{"id":2580,"date":"2009-07-02T00:00:00","date_gmt":"2009-07-01T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2580"},"modified":"2009-07-01T12:33:59","modified_gmt":"2009-07-01T11:33:59","slug":"o-asseio-das-zungueiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-asseio-das-zungueiras\/","title":{"rendered":"O asseio das zungueiras"},"content":{"rendered":"<p>O fen\u00f3meno das zungueiras \u00e9 mais recente do que se possa imaginar. Surgiram em Luanda com a chegada dos refugiados congoleses que, \u00e0 falta de meios de subsist\u00eancia, se viram for\u00e7ados a vender a retalho pelas ruas. Grande parte dos angolanos nasceram e cresceram j\u00e1 na era da zungueira, pelo que n\u00e3o poder\u00e3o imaginar a cidade sem elas. A mem\u00f3ria dilui-se na juventude.<\/p>\n<p>Convivo com elas h\u00e1 cerca de um ano e sinto que j\u00e1 fazem parte da paisagem urbana da cidade, tal como as <em>i\u00e1ces<\/em> pintadas de azul e branco ou os Corolla vermelhos. No entanto, todos os dias me surpreendo. Recentemente, comecei a reparar mais nas que vendem comida nas esquinas. Quase todas usam um saco de pl\u00e1stico como luva para tocar na comida. Numa terra onde o lixo faz parte da vida e se assiste a verdadeiros atentados de sa\u00fade p\u00fablica em cada canto, as zungueiras n\u00e3o mexem na comida com a m\u00e3o que toca no dinheiro suado.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se \u00e9 por imposi\u00e7\u00e3o dos fiscais, se por terem aprendido na escola, se por terem passado a palavra umas \u00e0s outras. O certo \u00e9 que n\u00e3o posso deixar de louvar a atitude.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fen\u00f3meno das zungueiras \u00e9 mais recente do que se possa imaginar. Surgiram em Luanda com a chegada dos refugiados congoleses que, \u00e0 falta de meios de subsist\u00eancia, se viram for\u00e7ados a vender a retalho pelas ruas. Grande parte dos angolanos nasceram e cresceram j\u00e1 na era da zungueira, pelo que n\u00e3o poder\u00e3o imaginar a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[199,117],"class_list":["post-2580","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-luanda","tag-higiene","tag-zungueiras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2580"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2639,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2580\/revisions\/2639"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}