{"id":1702,"date":"2008-12-20T00:00:13","date_gmt":"2008-12-19T23:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1702"},"modified":"2009-09-05T23:31:35","modified_gmt":"2009-09-05T22:31:35","slug":"dondo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/dondo\/","title":{"rendered":"Dondo"},"content":{"rendered":"<p>A duas centenas de quil\u00f3metros da capital angolana, numa curva do Kwanza, encontramos mais um s\u00edtio interessante, o Dondo.<\/p>\n<p>Tenho reparado que o Kwanza tem um recanto a conhecer a cada curva que faz. A Cabala fica no Kwanza, a Muxima tamb\u00e9m e agora, j\u00e1 mais distante, o Dondo surge em mais um cotovelo do rio.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o tiver um mapa \u00e0 m\u00e3o, pode pensar que o Kwanza faz umas voltas muito esquisitas. Se sa\u00edmos para Sul, encontramo-lo, mas, se sa\u00edrmos para Este, damos por n\u00f3s a cruzar o rio que d\u00e1 o nome \u00e0 moeda nacional novamente.<\/p>\n<p>Luanda nunca esteve em guerra. Houve alguns desacatos com alguns tiros disparados aqui e ali, mas guerra a s\u00e9rio nunca teve. Acabamos por nos esquecer que, at\u00e9 h\u00e1 meia-d\u00fazia de anos, a guerra civil ainda fazia parte do quotidiano do resto do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao sair de Luanda em direc\u00e7\u00e3o ao Leste, somos confrontados com a realidade que muitos viveram. Dois velhos tanques guardam uma lomba da estrada para Malanje. Acabaram abandonados e as pessoas refizeram a vida \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-092.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_092\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nSentinela adormecido<\/p>\n<p>O clima de paz \u00e9 evidenciado pelos postos de controlo abandonados e at\u00e9 pela dura\u00e7\u00e3o das viagens, que antigamente estavam sujeitas a atrasos devido a situa\u00e7\u00f5es militares inst\u00e1veis.<\/p>\n<p>O Dondo, que n\u00e3o mudou de nome com a independ\u00eancia, est\u00e1 agora a pouco mais de duas horas de viagem de Luanda. Pelo caminho encontramos as rel\u00edquias da guerra e um posto de controlo \u00e0 entrada da prov\u00edncia do Kwanza Norte. Controlo de passaportes no meio do nada. J\u00e1 vinha avisado do controlo, mas julguei sempre que se trataria de pol\u00edcias. Afinal, na berma da estrada est\u00e1 um funcion\u00e1rio do Servi\u00e7o de Migra\u00e7\u00e3o e Estrangeiros, com a sua camisa branca e as perguntas da praxe.<\/p>\n<p>Esta ser\u00e1 a coisa que mais me custa a habituar em Angola, o constante controlar de movimentos. O constante relembrar que sou estrangeiro. O olhar desconfiado para o visto e passaporte&#8230; adiante!<\/p>\n<p>O Dondo surge ap\u00f3s a travessia de uma ponte sobre um leito seco. H\u00e1 poucas casas de chapa. O bairro mais recente tem aspecto de ter sido constru\u00eddo na d\u00e9cada de 1950. Semelhante, \u00e0 sua maneira africana, aos edif\u00edcios do Centro Emissor Ultramarino, em Peg\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-112.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_112\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nDondo<\/p>\n<p>O centro da povoa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 pequena, tem um aspecto mais antigo. As casas s\u00e3o de alvenaria de pedra, de paredes grossas e janelas grandes. Fiquei a pensar que terra portuguesa era aquela. Lembrei-me do Alvito ou de Alter do Ch\u00e3o, mas com cores garridas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1081.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_108\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nCentro<\/p>\n<p>Na esquina oposta ao BPC, encontramos a cervejaria Sol e P\u00f3, do <em>mais-velho<\/em> Tom\u00e1s. Est\u00e1 pintada de branco e azul, tal como o banco estatal. O balc\u00e3o de cimento est\u00e1 polido de tanto uso. A sua cor acastanhada n\u00e3o esconde os milhares de m\u00e3os que j\u00e1 l\u00e1 deixaram gordura.<\/p>\n<p>No frigor\u00edfico h\u00e1 gasosas frias e cervejas mornas. Algumas mangas maduras enchem os espa\u00e7os vazios. A cada cerveja pedida, sai o aviso de que ainda n\u00e3o est\u00e1 fria. Ningu\u00e9m se importa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1052.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_105\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nTerra com hist\u00f3ria<\/p>\n<p>Quando se pergunta se ali s\u00f3 se bebe ou tamb\u00e9m se pode comer, o dono grita pela Escurinha. A Escurinha, que se chama mesmo assim, gere um neg\u00f3cio paralelo. Cozinha nas traseiras da cervejaria e serve petiscos numa sala com tr\u00eas mesas tortas com vista para o interior do balc\u00e3o do <em>mais-velho<\/em> Tom\u00e1s. Ele cobra as bebidas e ela a comida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-113.