{"id":4267,"date":"2010-04-06T00:00:00","date_gmt":"2010-04-05T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4267"},"modified":"2010-04-06T00:00:00","modified_gmt":"2010-04-05T23:00:00","slug":"despistes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/despistes\/","title":{"rendered":"Despistes"},"content":{"rendered":"<p>Nas estradas angolanas um cami\u00e3o voltado numa curva \u00e9 vis\u00e3o frequente, infelizmente. Longas dist\u00e2ncias e grandes rectas propiciam a que os condutores andem mais depressa que o recomendado e fa\u00e7am poucas pausas. Uma distra\u00e7\u00e3o ou excesso de confian\u00e7a podem fazer com que saiam da estrada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Cami\u00e3o capotado\" border=\"0\" alt=\"Cami\u00e3o capotado\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/acidentes1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>No fim da curva<\/p>\n<p>Nas pontes mais estreitas, as guardas partidas quase sempre assinalam o local onde um contentor caiu ao rio. Nestes casos, o acidente acontece quase sempre porque dois cami\u00f5es tentaram cruzar-se no estreitamento, cumprindo o c\u00f3digo de <a href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=3132\" target=\"_blank\">estrada oficioso<\/a>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Cami\u00e3o esborrachado\" border=\"0\" alt=\"Cami\u00e3o esborrachado\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/acidentes3.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Ultrapassagem mal medida<\/p>\n<p>Nas estradas principais que j\u00e1 est\u00e3o arranjadas, a maioria dos acidentes deve-se ao excesso de velocidade. Se o asfalto est\u00e1 em bom estado, \u00e9 quase certo que em cada curva se encontram carros virados ou queimados e cargas espalhadas. Ao fim de alguns dias sobram apenas as carca\u00e7as que v\u00e3o enferrujar lentamente nos anos seguintes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"No fundo da ribanceira\" border=\"0\" alt=\"No fundo da ribanceira\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/acidentes2.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Mal travado<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do <a href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4171\" target=\"_blank\">surreal acidente<\/a> testemunhado em primeira m\u00e3o na estrada para Malanje, deparei-me com outro igualmente bizarro a caminho do Huambo.<\/p>\n<p>Numa subida \u00edngreme a muitos quil\u00f3metros de qualquer povoa\u00e7\u00e3o, uma pequena multid\u00e3o acotovelava-se na berma da estrada e espreitava para o fundo de um barranco. L\u00e1 em baixo, no meio da clareira acabada de abrir, um cami\u00e3o carregado de colch\u00f5es estava de pernas para o ar.<\/p>\n<p>Todos os que espreitavam l\u00e1 para baixo eram passageiros. O condutor tinha parado para urinar, mas ningu\u00e9m reparou que o cami\u00e3o tinha ficado mal travado at\u00e9 ser tarde demais. Desceu at\u00e9 \u00e0 berma e depois rebolou at\u00e9 ao fundo do talude. Um dos passageiros que me contava a hist\u00f3ria riu-se e comentou \u201c<em>a gente s\u00f3 faz acidentes<\/em>\u201d. Tal como no outro acidente, neste tamb\u00e9m parece que ningu\u00e9m se magoou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas estradas angolanas um cami\u00e3o voltado numa curva \u00e9 vis\u00e3o frequente, infelizmente. Longas dist\u00e2ncias e grandes rectas propiciam a que os condutores andem mais depressa que o recomendado e fa\u00e7am poucas pausas. Uma distra\u00e7\u00e3o ou excesso de confian\u00e7a podem fazer com que saiam da estrada. 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