{"id":2819,"date":"2009-07-26T00:00:00","date_gmt":"2009-07-25T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2819"},"modified":"2009-07-26T00:00:00","modified_gmt":"2009-07-25T23:00:00","slug":"febre-do-corta-corta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/febre-do-corta-corta\/","title":{"rendered":"Febre do corta, corta"},"content":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o percebi bem o mecanismo da escrita, ou melhor, como passar as ideias da cabe\u00e7a para as notas e das notas para o texto final. N\u00e3o se trata s\u00f3 do rearranjo dos par\u00e1grafos ou da maneira como se introduz determinado assunto. Muitas vezes preciso de escrever um par\u00e1grafo inteiro para concluir que uma s\u00f3 frase bastaria para resumir, sem perdas, o que quero dizer.<\/p>\n<p>Alguns artigos mais azarados (este \u00e9 um deles), fermentam na lista de rascunhos por longas semanas, crescendo e encolhendo \u00e0 medida que lhes limo as arestas, junto umas linhas ou canibalizo par\u00e1grafos para outros. Os afortunados t\u00eam princ\u00edpio, meio e fim na mesma tirada, mas n\u00e3o se salvam de ver longos trechos amputados na \u00faltima revis\u00e3o. Seria t\u00e3o mais pr\u00e1tico acertar \u00e0 primeira.<\/p>\n<p>Gostaria de saber como fazem os escritores a metro para calar as vozes interiores que lhe gritam, j\u00e1 roucas, que t\u00eam par\u00e1grafos repetitivos ou que perdem demasiado tempo a descrever coisas banais, que em nada acrescentam \u00e0 obra. Deve ser uma arte.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Tijoleiras antigas cobrem parcialmente o caminho at\u00e9 uma porta\" border=\"0\" alt=\"Tijoleiras antigas cobrem parcialmente o caminho at\u00e9 uma porta\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/corta_corta.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Retalho a retalho<\/p>\n<p>Nos dias em que estou com a febre do <em>corta, corta<\/em>, acabo por ter de p\u00f4r de parte o texto, com medo que o corte demasiado. Um dia chegar\u00e1 em que desisto dele ou em que o consigo levar at\u00e9 ao ponto em que perco a coragem de o apagar definitivamente. Da\u00ed at\u00e9 \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, ainda \u00e9 um peda\u00e7o, mas chegar\u00e1 l\u00e1, como este.<\/p>\n<p>Tomando as notas e as primeiras vers\u00f5es, n\u00e3o faltarei \u00e0 verdade ao afirmar que este artigo ficou com cerca de um ter\u00e7o do tamanho. Maldito <em>corta, corta<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o percebi bem o mecanismo da escrita, ou melhor, como passar as ideias da cabe\u00e7a para as notas e das notas para o texto final. N\u00e3o se trata s\u00f3 do rearranjo dos par\u00e1grafos ou da maneira como se introduz determinado assunto. Muitas vezes preciso de escrever um par\u00e1grafo inteiro para concluir que uma s\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[258],"class_list":["post-2819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","tag-escrita"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2819\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}