{"id":3955,"date":"2010-01-14T00:00:00","date_gmt":"2010-01-13T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3955"},"modified":"2010-01-14T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-13T23:00:00","slug":"o-que-deixamos-para-trs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-que-deixamos-para-trs\/","title":{"rendered":"O que deixamos para tr&aacute;s"},"content":{"rendered":"<p>Por ter vivido alguns meses numa terra onde tantos deixaram vidas inteiras para tr\u00e1s e todos os dias me cruzar com marcas desse tempo e dessas pessoas, cada vez mais me interrogo acerca da marca que cada um deixa nesta nossa curta exist\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Jogo em Monsaraz\" border=\"0\" alt=\"Jogo em Monsaraz\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/jogo.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Ainda se sabe quem tra\u00e7ou este jogo, mas acabar\u00e1 por ser an\u00f3nimo<\/p>\n<p>Apaixonei-me pelas ru\u00ednas pequenas e grandes, mas mais pelas pequenas, que s\u00e3o ofuscadas pelas outras e por isso ainda mais esquecidas. Um letreiro desactualizado, riscos fundos gravados num banco ou simplesmente uma caixilharia velha fazem-me pensar em quem tocou aquele objecto, nas m\u00e3os agora an\u00f3nimas que o moldaram, provavelmente sem saber que seria a sua marca no mundo depois do corpo e da mem\u00f3ria desapareceram.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Tabacaria Progresso\" border=\"0\" alt=\"Tabacaria Progresso\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/tabacaria.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Letreiro abandonado<\/p>\n<p>\u00c9 talvez por isso que me custa assistir a demoli\u00e7\u00f5es de casas velhas e ver as marcas nas paredes deixadas pelas rotinas de quem l\u00e1 habitou. Compreendo como se chegou \u00e1quele ponto e compreendo porque raz\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel, mas c\u00e1 dentro sinto sempre um n\u00f3 apertado, se calhar por ainda n\u00e3o saber bem a marca que deixarei.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Ru\u00ednas da Vila Maria\" border=\"0\" alt=\"Ru\u00ednas da Vila Maria\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/leiria.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Quem morou aqui?<\/p>\n<p>Bem vistas as coisas, n\u00e3o \u00e9 de agora que me preocupo <a href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3687\" target=\"_blank\">com isto<\/a>. O tempo que dedico ao Aerograma obriga-me a procurar respostas (ou mais perguntas) para explicar o que vejo e sinto e muitas dessas perguntas s\u00e3o as que me perseguem h\u00e1 anos. H\u00e3o-de me perseguir at\u00e9 as conseguir responder mas, pelo que fui aprendendo pelo caminho, n\u00e3o s\u00e3o d\u00favidas originais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ter vivido alguns meses numa terra onde tantos deixaram vidas inteiras para tr\u00e1s e todos os dias me cruzar com marcas desse tempo e dessas pessoas, cada vez mais me interrogo acerca da marca que cada um deixa nesta nossa curta exist\u00eancia. 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