{"id":1970,"date":"2009-02-01T00:00:26","date_gmt":"2009-01-31T23:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1970"},"modified":"2009-07-18T15:48:29","modified_gmt":"2009-07-18T14:48:29","slug":"pontos-de-referncia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/pontos-de-referncia\/","title":{"rendered":"Pontos de refer\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Por deforma\u00e7\u00e3o profissional ou pessoal, comecei a tratar Luanda como se j\u00e1 a conhecesse h\u00e1 mais tempo, procurando viv\u00ea-la como quem nela cresceu. Vou decorando os pontos de refer\u00eancia, as liga\u00e7\u00f5es de uns bairros para os outros e os caminhos mais curtos (ou r\u00e1pidos) daqui para ali.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_jan09_05\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/blog-jan09-05.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Ponto de refer\u00eancia: Liceu Salvador Correia<\/p>\n<p>Mas j\u00e1 me apercebi que outros estrangeiros, que c\u00e1 moram h\u00e1 mais tempo que eu, n\u00e3o conhecem muito mais que o nome da rua onde vivem e, talvez, o percurso at\u00e9 ao local de trabalho. A relativa confus\u00e3o que existe em torno do nome das ruas da cidade faz com que a maioria dos expatriados desista sequer de tentar fazer sentido da coisa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"600\" alt=\"blog_jan09_01\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/blog-jan09-01.jpg\" width=\"502\" border=\"0\"><br \/>Ponto de refer\u00eancia: Igreja de F\u00e1tima<\/p>\n<p>Chega-se aos s\u00edtios de tr\u00eas formas diferente: por tentativa e erro, experimentando ruas e avenidas at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o; seguindo indica\u00e7\u00f5es baseadas em pontos de refer\u00eancia populares ou ent\u00e3o algu\u00e9m, j\u00e1 conhecedor das manhas da cidade, serve de guia e nos mostra o trajecto que devemos decorar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"600\" alt=\"blog_jan09_02\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/blog-jan09-02.jpg\" width=\"520\" border=\"0\"><br \/>Ponto de refer\u00eancia: Edif\u00edcio da Sonangol<\/p>\n<p>Cada um come\u00e7a a criar mapas mentais da cidade, com as distor\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias de uma terra onde o comprimento de uma rua n\u00e3o se mede em metros, mas sim em horas. \u00c9 que h\u00e1 dias em que uma rua de aspecto inocente pode demorar mais a percorrer que a estrada que liga duas cidades do interior.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_jan09_03\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/blog-jan09-03.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Ponto de refer\u00eancia: Letreiro da Cuca<\/p>\n<p>Dizem que a cidade n\u00e3o \u00e9 segura e que o medo que se tem de se ser assaltado se sobrep\u00f5e \u00e0 vontade de conhecer as ruas, quer a p\u00e9, quer de janela aberta. Mas, se n\u00e3o o fizermos, a experi\u00eancia humana perde-se, o que \u00e9 triste.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"400\" alt=\"blog_jan09_04\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/blog-jan09-04.jpg\" width=\"600\" border=\"0\"><br \/>Ponto de refer\u00eancia: Pr\u00e9dio da Lagoa<\/p>\n<p>\u00c9 a miss\u00e3o de cada um ir preenchendo os espa\u00e7os em branco do seu mapa e ir perdendo o medo da cidade, apagando os <em>Hic Sunt Leones<\/em> com que nos atemorizam. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por deforma\u00e7\u00e3o profissional ou pessoal, comecei a tratar Luanda como se j\u00e1 a conhecesse h\u00e1 mais tempo, procurando viv\u00ea-la como quem nela cresceu. Vou decorando os pontos de refer\u00eancia, as liga\u00e7\u00f5es de uns bairros para os outros e os caminhos mais curtos (ou r\u00e1pidos) daqui para ali. 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