{"id":1518,"date":"2008-11-14T00:00:04","date_gmt":"2008-11-13T23:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1518"},"modified":"2009-07-25T12:46:57","modified_gmt":"2009-07-25T11:46:57","slug":"falando-lnguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/falando-lnguas\/","title":{"rendered":"Falando l\u00ednguas"},"content":{"rendered":"<p>Angola, sendo um pa\u00eds grande, tem muitas l\u00ednguas distintas. O Portugu\u00eas \u00e9 a l\u00edngua oficial e a que, de facto, une e distingue os angolanos dos seus vizinhos.<\/p>\n<p>Existem ainda todas as l\u00ednguas nacionais, desprezadas no tempo do colono e olhadas de soslaio no tempo da independ\u00eancia, com receio de que reflitam o temido tribalismo, que amea\u00e7ou a integridade angolana.<\/p>\n<p>Com os milhares de expatriados envolvidos no processo de reconstru\u00e7\u00e3o nacional, as l\u00ednguas de trabalho crescem exponencialmente. Os refugiados e emigrantes do Congo, da Z\u00e2mbia e da Nam\u00edbia trouxeram consigo as suas l\u00ednguas, enriquecendo ainda mais esta Babel.<\/p>\n<p>Nos mercados de arte \u00e9 frequente ouvir falar Franc\u00eas. Grande parte dos artes\u00e3os aprenderam o seu of\u00edcio fora de Angola, fugidos da Guerra. Mesmo o seu Portugu\u00eas, com os <em>rr<\/em> arrastados, denuncia qual a sua primeira l\u00edngua.<\/p>\n<p>No mundo dos expatriados, o Ingl\u00eas \u00e9 a l\u00edngua franca. N\u00e3o deixa de ser curioso que, h\u00e1 dois mil anos, o Latim, complicado como tudo, era a l\u00edngua entendida por todos. Hoje em dia, usa-se uma das l\u00ednguas mais simples, que com meia-d\u00fazia de palavras nos fazemos entender em todo o lado.<\/p>\n<p>H\u00e1 uns tempos pus-me a pensar nestas coisas. Desde que cheguei a Angola, j\u00e1 dei comigo a regatear em Franc\u00eas no mercado de arte, a discutir em Castelhano com um grego que tamb\u00e9m fala Hebraico, a falar Ingl\u00eas com chineses, um dos quais, para al\u00e9m de trocar os <em>rr<\/em> pelos <em>ll<\/em>, enrola a l\u00edngua nos dentes. \u00c0s vezes tamb\u00e9m falo Portugu\u00eas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Angola, sendo um pa\u00eds grande, tem muitas l\u00ednguas distintas. O Portugu\u00eas \u00e9 a l\u00edngua oficial e a que, de facto, une e distingue os angolanos dos seus vizinhos. Existem ainda todas as l\u00ednguas nacionais, desprezadas no tempo do colono e olhadas de soslaio no tempo da independ\u00eancia, com receio de que reflitam o temido tribalismo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[425,426,427],"class_list":["post-1518","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","tag-linguas","tag-povos","tag-torre-de-babel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1518","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1518"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3074,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1518\/revisions\/3074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}