{"id":1681,"date":"2008-12-19T00:00:29","date_gmt":"2008-12-18T23:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1681"},"modified":"2009-08-08T22:18:13","modified_gmt":"2009-08-08T21:18:13","slug":"savimbi-o-galo-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/savimbi-o-galo-negro\/","title":{"rendered":"Savimbi, o galo negro"},"content":{"rendered":"<p>Por entre os jardins \u00e0 volta do nosso escrit\u00f3rio temos algumas hortas. S\u00e3o tratadas pelos jardineiros ou pelos seguran\u00e7as. Deve ter sido uma tradi\u00e7\u00e3o herdada do tempo colonial. Ainda hoje, em Portugal, conseguimos encontrar um ou outro p\u00e9 de couve num qualquer instituto estatal.<\/p>\n<p>No meio destas hortas tamb\u00e9m \u00e9 frequente ver galinhas a esgravatar. Algumas esvoa\u00e7am desajeitadamente por cima do muro, vindas do bairro que nos rodeia. Se at\u00e9 n\u00f3s achamos que o nosso cantinho \u00e9 um o\u00e1sis, compreende-se que as galinhas prefiram um jardim a ruas com lixo e esgotos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-100.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_100\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nGalos<\/p>\n<p>No meio delas andam dois galos. Um galo indiano, pequenino e com uns espor\u00f5es de fazer inveja. Depois h\u00e1 um galo grande e encorpado, de plumagem castanha e com um crista bem vermelha e empinada. Daqueles que sugerem uma canja ou uma cabidela de hist\u00f3ria. Pelo tamanho, \u00e9 bem capaz de dar para as duas coisas.<\/p>\n<p>Desde que o c\u00e9u deixou de ter o cinzento do cacimbo, habituou-se a vir espreitar-nos trabalhar a meio da tarde. Assim que se aproxima da janela, talvez por ver um rival no reflexo, come\u00e7a a cantar com convic\u00e7\u00e3o. Vemo-lo encher os pulm\u00f3es, esticar o pesco\u00e7o e soltar um cacarejo estrondoso. E outro. E outro.<\/p>\n<p>Pelos vidros fumados s\u00f3 lhe distinguimos o contorno escuro. Um galo negro canta para n\u00f3s \u00e0 tarde. Mas o galo \u00e9 t\u00e3o bonito que at\u00e9 parece ter sido desenhado. Foi s\u00f3 um passo at\u00e9 lhe passarmos a chamar Savimbi. \u00c9 mesmo parecido com o galo da UNITA.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/blog-12-10.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_12_10\" width=\"600\" height=\"466\" \/><br \/>\nEst\u00e1 na hora<\/p>\n<p>J\u00e1 nos rimos com a visita di\u00e1ria do Savimbi, que vem cantar para n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por entre os jardins \u00e0 volta do nosso escrit\u00f3rio temos algumas hortas. S\u00e3o tratadas pelos jardineiros ou pelos seguran\u00e7as. Deve ter sido uma tradi\u00e7\u00e3o herdada do tempo colonial. Ainda hoje, em Portugal, conseguimos encontrar um ou outro p\u00e9 de couve num qualquer instituto estatal. No meio destas hortas tamb\u00e9m \u00e9 frequente ver galinhas a esgravatar. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,14,360],"tags":[74,505],"class_list":["post-1681","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-luanda","category-provincia-de-luanda","tag-animais","tag-savimbi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1681"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3225,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1681\/revisions\/3225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}