{"id":1438,"date":"2008-10-18T00:00:18","date_gmt":"2008-10-17T23:00:18","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1438"},"modified":"2008-10-17T19:07:35","modified_gmt":"2008-10-17T18:07:35","slug":"lisboa-pelos-olhos-de-um-turista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/lisboa-pelos-olhos-de-um-turista\/","title":{"rendered":"Lisboa pelos olhos de um turista"},"content":{"rendered":"<p>O melhor rem\u00e9dio que h\u00e1 para curar as saudades da civiliza\u00e7\u00e3o e reavivar as mem\u00f3rias dos pormenores da cidade com a luz mais bonita do mundo, \u00e9 dar uma voltinha por Lisboa.<\/p>\n<p>H\u00e1 milhares de pormenores que habitualmente passam despercebidos, mas s\u00f3 quando n\u00e3o os temos por perto \u00e9 que sentimos a sua falta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9288.jpg\"  \/><br \/>\nFerro forjado em Telheiras<\/p>\n<p>A arquitectura que enche Luanda aparece tamb\u00e9m nas Avenidas Novas. As varandas e as cores que me recordavam Lisboa, revi-as de perto, apreciei-as como n\u00e3o o fazia h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9330.jpg\" \/><br \/>\nAvenida de Roma<\/p>\n<p>Os edif\u00edcios que foram ignorados durante anos t\u00eam tido mais aten\u00e7\u00e3o. As fachadas s\u00e3o pintadas, as cantarias limpas e novos inquilinos ocupam os andares.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9545.jpg\" \/><br \/>\nAvenida de Roma<\/p>\n<p>Mas a Hist\u00f3ria de Lisboa n\u00e3o come\u00e7a nos anos 1940. Onde melhor podemos apreciar a luz que traz fama \u00e0 cidade \u00e9 na Baixa, rodeados de velhas pedras que assistiram a tanta coisa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9470.jpg\"  \/><br \/>\nTerreiro do Pa\u00e7o<\/p>\n<p>A cada esquina temos relances do que h\u00e1 mais para ver. E quando l\u00e1 chegamos, espreitamos para outra rua e somos atra\u00eddos para algo novo.<\/p>\n<p>J\u00e1 percorri aquelas ruas centenas de vezes, mas desta vez pareceu-me especial. Apeteceu-me comprar um guia tur\u00edstico e tudo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9564.jpg\"  \/><br \/>\nD. Pedro IV<\/p>\n<p>Pude relembrar a hist\u00f3ria da est\u00e1tua do Imperador Maximiliano do M\u00e9xico, que, quando este ca\u00edu em desgra\u00e7a, foi comprada e usada para honrar D. Pedro IV. Por isso o pedestal \u00e9 t\u00e3o alto. Ainda se pode adivinhar a emenda que um dos bra\u00e7os sofreu para lhe retirar o ceptro imperial.<\/p>\n<p>J\u00e1 sei porque sou um unhas-de-fome. Est\u00e1-nos no sangue. At\u00e9 compramos est\u00e1tuas \u00e0 sucata&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9519.jpg\"  \/><br \/>\nTradi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os beirados arranjados e contrastar com um c\u00e9u azul s\u00e3o a moldura perfeita para as ruas com ambiente calmo, onde m\u00edmicos executam a sua arte para os turistas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9458.jpg\"  \/><br \/>\nVentania<\/p>\n<p>Mas aquilo que mais gosto, \u00e9 de procurar os pequenos pormenores, aquelas coisas que passam despercebidas, mas que s\u00e3o essenciais para comp\u00f4r a atmosfera da cidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9357.jpg\"  \/><br \/>\nIgreja da Gra\u00e7a<\/p>\n<p>Entrei pela primeira vez na Igreja da Gra\u00e7a. Achei-a parecida com a de S\u00e3o Domingos, na Baixa. Esta n\u00e3o ardeu, mas tem a mesma atmosfera.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9358.jpg\"  \/><br \/>\nCalma<\/p>\n<p>Por ser ao final do dia, as sombras que se alongavam l\u00e1 fora conseguiam chegar ao interior, espereitando pelas janelas e vitrais. Os poucos fi\u00e9is partilhavam o espa\u00e7o com igual n\u00famero de turistas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9377.jpg\" \/><br \/>\nFim de tarde<\/p>\n<p>De regresso \u00e0 Baixa, fui ver como estava a fachada da Esta\u00e7\u00e3o do Rossio, que esteve fechada anos a fio, para obras de recupera\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 com bom aspecto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9439.jpg\"  \/><br \/>\nRecebendo os passageiros<\/p>\n<p>O velho casario nas traseiras da esta\u00e7\u00e3o, a caminho do Carmo e do Bairro Alto, tamb\u00e9m est\u00e1 mais cuidado do que h\u00e1 uns anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9509.jpg\"  \/><br \/>\nCal\u00e7ada do Carmo<\/p>\n<p>O ritmo decresce ao fim do dia. Os pombos e as pessoas desaparecem. O jantar avizinha-se e s\u00f3 mais tarde \u00e9 que come\u00e7a a vida nocturna.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/img-9487.jpg\" \/><br \/>\nPrel\u00fadio para a noite.<\/p>\n<p>Este lavar de olhos vai-me acompanhar nos pr\u00f3ximos meses de Angola!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O melhor rem\u00e9dio que h\u00e1 para curar as saudades da civiliza\u00e7\u00e3o e reavivar as mem\u00f3rias dos pormenores da cidade com a luz mais bonita do mundo, \u00e9 dar uma voltinha por Lisboa. H\u00e1 milhares de pormenores que habitualmente passam despercebidos, mas s\u00f3 quando n\u00e3o os temos por perto \u00e9 que sentimos a sua falta. 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