{"id":2396,"date":"2009-04-27T00:00:00","date_gmt":"2009-04-26T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2396"},"modified":"2009-09-25T22:26:03","modified_gmt":"2009-09-25T21:26:03","slug":"a-falsa-calma-da-barra-do-kwanza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/a-falsa-calma-da-barra-do-kwanza\/","title":{"rendered":"A falsa calma da Barra do Kwanza"},"content":{"rendered":"<p>Uns quil\u00f3metros a sul de Luanda, a estrada cruza o rio Kwanza. Dos milhares de rios em Angola, este \u00e9 o mais importante, at\u00e9 mesmo a n\u00edvel pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O Kwanza \u00e9 o maior rio angolano, d\u00e1 o nome \u00e0 moeda nacional e, durante anos, as suas margens eram reduto exclusivo das for\u00e7as do MPLA.<\/p>\n<p>Hoje em dia, com a guerra quase esquecida, o Kwanza \u00e9 o rio da ponte bonita, a tal que tem a portagem. Foi constru\u00edda no princ\u00edpio da d\u00e9cada de 1970 e, felizmente, foi evitada a sua destrui\u00e7\u00e3o, como aconteceu com quase todas as outras, no tipo de guerra em que se prefere destruir a defender, porque d\u00e1 menos trabalho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px\" title=\"Barra do Kwanza_20081208-161854-S09-30983_E013-14385_12\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/barradokwanza-20081208161854s0930983-e01314385-12.jpg\" border=\"0\" alt=\"Barra do Kwanza_20081208-161854-S09-30983_E013-14385_12\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nA ponte do Kwanza<\/p>\n<p>A povoa\u00e7\u00e3o de Barra do Kwanza ganhou uma fama triste no final da mesma d\u00e9cada, a acreditar no que se conta. Mas esse \u00e9 um tempo que j\u00e1 passou e uma quest\u00e3o que os angolanos t\u00eam de resolver sozinhos. Falemos da actualidade.<\/p>\n<p>A estrada a sul e a norte estende-se por uma savana com muito capim e poucas \u00e1rvores, numa paisagem quase \u00e1rida, mesmo na \u00e9poca das chuvas. Junto \u00e0s margens do Kwanza, temos uma verdadeira selva tropical, luxuriante e com um verde indescrit\u00edvel.<\/p>\n<p>As \u00e1guas do rio correm calmas, num rio muito largo, fluindo devagar at\u00e9 \u00e0 foz que espreita no pr\u00f3ximo cotovelo, mas a calma que o Kwanza mostra \u00e9 s\u00f3 aparente. Do lado norte, quase no tabuleiro da ponte, est\u00e1 um velho carro blindado, que nos aponta os canos das metralhadoras \u00e0s costas. Mesmo cheio de ferrugem e coberto de p\u00f3, nunca nos sentimos \u00e0 vontade. Do lado sul, j\u00e1 no parque da Qui\u00e7ama, julgamos ter deixado esse sentimento desconfort\u00e1vel para tr\u00e1s, mas estamos enganados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px\" title=\"Barra do Kwanza_20081114-113839-S09-32246_E013-16188_3\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/barradokwanza-20081114113839s0932246-e01316188-3.jpg\" border=\"0\" alt=\"Barra do Kwanza_20081114-113839-S09-32246_E013-16188_3\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nPouco barulho, n\u00e3o v\u00e1 acordar<\/p>\n<p>Do lado esquerdo da estrada, no meio da mata e do p\u00e2ntano que se segue, h\u00e1 um campo minado n\u00e3o assinalado. As minas foram colocadas para proteger um oleoduto que se avista de vez em quando. N\u00e3o foram as minas que o protegeram. Est\u00e1 avariado h\u00e1 anos, provavelmente por falta de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do lado norte, mesmo junto \u00e0s portagens, podemos ter a sorte de avistar avisos brancos e vermelhos, muito sumidos, pintados nos embondeiros. Tamb\u00e9m ali deve haver minas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uns quil\u00f3metros a sul de Luanda, a estrada cruza o rio Kwanza. Dos milhares de rios em Angola, este \u00e9 o mais importante, at\u00e9 mesmo a n\u00edvel pol\u00edtico. O Kwanza \u00e9 o maior rio angolano, d\u00e1 o nome \u00e0 moeda nacional e, durante anos, as suas margens eram reduto exclusivo das for\u00e7as do MPLA. 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