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_113\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nParedes velhas e tinta nova<\/p>\n<p>A Escurinha faz uns pregos no p\u00e3o fant\u00e1sticos, a que chama sandes de bife. T\u00eam um tempero apurado. Acabei por pedir mais um, mesmo sabendo que os m\u00e9dicos da consulta do viajante se estavam j\u00e1 a retorcer antes de eu provar o primeiro. Como n\u00e3o se passou nada, recomendo uma visita \u00e0 Escurinha!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-101.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_101\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nTelefone 42<\/p>\n<p>A rua principal do Dondo, com as suas \u00e1rvores velhas de risca branca a fazer de polaina, trazem aquela sensa\u00e7\u00e3o de familiaridade estranha. Quando se vai a um pa\u00eds estrangeiro, \u00e9 natural que se vejam coisas diferentes, mas aqui&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-102.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_102\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nMarcas do tempo<\/p>\n<p>Desde h\u00e1 muitos anos que me fascino com portas. Separam o mundo privado do espa\u00e7o p\u00fablico, a vida privada da que mostramos aos outros.<\/p>\n<p>Nalguns pa\u00edses, as portas s\u00e3o tratadas apenas como a fronteira. S\u00e3o objectos funcionais, que aumentam o conforto e impedem acessos. Noutros locais, s\u00e3o mais que isso, protejem os ocupantes de esp\u00edritos e feiti\u00e7os e s\u00e3o decoradas com s\u00edmbolos poderosos.<\/p>\n<p>Outras civiliza\u00e7\u00f5es preocupam-se n\u00e3o s\u00f3 com o aspecto funcional da porta, mas tamb\u00e9m com o seu aspecto est\u00e9tico, criando conjuntos interessantes.<\/p>\n<p>Tenho fotografado portas por esse mundo fora. Algumas lindas, outras banais. Todas partilham a magia de serem portas. E cada local tem um estilo pr\u00f3prio de portas. As mais feias que vi, foi na Let\u00f3nia&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 locais onde a arquitectura \u00e9 semelhante, como na fronteira entre Fran\u00e7a e Su\u00ed\u00e7a, mas de cada lado da fronteira as portas apresentam estilos diferentes.<\/p>\n<p>Em Angola esperava ter a mesma sensa\u00e7\u00e3o, mas dei por mim a fotografar as portas com que cresci&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1071.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_107\" width=\"400\" height=\"600\" \/><br \/>\nPorta dos Pa\u00e7os do Conselho<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que acontece perto de Luanda, andar de m\u00e1quina fotogr\u00e1fica na m\u00e3o no Dondo n\u00e3o levanta problemas. Excepto se n\u00e3o quisermos fotografar pessoas. Todos querem que lhe tirem o retrato. Todos sorriem e pedem mais uma fotografia. Mas depois n\u00e3o querem ver o resultado nem perguntam quando lhes dou a foto. No Kwanza Norte s\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>Sendo o \u00fanico branco na terra, fui o centro das aten\u00e7\u00f5es. Todos me queriam conhecer. E alguns cometeram a proeza de me reconhecer!<\/p>\n<p>Durante o almo\u00e7o, dois pol\u00edcias \u00e0 paisana at\u00e9 se ofereceram para me acompanhar e mostrar a terra. Come\u00e7aram a conversa tentando adivinhar qual a minha nacionalidade. Tentaram dizer umas palavras em chin\u00eas, com sotaque africano. Eu sorria. Depois arranharam o ingl\u00eas. \u00abPortugu\u00eas\u00bb, disse eu. Do outro lado da esplanada disseram que era angolano.<\/p>\n<p>Com o calor a apertar e o apelo de uma cerveja morna \u00e0 sombra, acabaram por ficar sentados na esplanada da cervejaria e fui sozinho, com o n\u00famero de telefone de um deles, n\u00e3o fosse o caso de algu\u00e9m me incomodar enquanto fotografava a cidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-103.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_103\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nCompa\u00f1ero Jo\u00e3o Ambriz<\/p>\n<p>Uns quarteir\u00f5es mais \u00e0 frente, um <em>mais-velho<\/em> olhou para mim e come\u00e7ou a falar em Castelhano. Ubiera estado em La Havana y tenia mucho orgullo en todos los compa\u00f1eros de Cuba, gracias!<\/p>\n<p>Porreiro, em Angola j\u00e1 sou confundido com \u00e1rabes, chineses, brasileiros e cubanos, que mais faltar\u00e1?<\/p>\n<p>A resposta surgiu na esquina seguinte.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1061.