{"id":3283,"date":"2009-08-30T00:00:00","date_gmt":"2009-08-29T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3283"},"modified":"2009-08-30T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-29T23:00:00","slug":"no-gira-bairro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/no-gira-bairro\/","title":{"rendered":"No Gira-Bairro"},"content":{"rendered":"<p>A face mais evidente dos candongueiros de Luanda s\u00e3o as <em>i\u00e1ces<\/em> azuis e brancas com o rabo do cobrador pendurado \u00e0 janela, mas n\u00e3o s\u00e3o, de todo, os \u00fanicos t\u00e1xis informais em circula\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m muitos turismos, como s\u00e3o por aqui conhecidos os carros de passageiros particulares, a fazer as voltas da candonga. Quase sempre Corollas e Starlets a cair de maduro e muito esmurrados s\u00e3o usados para este neg\u00f3cio que \u00e9 mal visto tanto pelas autoridades como pelos t\u00e1xis oficiais.<\/p>\n<p>Nos mercados e pra\u00e7as mais concorridos \u00e9 vulgar ver o condutor de um destes carros \u00e0 porta do passageiro segurando o banco levantado enquanto anuncia um qualquer destino habitual. S\u00f3 arranca quando o carro estiver cheio. Por serem mais leves, geralmente usam caminhos ainda piores que os condutores das carrinhas, o que n\u00e3o d\u00e1 sa\u00fade nenhuma aos passageiros ou ao pobre carro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Candongueiro &quot;Deus \u00e9 Grande&quot;\" border=\"0\" alt=\"Candongueiro &quot;Deus \u00e9 Grande&quot;\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/girabairro2.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Candongueiros para todos os gostos<\/p>\n<p>Os que fazem o servi\u00e7o de Gira-Bairro n\u00e3o costumam usar o mesmo carro muito tempo. A partir de certa altura, a pol\u00edcia come\u00e7a a ver muitas vezes a mesma viatura recolher passageiros nas mesmas esquinas e podem multar ou, mais frequente, cobrar a <em>taxa de autoriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o<\/em>. Por outro lado, os vinte anos de utiliza\u00e7\u00e3o na Europa e mais meia-d\u00fazia de abuso em Luanda s\u00e3o a garantia de que dois meses a saltitar carregado nas ruas esburacadas marcam o caminho da sucata. Quando o carro come\u00e7a a dar problemas com trav\u00f5es e suspens\u00e3o ou a fazer muitos barulhos prenunciadores do fim pr\u00f3ximo, levam-no ao parque de vendas, onde lhe fazem uma limpeza e o tentam impingir a um papalvo qualquer sem sequer permitirem que o experimente.<\/p>\n<p>Assim que o vendem compram outro para abusar mais umas semanas\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A face mais evidente dos candongueiros de Luanda s\u00e3o as i\u00e1ces azuis e brancas com o rabo do cobrador pendurado \u00e0 janela, mas n\u00e3o s\u00e3o, de todo, os \u00fanicos t\u00e1xis informais em circula\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m muitos turismos, como s\u00e3o por aqui conhecidos os carros de passageiros particulares, a fazer as voltas da candonga. Quase sempre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,14,360],"tags":[15,424,118],"class_list":["post-3283","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-luanda","category-provincia-de-luanda","tag-candongueiros","tag-carros","tag-economia-paralela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3283\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}