{"id":30,"date":"2008-06-15T15:49:47","date_gmt":"2008-06-15T14:49:47","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=30"},"modified":"2009-08-23T01:25:51","modified_gmt":"2009-08-23T00:25:51","slug":"chegada-a-luanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/chegada-a-luanda\/","title":{"rendered":"Chegada a Luanda"},"content":{"rendered":"<p>Depois da longa viagem, cheguei a Luanda mesmo ao p\u00f4r-do-Sol. A conjun\u00e7\u00e3o da grande altitude com o mar e os ares africanos deram origem a um horizonte vermelho fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>As primeiras luzes apareceram. Isoladas, a princ\u00edpio. Depois um pouco mais densas, mas nada compar\u00e1vel \u00e0s cidades europeias (como seria de esperar).<\/p>\n<p>Entretanto apareceu o porto. Cargueiros de todos os tamanhos e feitios fundeados \u00e0 entrada da barra, cada um mais iluminado que o vizinho.<\/p>\n<p>A seguir veio a cidade, bem mais iluminada e acidentada do que imaginei. Reconheci algumas avenidas das imagens de sat\u00e9lite. Algum tr\u00e2nsito, mas nada do caos que me descreveram. Noite de S\u00e1bado para Domingo\u2026 ningu\u00e9m vem \u00e0 rua.<\/p>\n<p>O aeroporto surge no meio da cidade, rodeado de constru\u00e7\u00f5es populares e muitos avi\u00f5es estacionados. A aterragem foi particularmente suave, mesmo descontando o tamanho absurdo do 747. \u00c9 claro que houve logo uns caramelos a bater palmas\u2026 mas foram poucos.<\/p>\n<p>Como a pista \u00e9 comprida e a aerogare do &#8220;Internacional 4 de Fevereiro&#8221; fica numa ponta, o <em>taxi<\/em> at\u00e9 \u00e0 zona de chegadas demorou quase dez minutos. Outros quinze minutos se passaram at\u00e9 ver Luanda do cimo das escadas de um Jumbo Sul-Africano. A temperatura era agrad\u00e1vel e a noite l\u00edmpida. O autocarro era igual aos do aeroporto de Lisboa e a voltinha fez lembrar a chegada a Vilnius. Entra-se no autocarro, fecham-se as portas, o autocarro faz invers\u00e3o de marcha, abrem-se as portas, sai-se para a gare.<\/p>\n<p>No controlo de passaportes andei a perseguir o senhor da bata branca para me carimbar o papelito da entrada no pa\u00eds. Fui para a outra fila e esperei que me fizessem as perguntas do costume &#8220;Que vem c\u00e1 fazer? Onde fica hospedado?&#8221; Nada de especial. Carimbado o passaporte, foi guard\u00e1-lo e dirigir-me \u00e0 sa\u00edda. Dois passos a seguir, o chefe da pol\u00edcia de fronteiras pede-me para ver o carimbo e repete as mesmas perguntas.<\/p>\n<p>Mais dois passos e estou na recolha de bagagens, onde fiquei quase quarenta minutos \u00e0 espera da mala. Nunca imaginei que coubesse tanta bagagem no por\u00e3o daquele avi\u00e3o. \u00c9 uma maravilha como algo que pesa quase o mesmo que uma barragem \u00e9 capaz de voar\u2026<\/p>\n<p>Havia um controlo de bagagens \u00e0 sa\u00edda, coisa que \u00e9 rara noutras paragens, onde um funcion\u00e1rio comparava o tal\u00e3o da bagagem com a etiqueta da mala. N\u00e3o fosse algu\u00e9m querer levar uma mala trocada <em>por engano<\/em>. Dirigi-me ao canal verde e parei em frente a um senhor de fato com um ar muito oficial. Bocejei descaradamente e esperei que me apontasse para a sa\u00edda ou para o controlo aduaneiro. Quando parei, um dos controladores de etiquetas mandou-me para o controlo. O senhor de fato sentiu-se desautorizado e mandou-me logo para a sa\u00edda.<\/p>\n<p>Tr\u00eas passos mais tarde estava a ver a P. aos pulos, no meio de meia Luanda. Com ela estava o L.. O R. estava a dar voltas com o carro, para n\u00e3o ter de andar a pagar gasosas\u2026<\/p>\n<p>Fomos directamente \u00e0 minha morada nos pr\u00f3ximos tempos. Fiquei surpreendido. Esperava pior. Ali\u00e1s, esperava pior de Luanda inteira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061508-1549-chegadaalua1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nA varanda do meu quarto \u00e9 a que est\u00e1 tapada pela \u00e1rvore.<\/p>\n<p>Como havia um colega que partia no dia seguinte, logo pela manh\u00e3, fomos todos jantar fora. A ementa era tipicamente angolana: Prego no prato!<\/p>\n<p>Ao regressar a casa fui tirar as teimas dos skype phones. Funcionam mesmo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da longa viagem, cheguei a Luanda mesmo ao p\u00f4r-do-Sol. A conjun\u00e7\u00e3o da grande altitude com o mar e os ares africanos deram origem a um horizonte vermelho fant\u00e1stico. As primeiras luzes apareceram. 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