{"id":2617,"date":"2009-06-15T00:00:00","date_gmt":"2009-06-14T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2617"},"modified":"2009-07-19T13:16:40","modified_gmt":"2009-07-19T12:16:40","slug":"o-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-fim\/","title":{"rendered":"O fim"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 muitas vezes me perguntei como ser\u00e1 o fim do Aerograma. Como se termina uma coisa que sabemos nunca estar\u00e1 completa? Como se diz que este ser\u00e1 o \u00faltimo artigo?<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos tempos tenho assistido ao fim de alguns blogs dedicados a Angola. Os seus autores partiram para outras paragens ou descobriram novos interesses. Terminam quase sempre com um artigo de despedida e deixam a sua obra num limbo cibern\u00e9tico, esperando a nova entrada que nunca chegar\u00e1.<\/p>\n<p>Quando a estadia programada chegar ao fim, o Aerograma ir\u00e1 fechar, naturalmente. Tenho vindo a pensar mais vezes no que ser\u00e1 o \u00faltimo artigo, em como ser\u00e1 a despedida. Espero que n\u00e3o seja algo de nost\u00e1lgico, porque esta \u00e9 uma terra de futuros e sorrisos brilhantes. Ou talvez n\u00e3o feche e mude s\u00f3 de cara e de tema, mas n\u00e3o ser\u00e1 mais o Aerograma escrito em Luanda acerca de Angola. Haver\u00e1 milhares de assuntos que mereciam ser tratados ou revisitados, mas ter\u00e3o de ficar assim, porque n\u00e3o faz sentido escrev\u00ea-los fora da terra.<\/p>\n<p>Tem sido uma experi\u00eancia de vida \u00edmpar, com contrariedades e alegrias que nunca serei capaz de descrever completamente. \u00c9 por isso que o \u00faltimo artigo do Aerograma fechar\u00e1 apenas um cap\u00edtulo. O resto da hist\u00f3ria ficar\u00e1 por contar. E sentir.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi a antecipa\u00e7\u00e3o de algo que ainda antevejo distante que me levou a escrever este artigo. Foi mesmo porque parte do Aerograma chegou ao fim. Acabou-se. N\u00e3o sobrou mais que uma capa dobrada e algumas folhas garatujadas com notas indecifr\u00e1veis. E o n\u00famero de telefone de um pol\u00edcia do Dondo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Fim\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/fim.jpg\" border=\"0\" alt=\"Fim\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nAcabou<\/p>\n<p>A vers\u00e3o de bolso do Aerograma, aquela que me acompanhava a todo o lado para receber notas e esbo\u00e7os de artigos, quando n\u00e3o mesmo artigos inteiros, foi emagrecendo \u00e0 medida que a edi\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica engordava. Acabou por dar o seu \u00faltimo suspiro. Est\u00e1 na altura de comprar outro.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, h\u00e1 um ano que estou em Angola&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 muitas vezes me perguntei como ser\u00e1 o fim do Aerograma. Como se termina uma coisa que sabemos nunca estar\u00e1 completa? Como se diz que este ser\u00e1 o \u00faltimo artigo? Ao longo dos \u00faltimos tempos tenho assistido ao fim de alguns blogs dedicados a Angola. Os seus autores partiram para outras paragens ou descobriram novos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[36,220],"class_list":["post-2617","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","tag-divagacoes","tag-fim-do-aerograma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2617","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2617"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2617\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2619,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2617\/revisions\/2619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}