{"id":3655,"date":"2009-11-08T00:00:00","date_gmt":"2009-11-07T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3655"},"modified":"2009-11-08T17:15:13","modified_gmt":"2009-11-08T16:15:13","slug":"os-estdios-e-os-vistos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/os-estdios-e-os-vistos\/","title":{"rendered":"Os est&aacute;dios e os vistos"},"content":{"rendered":"<p>Tal como um certo pa\u00eds \u00e0 beira-mar plantado, que resolveu organizar um campeonato de futebol e gastar uma fortuna em est\u00e1dios para depois n\u00e3o saber o que fazer com eles, Angola decidiu organizar um campeonato de futebol e desatar a construir est\u00e1dios.<\/p>\n<p>Como quase todas as obras que vemos por estes lados, somos capazes de imaginar outras bem mais urgentes ao n\u00edvel das infra-estruturas. Nem deve ser saud\u00e1vel fazer as contas ao n\u00famero de quil\u00f3metros de condutas de \u00e1gua seria poss\u00edvel construir com o que se gasta num s\u00f3 est\u00e1dio.<\/p>\n<p>Com a falta de asfalto ou excesso de buracos que as estradas da capital apresentam, a via r\u00e1pida de acesso ao est\u00e1dio de Luanda quase parece deslocada. Talvez a solu\u00e7\u00e3o seja construir um est\u00e1dio a cada esquina.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Est\u00e1dio de Luanda em constru\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/Estadio_Luanda_Outubro_2009.jpg\" border=\"0\" alt=\"Est\u00e1dio de Luanda em constru\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nA um m\u00eas da entrega<\/p>\n<p>A um m\u00eas da data de entrega dos est\u00e1dios, as obras estavam t\u00e3o atrasadas que ningu\u00e9m duvidava que n\u00e3o estariam prontos. Mesmo com mais uns milhares de chineses nos estaleiros, h\u00e1 limites para a velocidade a que se consegue fazer as coisas. Julgo que o problema do atraso ser\u00e1 solucionado como se resolvem os problemas militares: vai-se atirando pazadas de dinheiro at\u00e9 que esteja resolvido. Felizmente que as contas p\u00fablicas nunca revelar\u00e3o os montantes envolvidos.<\/p>\n<p>Para organizar o campeonato de futebol \u00e9 preciso um pouco mais que est\u00e1dios. Os hot\u00e9is para alojar equipas e espectadores tamb\u00e9m n\u00e3o existem em n\u00famero suficiente. Est\u00e3o a construir-se alguns, que talvez funcionem a tempo, mas s\u00e3o precisos muitos mais.<\/p>\n<p>Mesmo que todos estes problemas log\u00edsticos sejam resolvidos de forma graciosa, que haja est\u00e1dios a funcionar, t\u00e1xis, hot\u00e9is suficientes e aeroportos com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas, o processo de obten\u00e7\u00e3o de vistos para Angola n\u00e3o deve sofrer muitas altera\u00e7\u00f5es. A desconfian\u00e7a oficial dos estrangeiros \u00e9 algo demasiado enraizado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tal como um certo pa\u00eds \u00e0 beira-mar plantado, que resolveu organizar um campeonato de futebol e gastar uma fortuna em est\u00e1dios para depois n\u00e3o saber o que fazer com eles, Angola decidiu organizar um campeonato de futebol e desatar a construir est\u00e1dios. 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