p>Que saudades que tinha destas estradas a perder de vista, dos montes no cimo dos montes e das searas que fingem ser o mar e escorrem por entre as \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Amanh\u00e3 vai ser dia de cansar o dedo a tirar fotografias. A luz de Outono \u00e9 fant\u00e1stica e a terra tamb\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para calar um pouco as saudades deste pa\u00eds de que tanto gosto, viemos dar um passeio at\u00e9 ao Alentejo profundo. 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