{"id":1619,"date":"2008-12-03T00:00:47","date_gmt":"2008-12-02T23:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1619"},"modified":"2009-09-05T23:31:12","modified_gmt":"2009-09-05T22:31:12","slug":"barra-do-dande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/barra-do-dande\/","title":{"rendered":"Barra do Dande"},"content":{"rendered":"<p>Depois de alguns passeios para o sul de Luanda, ach\u00e1mos que seria bom variar e ir conhecer outros s\u00edtios de que ouv\u00edamos falar. As descri\u00e7\u00f5es da Barra do Dande pareciam promissoras.<\/p>\n<p>Mas, tal como para a Muxima, s\u00f3 \u00e0 terceira tentativa conseguimos l\u00e1 chegar. Come\u00e7o a notar um certo padr\u00e3o. Chegar a algum lado parece ser um reflexo de tudo o resto. \u00c9 dif\u00edcil vencer a burocracia reinante. \u00c9 complicado fazer qualquer coisa porque os obst\u00e1culos vencidos voltam a surgir um pouco mais \u00e0 frente. Porque haveria de ser diferente nas estradas?<\/p>\n<p>A primeira tentativa foi gorada no momento em que decidimos tomar a bifurca\u00e7\u00e3o da direita em vez da da esquerda&#8230; No meio de um tr\u00e2nsito ca\u00f3tico e apenas uma vaga ideia do caminho, demos por n\u00f3s no meio de zonas com ar tenebroso e cheios de vontade de as deixar para tr\u00e1s. A segunda tentativa terminou de forma semelhante, numa rua sem nome que n\u00e3o levava a lugar nenhum.<\/p>\n<p>\u00c0 terceira, depois de um planeamento mais aturado, as coisas correram melhor. Cheguei \u00e0 praia de S\u00e3o Tiago, j\u00e1 a caminho da foz do rio Dande.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_027\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-027.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Acidentes aparatosos<\/p>\n<p>As estradas recuperadas h\u00e1 pouco tempo fazem-nos esquecer que a cidade, que ficou para tr\u00e1s, tem muitas avenidas ainda por asfaltar. Os condutores s\u00e3o iguais, furiosamente agressivos, acelerando a fundo ou travando bruscamente entre cada buzinadela.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_029\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-029.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>A nossa companhia<\/p>\n<p>A terra vermelha e a vegeta\u00e7\u00e3o seca faziam o contraste ideal com o c\u00e9u de postal ilustrado. Nas curvas da estrada, os embondeiros faziam-se notar. Para estes lados s\u00e3o menos numerosos. A paisagem \u00e9 um pouco mais \u00e1rida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_030\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-0301.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Gozando o dia<\/p>\n<p>Chegados ao controlo policial do cruzamento para a Barra do Dande, viramos \u00e0 esquerda e o asfalto desaparece. Regressa ap\u00f3s cinco quil\u00f3metros de estrad\u00f5es provis\u00f3rios, com muitos buracos e lombas. Vinte minutos depois, ao fundo de uma curva larga, surge uma povoa\u00e7\u00e3o, a Barra do Dande. Atr\u00e1s dela, uma larga ba\u00eda de \u00e1guas verdes, com palmeiras e areia clara.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_031\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-031.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Um dos bares da praia<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que acontece nas outras praias que temos visitado, esta est\u00e1 limpa. O pequeno restaurante que gere o espa\u00e7o recolhe o lixo e assegura-se de que as coisas est\u00e3o arranjadas. H\u00e1 ainda umas tendas e <em>bungalows<\/em> que podem ser alugados.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os s\u00e3o altos, mas n\u00e3o tanto como seria de prever. Talvez ao n\u00edvel dos pre\u00e7os praticados nos aeroportos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_032\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-032.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Ao final do dia <\/p>\n<p>O regresso \u00e0 capital foi demorado. As filas cada vez mais compactas mostram que Luanda se aproxima. Os candongueiros tentavam ganhar lugares correndo em contra-m\u00e3o ou pelas bermas. Furavam l\u00e1 \u00e0 frente, com m\u00e3os de fora das janelas e toques de embraiagem que faziam as <em>i\u00e1ces<\/em> avan\u00e7ar aos sac\u00f5es. Alguns condutores de <em>corollas<\/em> imitavam-nos, buzinando e fazendo sinais de luzes. Com a \u00e2nsia de chegarem mais depressa, acabam por se atrapalhar uns aos outros e chegam todos mais tarde&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_035\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-035.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>A f\u00faria vespertina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de alguns passeios para o sul de Luanda, ach\u00e1mos que seria bom variar e ir conhecer outros s\u00edtios de que ouv\u00edamos falar. As descri\u00e7\u00f5es da Barra do Dande pareciam promissoras. Mas, tal como para a Muxima, s\u00f3 \u00e0 terceira tentativa conseguimos l\u00e1 chegar. Come\u00e7o a notar um certo padr\u00e3o. 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