{"id":4164,"date":"2010-03-10T00:00:00","date_gmt":"2010-03-09T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4164"},"modified":"2010-03-10T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-09T23:00:00","slug":"se-maom-no-vai-aos-correios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/se-maom-no-vai-aos-correios\/","title":{"rendered":"Se Maom&eacute; n&atilde;o vai aos correios"},"content":{"rendered":"<p>Os Correios de Angola funcionam de uma forma pouco ortodoxa devido \u00e0s circunst\u00e2ncias especiais do pr\u00f3prio pa\u00eds. As moradas confusas, o desmoronar de estruturas e a aplica\u00e7\u00e3o da teoria angolana da resolu\u00e7\u00e3o de problemas assim o ditam.<\/p>\n<p>As empresas que querem entregar facturas, por exemplo, acabam por faz\u00ea-lo em m\u00e3o, enviando um motorista fazer o servi\u00e7o que competiria aos correios. \u00c9 um desperd\u00edcio de recursos, mas \u00e9 a \u00fanica maneira de garantir a entrega.<\/p>\n<p>Quem quiser receber cartas necessita de arrendar uma caixa postal. De outra forma nunca receber\u00e1 a correspond\u00eancia. As empresas det\u00eam quase o exclusivo dos apartados pois s\u00e3o as \u00fanicas que recebem correspond\u00eancia em quantidade suficiente que justifique o custo do arrendamento. Mas as empresas costumam localizar-se nas zonas nobres das cidades, onde ainda h\u00e1 um resqu\u00edcio de topon\u00edmia, pelo que n\u00e3o seria de todo imposs\u00edvel que se l\u00e1 entregasse correspond\u00eancia, como num servi\u00e7o de correios normal.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"CTT\" border=\"0\" alt=\"CTT\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/CTT.jpg\" width=\"400\" height=\"600\" \/>    <br \/>Correios, Telefones e Tel\u00e9grafos<\/p>\n<p>Cabe \u00e0s empresas ir verificando os apartados para recolher a correspond\u00eancia que entretanto tenha chegado, mas, como nem sempre se esperam cartas, podem-se passar meses entre cada visita. \u00c9 nestas situa\u00e7\u00f5es que tudo se torna um pouco surreal. Se a correspond\u00eancia se for acumulando porque o destinat\u00e1rio n\u00e3o a vai recolher, os correios entregam-na.<\/p>\n<p>A teoria angolana da resolu\u00e7\u00e3o de problemas funciona. Quando a correspond\u00eancia come\u00e7a a ocupar demasiado espa\u00e7o na esta\u00e7\u00e3o de correios \u00e9 mais f\u00e1cil ir entreg\u00e1-la ao cliente do que andar aos saltos por cima dos sacos. Pelo menos n\u00e3o se faz como no Cairo onde h\u00e1 a queima mensal do correio n\u00e3o entregue.<\/p>\n<p>Proponho um novo lema: \u201cCorreios de Angola &#8211; Se n\u00e3o vem buscar, n\u00f3s entregamos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Correios de Angola funcionam de uma forma pouco ortodoxa devido \u00e0s circunst\u00e2ncias especiais do pr\u00f3prio pa\u00eds. As moradas confusas, o desmoronar de estruturas e a aplica\u00e7\u00e3o da teoria angolana da resolu\u00e7\u00e3o de problemas assim o ditam. As empresas que querem entregar facturas, por exemplo, acabam por faz\u00ea-lo em m\u00e3o, enviando um motorista fazer o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,14,360],"tags":[448],"class_list":["post-4164","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-luanda","category-provincia-de-luanda","tag-correios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4164\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}