{"id":4166,"date":"2010-04-07T00:00:00","date_gmt":"2010-04-06T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4166"},"modified":"2010-03-09T16:43:13","modified_gmt":"2010-03-09T15:43:13","slug":"sete-ces-a-um-osso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/sete-ces-a-um-osso\/","title":{"rendered":"Sete c\u00e3es a um osso"},"content":{"rendered":"<p>Uma das principais queixas que as empresas a operar em Angola t\u00eam \u00e9 o elevado absentismo dos seus trabalhadores angolanos. Os baixos sal\u00e1rios praticados, a desconfian\u00e7a que os angolanos t\u00eam uns dos outros, a esperan\u00e7a de encontrar alguma coisa melhor e uma economia paralela que absorve grande parte dos desempregados levam a que muitos se decidam a n\u00e3o voltar a p\u00f4r os p\u00e9s num emprego que n\u00e3o \u00e9 o ideal.<\/p>\n<p>O desemprego \u00e9 especialmente preocupante nos angolanos que investiram no estudo. Quanto mais se aprende mais se alargam os horizontes e h\u00e1 trabalhos onde as pessoas se sentem desaproveitadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de um ano a nossa empresa publicou um an\u00fancio para recrutamento de rec\u00e9m-licenciados ou estudantes finalistas em algumas \u00e1reas. T\u00ednhamos como objectivo contratar duas ou tr\u00eas pessoas. Durante o per\u00edodo em que as candidaturas eram aceites recebemos e analis\u00e1mos cerca de quatro centenas de curr\u00edculos. Os melhores trabalham hoje connosco.<\/p>\n<p>Entretanto, nos meses seguintes, continuaram a chegar cartas. Algumas tinham-se atrasado nos correios, outras tinham sido enviadas meses ap\u00f3s o fim do concurso. At\u00e9 agora chegaram mais de quinhentas. <\/p>\n<p>Recebemos um milhar de candidatos para duas vagas, o que \u00e9 assustador. O mercado de trabalho est\u00e1 t\u00e3o saturado que os patr\u00f5es se podem dar ao luxo de oferecer mis\u00e9rias e continuar a ter quem queira trabalhar para eles.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Tom &amp; Jerry candongueiros de gasolina\" border=\"0\" alt=\"Tom &amp; Jerry candongueiros de gasolina\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/tomjerry.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Mercado de trabalho informal: a candonga<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do n\u00famero de candidatos, h\u00e1 outras coisas interessantes a analisar. Na imensa pilha de cartas recebidas foi muito frequente encontrar curr\u00edculos de irm\u00e3os enviados simultaneamente, quase que como uma candidatura familiar. Cerca de um quinto das respostas eram de pessoas que \u00e0 data estavam empregadas e encontr\u00e1mos tamb\u00e9m quem tivesse enviado o curr\u00edculo duas e tr\u00eas vezes no espa\u00e7o de algumas semanas a julgar pelos carimbos dos correios. Houve ainda quem tivesse enviado curr\u00edculo, fotografias, certificados e c\u00f3pias de documentos mas que n\u00e3o tenha inclu\u00eddo uma \u00fanica forma de contacto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais queixas que as empresas a operar em Angola t\u00eam \u00e9 o elevado absentismo dos seus trabalhadores angolanos. 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