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_106\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nAna Maria<\/p>\n<p>A Ana Maria veio-me cumprimentar efusivamente. Pediu que lhe tirasse a fotografia e depois perguntou se estava tudo bem comigo, que j\u00e1 n\u00e3o me via h\u00e1 muito tempo. Disse-lhe que devia estar enganada, porque era a primeira vez que vinha ao Dondo. <em>\u00abMas n\u00e3o \u00e9s o filho do Sr. que morava ali naquela casa\u00bb?<\/em> Apontou para uma casa em ru\u00ednas. Confundiu-me com o filho de um dos colonos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1041.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_104\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nFerro forjado<\/p>\n<p>A minha primeira impress\u00e3o da cidade foi a de que a constru\u00e7\u00e3o era oitocentista. Fui descobrindo, aqui e ali, algumas portas de casas e candeeiros de ferro fundido confirmavam as suspeitas.<\/p>\n<p>Os candeeiros mostram que nas col\u00f3nias, mesmo no s\u00e9c. XIX, j\u00e1 havia locais onde o progresso chegou primeiro que \u00e0 metr\u00f3pole.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1091.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_109\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nJogos de sombras<\/p>\n<p>Mas o Dondo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a cidade. \u00c9, acima de tudo, o Kwanza. \u00c9 l\u00e1 que se passa tudo. Durante todo o dia a az\u00e1fama das margens contrasta com a pacatez das ruas.<\/p>\n<p>As lavadeiras ocupam uma grande extens\u00e3o da praia e partilham a \u00e1gua com banhistas, que levam c\u00e2maras de ar para o rio. Mergulham, nadam e chapinham na \u00e1gua a cheirar a sab\u00e3o. Canoas fazem servi\u00e7o de t\u00e1xi de uma margem para a outra.<\/p>\n<p>Algumas canoas s\u00e3o conduzidas a remo e outras \u00e0 vara. O rio n\u00e3o \u00e9 muito profundo. Pelo tr\u00e1fego e pelo aspecto das margens, ficamos com a impress\u00e3o que se lava na margem esquerda e que se p\u00f5e a roupa a corar na margem direita.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1101.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_110\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nLavadeiras e banhistas<\/p>\n<p>No meio das canoas-t\u00e1xi, que deviam ser pintadas de azul e branco, para evitar confus\u00f5es, circulam outras, com menos gente. S\u00e3o os pescadores, que procuram um local onde lan\u00e7ar a rede.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-1111.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_111\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nBarqueiros<\/p>\n<p>E, como n\u00e3o poderia deixar de ser, h\u00e1 crian\u00e7as por todo o lado. Algumas brincam no rio, outras acompanham as m\u00e3es a vender fruta e peixe frito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-090.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_090\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nQuatro crian\u00e7as, duas cuecas<\/p>\n<p>Duas mais curiosas, vieram p\u00f4r-se a jeito para a fotografia. A m\u00e3e dizia para virem ter comigo. Um irm\u00e3o mais t\u00edmido nunca foi capaz de se aproximar de mim. Tinham saias feitas do mesmo pano e missangas coloridas iguais no cabelo. N\u00e3o havia d\u00favida de que eram irm\u00e3s.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/blog-091.jpg\" border=\"0\" alt=\"blog_091\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nDjanela e D\u00e9bora<\/p>\n<p>A mais nova quer ser professora quando for grande. A mais velha, do alto dos seus quatro anos, diz que ainda n\u00e3o sabe. Mas faz perguntas, muitas perguntas.<\/p>\n<p>No fim do dia deixei o Dondo, mas sei que vou voltar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A duas centenas de quil\u00f3metros da capital angolana, numa curva do Kwanza, encontramos mais um s\u00edtio interessante, o Dondo. Tenho reparado que o Kwanza tem um recanto a conhecer a cada curva que faz. A Cabala fica no Kwanza, a Muxima tamb\u00e9m e agora, j\u00e1 mais distante, o Dondo surge em mais um cotovelo do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,35,361],"tags":[6,3,21],"class_list":["post-1702","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-dondo","category-provincia-do-kwanza-norte","tag-criancas","tag-gentes","tag-policias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1702"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1702\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3419,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1702\/revisions\/3419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}