{"id":4256,"date":"2010-03-30T00:00:00","date_gmt":"2010-03-29T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4256"},"modified":"2010-03-30T18:33:02","modified_gmt":"2010-03-30T17:33:02","slug":"barmetro-econmico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/barmetro-econmico\/","title":{"rendered":"Bar&oacute;metro econ&oacute;mico"},"content":{"rendered":"<p>Quando o dinheiro circulava com facilidade, na altura da alta do petr\u00f3leo, a barra do porto de Luanda estava cheia de barcos de todos os tamanhos. Graneleiros, petroleiros e porta-contentores ficavam ancorados em volta da ilha do Cabo e em frente \u00e0 Praia de S\u00e3o Tiago, esperando semanas para poder descarregar. Apenas os que traziam cargas refrigeradas ou perec\u00edveis tinham prioridade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Entrada do porto\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/ilha_do_cabo.jpg\" alt=\"Entrada do porto\" width=\"600\" height=\"119\" \/><\/p>\n<p>No tempo das vacas gordas<\/p>\n<p>Nos dias em que sobrevo\u00e1vamos o norte da cidade e esper\u00e1vamos por autoriza\u00e7\u00e3o para aterrar, contar navios era uma maneira de passar o tempo. Quase sempre desist\u00edamos depois da primeira centena. Angola crescia ao sabor da <a href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2554\" target=\"_blank\">cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo<\/a>, entusiasmando os investidores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/lu-003.jpg\" alt=\"Navios ancorados\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>A perder de vista<\/p>\n<p>Depois veio a crise. A grande liquidez que estimulava o crescimento econ\u00f3mico desapareceu. O dinheiro, que at\u00e9 ent\u00e3o aparecia mais depressa do que se conseguia gastar, come\u00e7ou a faltar e os desvios em que n\u00e3o se queria reparar passaram a ser de tal forma evidentes que o banco central angolano tomou atitudes dr\u00e1sticas. Alguns meses volvidos, com transfer\u00eancias para o exterior muito controladas e a retirada de milh\u00f5es de d\u00f3lares de circula\u00e7\u00e3o, o porto ficou vazio. Ningu\u00e9m vende fiado a Angola.<\/p>\n<p>A barra ficou irreconhec\u00edvel, com os ancoradouros vazios e os cais desocupados. Apenas os batel\u00f5es das obras da ba\u00eda e os iates dos clubes n\u00e1uticos faziam crer que ali havia actividade mar\u00edtima.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"boavista\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/boavista.jpg\" alt=\"boavista\" width=\"600\" height=\"126\" \/><br \/>\nO Porto volta a ter actividade<\/p>\n<p>Lentamente, os barcos come\u00e7aram a voltar, porque o pa\u00eds importa quase tudo o que consome, mas j\u00e1 n\u00e3o se v\u00eaem tantos porta-contentores ou transportes de carros. Os graneleiros e navios-cisterna s\u00e3o a maioria, o que sugere uma maior importa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas e menos produtos acabados. Poder\u00e1 significar o despertar do tecido industrial angolano e o in\u00edcio de um crescimento sustentado na produ\u00e7\u00e3o efectiva de riqueza em vez de depender exclusivamente do petr\u00f3leo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o dinheiro circulava com facilidade, na altura da alta do petr\u00f3leo, a barra do porto de Luanda estava cheia de barcos de todos os tamanhos. Graneleiros, petroleiros e porta-contentores ficavam ancorados em volta da ilha do Cabo e em frente \u00e0 Praia de S\u00e3o Tiago, esperando semanas para poder descarregar. 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