{"id":317,"date":"2008-07-29T00:00:05","date_gmt":"2008-07-28T23:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=317"},"modified":"2009-12-01T13:20:14","modified_gmt":"2009-12-01T12:20:14","slug":"kasucutas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/kasucutas\/","title":{"rendered":"Kasucutas"},"content":{"rendered":"<p>As palavras que o portugu\u00eas angolano vai ganhando por influ\u00eancia das l\u00ednguas locais mostram que as l\u00ednguas vivas se v\u00e3o adaptando a quem as usa. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os regionalismos que se tornam evidentes, s\u00e3o at\u00e9 as novas palavras que aparecem por necessidade.<\/p>\n<p>Algumas s\u00e3o de f\u00e1cil compreens\u00e3o, como <em>kaluanda<\/em>, que descreve os luandenses ou, mais literalmente, <em>os de Luanda<\/em>. Mas h\u00e1 outras que se revelam mais cr\u00edpticas. O t\u00edtulo deste artigo \u00e9 uma dessas.<\/p>\n<p>O que \u00e9 um <em>Kasucuta<\/em>? Pela regra acima, deveria ser algo como <em>os de Sucuta<\/em>. Onde fica Sucuta? Nos mapas n\u00e3o aparece. Ser\u00e1 outra coisa? Perguntei aos colegas e nenhum me soube responder. Fiquei com a d\u00favida. Mas que raio\u00a0ser\u00e1 um <em>sucuta<\/em>?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/072408-0646-kasucutas1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>Kasucuta <\/em><em>kaluanda<\/em> a fazer asneira<\/p>\n<p>Percebi, ao ler o Jornal de Angola, que a tradu\u00e7\u00e3o angolana de <em>Scooter<\/em> \u00e9 simplesmente <em>Sucuta<\/em>. O som \u00e9 o mesmo, mas a grafia fica mais portuguesa. Por isso, os <em>Kasucuta<\/em> s\u00e3o <em>os das scooters<\/em>!<\/p>\n<p>Os <em>kasucuta<\/em> s\u00e3o os jovens que andam de scooter por todo o lado, desrespeitando todas as regras de tr\u00e2nsito. Para eles n\u00e3o h\u00e1 sinaleiros, sem\u00e1foros, pe\u00f5es, c\u00e3es, sentidos de tr\u00e2nsito, prioridades ou at\u00e9 bom senso. No fundo s\u00e3o candongueiros aos quais o c\u00f3digo n\u00e3o se aplica. Se os outros j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o exemplo para ningu\u00e9m, estes s\u00e3o de fugir.<\/p>\n<p>S\u00e3o um problema suficientemente grande para merecer not\u00edcias de jornal. Pela condu\u00e7\u00e3o imprudente que t\u00eam, o n\u00famero de acidentes graves \u00e9 elevado e a pol\u00edcia tenciona controlar mais a sua circula\u00e7\u00e3o. Parece-me que os m\u00e9todos normais est\u00e3o condenados \u00e0 partida. V\u00e3o ter de arranjar solu\u00e7\u00f5es imaginativas para acabar com as <em>fintas<\/em>. Se j\u00e1 o fizeram com os contadores el\u00e9ctricos, estou certo que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 longe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras que o portugu\u00eas angolano vai ganhando por influ\u00eancia das l\u00ednguas locais mostram que as l\u00ednguas vivas se v\u00e3o adaptando a quem as usa. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os regionalismos que se tornam evidentes, s\u00e3o at\u00e9 as novas palavras que aparecem por necessidade. Algumas s\u00e3o de f\u00e1cil compreens\u00e3o, como kaluanda, que descreve os luandenses ou, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,14,360],"tags":[102,84,26],"class_list":["post-317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-luanda","category-provincia-de-luanda","tag-codigo-de-estrada","tag-scooters","tag-transito"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3775,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317\/revisions\/3775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}