{"id":42,"date":"2008-06-17T20:14:02","date_gmt":"2008-06-17T19:14:02","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=42"},"modified":"2009-07-03T20:25:07","modified_gmt":"2009-07-03T19:25:07","slug":"kwanzas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/kwanzas\/","title":{"rendered":"Kwanzas"},"content":{"rendered":"<p>Hoje almocei na Panela de Barro e paguei com 100 d\u00f3lares. Apesar de o Governo Angolano querer acabar com os pagamentos em moeda estrangeira, os d\u00f3lares ainda s\u00e3o a moeda com M grande. Recebi o troco em Kwanzas, naturalmente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nFauna local<\/p>\n<p>As notas de Kwanza (corre o boato de que tamb\u00e9m h\u00e1 moedas, mas eu nunca vi nenhuma) s\u00e3o estupidamente compridas. T\u00eam as propor\u00e7\u00f5es das notas de monop\u00f3lio (inspiradas nas notas de d\u00f3lar). Uma das faces tem sempre o Z\u00e9du atr\u00e1s do Agostinho Neto a garantir a certeza da vit\u00f3ria. Na outra os temas v\u00e3o variando. At\u00e9 agora, nas notas que vi, e dependendo da \u00e9poca em que foram desenhadas, h\u00e1 paisagens e actividades tradicionais (nas mais recentes) e expoentes da ind\u00fastria e desenvolvimento nacional (nas mais antigas).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nO progresso<\/p>\n<p>No entanto, t\u00eam aquele aspecto desenhado que tinham as notas de escudo e que se perdeu com a estiliza\u00e7\u00e3o das notas de euro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\ndos Santos e Neto<\/p>\n<p>Entretanto pude apreciar com mais aten\u00e7\u00e3o o fen\u00f3meno que s\u00e3o os vendedores de rua, que v\u00e3o dando um passo a cada lado entre os carros enquanto seguram na mercadoria. Vendem de tudo. Desde ferros de engomar at\u00e9 carrinhos de beb\u00e9, passando por rebu\u00e7ados <em>Circo<\/em> (j\u00e1 n\u00e3o os via h\u00e1 que tempos) e mob\u00edlias por cat\u00e1logo. A s\u00e9rio, todos os dias nas traseiras do LEA est\u00e1 um senhor a segurar um cat\u00e1logo com mob\u00edlias. Perto do restaurante vendem geleiras, t\u00e1buas de engomar, cabides, mesas e at\u00e9 cadeiras de acr\u00edlico. Fruta vende-se por todo o lado. Bem vistas as coisas, escolhendo bem a rota para casa, consegue-se comprar tudo o que se precisa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas4.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n\u00d3culos escuros, pilhas, saboneteiras\u2026<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas5.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nRepara\u00e7\u00e3o de fog\u00f5es a 30 metros\u2026<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas6.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nVassouras, cestos, garrafas e mandioca<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tive a oportunidade de ver alguns pormenores que ca\u00edram em desuso l\u00e1 na metr\u00f3pole, como a publicidade pintada nas fachadas dos pr\u00e9dios altos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas7.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nSer\u00e1 que ainda se vende disto?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/061708-2011-kwanzas8.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nOs hort\u00edcolas t\u00eam sempre melhor aspecto na rua que no supermercado. E est\u00e3o mais arrumados.<\/p>\n<p>Hoje regress\u00e1mos a casa um pouco mais tarde. Apareceram alguns problemas ao final da tarde que tiveram de ser resolvidos e viemos mesmo ao lusco-fusco (que aqui demora uns po\u00e9ticos 2 segundos). O tr\u00e2nsito a qualquer hora \u00e9 infernal, mas \u00e0 noite ainda parece pior. Os candongueiros, cheios de pressa de terminar o dia, andam mais afoitos, o que nunca \u00e9 bom sinal.<\/p>\n<p>Antes de subir, fomos comprar p\u00e3o. Nunca pensei que se pudesse comprar broa de milho e p\u00e3o de Mafra em Luanda\u2026 Caro como tudo, mas saboroso.<\/p>\n<p>\u00c0 espera de poder atravessar, fic\u00e1mos numa esquina a olhar para o tr\u00e2nsito. Todos os candongueiros que passavam abriam a janela e gritavam &#8220;Aeroporto! 100 Kz!&#8221;<\/p>\n<p>O bom de regressar j\u00e1 de noite foi ter sido acompanhado por uma fabulosa Lua cheia que me trouxe recorda\u00e7\u00f5es t\u00e3o boas\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje almocei na Panela de Barro e paguei com 100 d\u00f3lares. Apesar de o Governo Angolano querer acabar com os pagamentos em moeda estrangeira, os d\u00f3lares ainda s\u00e3o a moeda com M grande. Recebi o troco em Kwanzas, naturalmente. 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