{"id":2663,"date":"2009-07-10T00:00:00","date_gmt":"2009-07-09T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2663"},"modified":"2009-06-21T13:39:08","modified_gmt":"2009-06-21T12:39:08","slug":"apetecem-me-cerejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/apetecem-me-cerejas\/","title":{"rendered":"Apetecem-me cerejas"},"content":{"rendered":"<p>Uma das principais dificuldades que se enfrenta em Luanda \u00e9 saber onde se pode comprar determinado produto ou servi\u00e7o. As lojas, geralmente, n\u00e3o t\u00eam o que precisamos e os poucos t\u00e9cnicos que se encontram s\u00e3o, no melhor dos casos, meros curiosos. Isto n\u00e3o impede que as coisas se fa\u00e7am, porque, se as lojas n\u00e3o t\u00eam, concerteza haver\u00e1 no mercado paralelo.<\/p>\n<p>O mercado informal \u00e9 capaz de suprir todas as necessidades da capital. Depressa se descobre que, com a not\u00e1vel excep\u00e7\u00e3o daquilo que procuramos, se pode encontrar absolutamente tudo, mesmo que absurdo, na cidade. Peixinhos dourados, roupeiros, uvas sul-africanas, balan\u00e7as de casa-de-banho ou gravatas s\u00e3o vis\u00f5es frequentes nas ruas. Desconfio que os desejos das gr\u00e1vidas sejam mais f\u00e1ceis de satisfazer em Luanda que numa qualquer capital europeia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Pe\u00e7as para autom\u00f3vel\" border=\"0\" alt=\"Pe\u00e7as para autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/blog_042.jpg\" width=\"600\" height=\"333\" \/>    <br \/>Na <em>retunda<\/em>&#160;<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 saber que se pode comprar. O que distingue o profissional do amador, digamos, \u00e9 saber <strong>onde<\/strong> comprar. No meio do aparente caos na distribui\u00e7\u00e3o do produtos e servi\u00e7os, h\u00e1 um conjunto de regras impl\u00edcitas que permitem facilitar a demanda do cliente. Assim, depois de sabermos o que precisamos, basta-nos ir ao bairro apropriado e procurar a pessoa certa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Venda de acess\u00f3rios\" border=\"0\" alt=\"Venda de acess\u00f3rios\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/IMG_1688.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Na falta de <em>subsalentes<\/em><\/p>\n<p>Lonas e capas para estofos de autom\u00f3veis encontram-se entre a Sagrada Fam\u00edlia, a Katyavala e o Kinaxixi. Quem tem problemas de esgotos, vai at\u00e9 ao Eixo Vi\u00e1rio e procura os rapazes com as varetas de a\u00e7o que se especializam em desentupimentos. Certid\u00f5es ou documentos falsos para o carro arranjam-se ali para os lados do Palanca. Ananases de Benguela compram-se a caminho do Futungo, numa carrinha branca. Componentes electr\u00f3nicos e cerejas, ainda n\u00e3o descobri, mas n\u00e3o perdi a esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais dificuldades que se enfrenta em Luanda \u00e9 saber onde se pode comprar determinado produto ou servi\u00e7o. As lojas, geralmente, n\u00e3o t\u00eam o que precisamos e os poucos t\u00e9cnicos que se encontram s\u00e3o, no melhor dos casos, meros curiosos. 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