{"id":3620,"date":"2009-10-31T00:00:00","date_gmt":"2009-10-30T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3620"},"modified":"2009-10-31T00:00:00","modified_gmt":"2009-10-30T23:00:00","slug":"companhias-de-bandeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/companhias-de-bandeira\/","title":{"rendered":"Companhias de bandeira"},"content":{"rendered":"<p>Poder\u00e1 haver uma s\u00e9rie de raz\u00f5es subjectivas para preferir a TAP na rota de Luanda. Tentar explic\u00e1-las passaria seguramente por dizer que o nacional \u00e9 bom e que os Portugueses s\u00e3o os melhores do mundo. Chover no molhado, porque todos reconhecem que \u00e9 verdade. Nestes casos, prefiro ser mais objectivo, porque as raz\u00f5es que n\u00e3o se explicam em nada ajudam os outros.<\/p>\n<p>As primeiras viagens para Luanda foram pela TAAG, na altura em avi\u00f5es Sul-Africanos, porque a interdi\u00e7\u00e3o de voar para a Europa com os avi\u00f5es angolanos ainda estava em vigor. Achei o servi\u00e7o normal, embora os 747 sejam muito barulhentos.<\/p>\n<p>Quando a TAAG voltou a voar para Lisboa, fiz duas viagens que recordarei sem saudade nenhuma. Na ida para norte, fiquei num lugar de coxia, que seria perfeito n\u00e3o fosse estar \u00e0 frente dos coletes salva-vidas das crian\u00e7as e, portanto, n\u00e3o rebatia as costas. A dist\u00e2ncia ao banco da frente era t\u00e3o reduzida que viajei sempre com os joelhos de lado. Para completar o desconforto, dei um valente pontap\u00e9 no parafuso que segura o banco da frente ao ch\u00e3o. Um m\u00eas depois, ainda me do\u00eda o dedinho\u2026<\/p>\n<p>No regresso a Luanda, tentei regatear um lugar \u00e0 janela. Estavam todos ocupados. Propus um lugar na coxia, mas s\u00f3 havia um livre e o senhor suspeitava que tamb\u00e9m n\u00e3o rebatesse. Sabendo o desconforto da viagem anterior, resignei-me a um lugar mesmo a meio do avi\u00e3o, com a garantia de que a cadeira rebatia. Afinal estava avariada e tornei a voar sete horas e meia todo contorcido.<\/p>\n<p>Achando que a diferen\u00e7a de pre\u00e7o haveria de ter justifica\u00e7\u00e3o, voei na companhia portuguesa. Come\u00e7ando pelo avi\u00e3o mais silencioso e acabando no check-in via internet, tudo \u00e9 melhor. Cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 preciso que o passageiro da coxia se levante para os outros passarem. H\u00e1 espa\u00e7o suficiente para as quatro pernas que se cruzam em frente ao banco. Mais espa\u00e7o para as pernas debaixo do banco da frente, cadeiras que funcionam e menos barulho na cabine implicam uma viagem muito mais repousante.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a TAAG tem um monitor para cada passageiro onde passa filmes e jogos para que a longa viagem seja menos aborrecida. \u00c9 engra\u00e7ado, mas, com tanta distra\u00e7\u00e3o, nunca chegamos a descansar.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que as mantinhas da TAP me deixam as cal\u00e7as sempre cheias de fios vermelhos e que os monitores onde passam os filmes n\u00e3o s\u00e3o l\u00e1 grande coisa, mas h\u00e1 um pormenor que me deixa rendido. Mesmo na classe econ\u00f3mica come-se com talheres de metal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poder\u00e1 haver uma s\u00e9rie de raz\u00f5es subjectivas para preferir a TAP na rota de Luanda. Tentar explic\u00e1-las passaria seguramente por dizer que o nacional \u00e9 bom e que os Portugueses s\u00e3o os melhores do mundo. 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