{"id":2341,"date":"2009-04-14T00:00:00","date_gmt":"2009-04-13T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2341"},"modified":"2009-08-08T22:33:00","modified_gmt":"2009-08-08T21:33:00","slug":"coisas-de-engenheiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/coisas-de-engenheiros\/","title":{"rendered":"Coisas de engenheiros"},"content":{"rendered":"<p>O mar em Cabo Ledo \u00e9 daqueles de postal ilustrado. \u00c1guas verdes e quase transparentes, com ondas suficientes para n\u00e3o parecer um lago e uma corrente fraquinha. S\u00f3 que o mar daqui n\u00e3o \u00e9 o mar das latitudes elevadas.<\/p>\n<p>Por outras bandas estamos habituados a \u00e1gua bem mais fria e menos salgada. Aqui n\u00e3o precisamos ter receio de entrar na \u00e1gua a correr, temos \u00e9 de nos lembrar que s\u00f3 se mergulha de olhos fechados.<\/p>\n<p>A temperatura e salinidade da \u00e1gua escondem outras surpresas. O h\u00e1bito de saltar ondas est\u00e1 enraizado, j\u00e1 que mais n\u00e3o seja porque evita uns arrepios valentes quando a \u00e1gua chega ao peito. Mas, ao contr\u00e1rio do que acontece por l\u00e1, em que saltamos a onda e voltamos a ter p\u00e9 assim que ela passa, as de c\u00e1 parecem mais compridas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Cabo_Ledo\" style=\"border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px\" height=\"400\" alt=\"Cabo_Ledo\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cabo-ledo.jpg\" width=\"600\" border=\"0\" \/>    <br \/>Cen\u00e1rio de filme<\/p>\n<p>Parece que a parte de maior amplitude da onda se estende por uma \u00e1rea maior. O comprimento da onda \u00e9 diferente. Saltamos a onda e, quando esperamos tocar com os p\u00e9s no fundo, temos uma surpresa. Damos por n\u00f3s a esbracejar e a pontapear a \u00e1gua, tentando evitar um pirolito inesperado. Depois l\u00e1 sentimos o fundo debaixo dos p\u00e9s. A primeira vez \u00e9 um pouco desconcertante, mas depois habituamo-nos.<\/p>\n<p>Como engenheiros que somos, postul\u00e1mos logo que o <font face=\"Symbol\">l<\/font><font face=\"tre\"> (comprimento de onda) aqui era maior. Na verdade n\u00e3o \u00e9 o <font face=\"Symbol\">l<\/font> que \u00e9 maior, porque isso apenas diria que as ondas tinham uma frequ\u00eancia menor, mas o trocadilho \u00e9 engra\u00e7ado. Engenheiros\u2026<\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mar em Cabo Ledo \u00e9 daqueles de postal ilustrado. \u00c1guas verdes e quase transparentes, com ondas suficientes para n\u00e3o parecer um lago e uma corrente fraquinha. S\u00f3 que o mar daqui n\u00e3o \u00e9 o mar das latitudes elevadas. Por outras bandas estamos habituados a \u00e1gua bem mais fria e menos salgada. Aqui n\u00e3o precisamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,71,70],"tags":[34,69],"class_list":["post-2341","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-cabo-ledo","category-provincia-do-bengo","tag-natureza","tag-praia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2341"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3238,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2341\/revisions\/3238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}