{"id":2538,"date":"2009-06-08T00:00:00","date_gmt":"2009-06-07T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2538"},"modified":"2009-08-08T22:35:15","modified_gmt":"2009-08-08T21:35:15","slug":"na-falta-de-elefantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/na-falta-de-elefantes\/","title":{"rendered":"Na falta de elefantes"},"content":{"rendered":"<p>Quando se vem a \u00c1frica, apesar de sabermos serem expectativas irreais, sonhamos sempre com as imagens dos document\u00e1rios de vida selvagem que nos acompanharam desde pequenos. Sabemos perfeitamente que vamos estar numa cidade onde o mais pr\u00f3ximo que h\u00e1 de vida selvagem s\u00e3o os mosquitos, que as savanas ficam longe e que, provavelmente, n\u00e3o t\u00eam os animais que imaginamos.<\/p>\n<p>Sempre que sa\u00edmos de Luanda pensamos \u00abser\u00e1 que \u00e9 hoje que vejo <em>alifantes<\/em>?\u00bb, mas nunca \u00e9. Os bichos mais tropicais que vemos s\u00e3o os macacos cinzentos a atravessar as estradas em bandos ou as pe\u00e7as de ca\u00e7a expostas na ponta de um bra\u00e7o ao longo das bermas das estradas do interior. Alguns afortunados foram ao parque da Qui\u00e7ama ver os veados importados e ouvir a hist\u00f3ria de que at\u00e9 h\u00e1 elefantes, mas est\u00e3o de folga. O sindicato \u00e9 poderoso.<\/p>\n<p>Na falta de elefantes, temos de nos contentar com formas de vida mais discretas. O mundo dos insectos \u00e9 uma boa escolha. Esses pequenos animais est\u00e3o por todo o lado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"elefantes02\" border=\"0\" alt=\"elefantes02\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/elefantes02.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Uma lagarta como as de l\u00e1<\/p>\n<p>Nas idas \u00e0 prov\u00edncia, isto \u00e9, para fora de Luanda, encontramos coisas surpreendentes, tanto pela sua familiaridade, como pela sua estranheza. Uma dessas surpresas foi reconhecer um tipo de lagarta preta que fazia as minhas del\u00edcias enquanto crian\u00e7a, por se enrolar numa espiral perfeita ao m\u00ednimo sinal de perigo. Ainda me lembro do fedor que deitavam quando se enrolavam. A grande diferen\u00e7a para a vers\u00e3o portuguesa \u00e9 o tamanho. As de Queluz nunca tinham mais de tr\u00eas cent\u00edmetros, mas as de c\u00e1\u2026<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"elefantes01\" border=\"0\" alt=\"elefantes01\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/elefantes01.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Medem-se aos palmos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se vem a \u00c1frica, apesar de sabermos serem expectativas irreais, sonhamos sempre com as imagens dos document\u00e1rios de vida selvagem que nos acompanharam desde pequenos. 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