{"id":3803,"date":"2009-12-10T00:00:00","date_gmt":"2009-12-09T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3803"},"modified":"2009-12-10T00:00:00","modified_gmt":"2009-12-09T23:00:00","slug":"embondeiros-em-flor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/embondeiros-em-flor\/","title":{"rendered":"Embondeiros em flor"},"content":{"rendered":"<p>Os embondeiros s\u00e3o as \u00e1rvores emblem\u00e1ticas de \u00c1frica. S\u00e3o tamb\u00e9m a primeira coisa que nos salta \u00e0 vista como totalmente estranha ao que estamos habituados.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas os estrangeiros que se sentem tocados pela sua apar\u00eancia bizarra, os naturais tamb\u00e9m sentem que s\u00e3o diferentes das restantes \u00e1rvores e procuraram explic\u00e1-las atrav\u00e9s de lendas e hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>S\u00e3o as \u00e1rvores que j\u00e1 nascem velhas ou que est\u00e3o plantadas ao contr\u00e1rio, dizem os <em>mais-velhos<\/em>, tentando explicar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es seguintes que os embondeiros novos n\u00e3o se parecem com os adultos e que, ao contr\u00e1rio de quase todas as outras \u00e1rvores tropicais, estas s\u00e3o de folha caduca e passam parte do ano com ramos a parecer ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Os seus frutos estranhos, as m\u00facuas, podem servir para explicar o mundo ou ser o ber\u00e7o de um her\u00f3i mitol\u00f3gico. Mas tamb\u00e9m as m\u00facuas partilham a estranheza com a \u00e1rvore.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o quente, os embondeiros cobrem-se de folhas brilhantes, escondendo os dedos esticados com que se parecem os seus ramos. Depois nascem pequenas bolas verdes na ponta de hastes compridas que se penduram na ponta dos ramos. Supomos que cres\u00e7am e se transformem em m\u00facuas, mas estamos enganados.<\/p>\n<p>Um dia essas bolas verdes rebentam e revelam que afinal n\u00e3o ser\u00e3o m\u00facuas, pelo menos para j\u00e1. As flores s\u00e3o grandes e brancas, mas quase passam despercebidas, esmagadas pela imensid\u00e3o da \u00e1rvore.<\/p>\n<p>&#160;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Flor do embondeiro\" border=\"0\" alt=\"Flor do embondeiro\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/IMGP2713.jpg\" width=\"400\" height=\"600\" \/>    <br \/>Em flor<\/p>\n<p>Ao fim de algumas semanas as p\u00e9talas caem e o ped\u00fanculo come\u00e7a a inchar, dando origem \u00e0 m\u00facua t\u00e3o caracter\u00edstica. Os embondeiros ainda t\u00eam muito que me ensinar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os embondeiros s\u00e3o as \u00e1rvores emblem\u00e1ticas de \u00c1frica. S\u00e3o tamb\u00e9m a primeira coisa que nos salta \u00e0 vista como totalmente estranha ao que estamos habituados. N\u00e3o s\u00e3o apenas os estrangeiros que se sentem tocados pela sua apar\u00eancia bizarra, os naturais tamb\u00e9m sentem que s\u00e3o diferentes das restantes \u00e1rvores e procuraram explic\u00e1-las atrav\u00e9s de lendas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5,674],"class_list":["post-3803","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","tag-embondeiros","tag-flores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3803"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3803\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}