{"id":4344,"date":"2010-05-01T00:00:00","date_gmt":"2010-04-30T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4344"},"modified":"2010-05-01T11:42:25","modified_gmt":"2010-05-01T10:42:25","slug":"estao-da-maianga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/estao-da-maianga\/","title":{"rendered":"Esta&ccedil;&atilde;o da Maianga"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitos, muitos anos, no tempo em que Luanda era ainda uma cidade pequenina e cujos arrabaldes come\u00e7avam no que hoje \u00e9 o centro, os comboios paravam na Maianga. A esta\u00e7\u00e3o da Cidade Alta ligava o centro de Luanda a Malange quase desde o princ\u00edpio do s\u00e9c. XX. Ali\u00e1s, os caminhos-de-ferro angolanos nasceram cerca de tr\u00eas d\u00e9cadas depois da inaugura\u00e7\u00e3o da primeira linha portuguesa.<\/p>\n<p>Entretanto foi desactivada. A Cidade Alta deixou de ser o centro econ\u00f3mico da cidade e a esta\u00e7\u00e3o da Boavista ganhou import\u00e2ncia. Depois da independ\u00eancia veio a guerra civil e os comboios foram fazendo viagens cada vez mais curtas, at\u00e9 que deixaram de circular de vez em Luanda a seguir \u00e0s primeiras elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Esta\u00e7\u00e3o da Cidade Alta\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/estacaomaianga.jpg\" alt=\"Esta\u00e7\u00e3o da Cidade Alta\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nA esta\u00e7\u00e3o da Cidade Alta<\/p>\n<p>A cidade foi crescendo e a esta\u00e7\u00e3o, bem como o parque de manobras e edif\u00edcios anexos foram sendo utilizados para outros fins. H\u00e1 uns anos tentaram que se tornasse a sede da Associa\u00e7\u00e3o Ch\u00e1 de Caxinde, mas por uma raz\u00e3o ou por outra, esse projecto foi posto de lado e a esta\u00e7\u00e3o ficou esquecida, arrumada a um canto. De esta\u00e7\u00e3o passou a igreja, mercearia e habita\u00e7\u00e3o. N\u00e3o fosse ostentar ainda o letreiro meio escondido com o nome do apeadeiro, poucos diriam que alguma vez teriam aqui chegado comboios.<\/p>\n<p>Na esquina do outro lado da rua h\u00e1 um edif\u00edcio tamb\u00e9m bastante degradado, a antiga habita\u00e7\u00e3o do chefe de esta\u00e7\u00e3o, posto bem mais cotado na \u00e9poca, a avaliar pelas condi\u00e7\u00f5es da casa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Casa do chefe de esta\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/maianga2.jpg\" alt=\"Casa do chefe de esta\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nMorada do chefe de esta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Actualmente s\u00e3o duas ru\u00ednas an\u00f3nimas, que a cidade esqueceu, mas ainda n\u00e3o desapareceram debaixo de uma torre de estrit\u00f3rios moderna. Seriam s\u00edtios interessantes para instalar museus ou centros culturais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitos, muitos anos, no tempo em que Luanda era ainda uma cidade pequenina e cujos arrabaldes come\u00e7avam no que hoje \u00e9 o centro, os comboios paravam na Maianga. A esta\u00e7\u00e3o da Cidade Alta ligava o centro de Luanda a Malange quase desde o princ\u00edpio do s\u00e9c. XX. 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