{"id":4677,"date":"2010-07-10T00:00:00","date_gmt":"2010-07-09T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4677"},"modified":"2010-07-09T09:37:02","modified_gmt":"2010-07-09T08:37:02","slug":"o-que-o-geocaching","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-que-o-geocaching\/","title":{"rendered":"O que &eacute; o geocaching?"},"content":{"rendered":"<p><em>Nota:<\/em> Artigo escrito em Setembro de 2006. Ainda \u00e9 pertinente e servir\u00e1 de introdu\u00e7\u00e3o a outros a publicar brevemente.<\/p>\n<p><strong>Em primeiro lugar o que \u00e9 o geocaching?<\/strong><\/p>\n<p>Resumindo, \u00e9 uma ca\u00e7a ao tesouro com o recurso a posicionamento por sat\u00e9lite. Dito assim parece n\u00e3o ter piada nenhuma&#8230;<br \/>\nBom, vou tentar fazer melhor.<\/p>\n<p>O geocaching \u00e9 actividade de descobrir geocaches. Uma geocache (para os portugas tem o nome carinhoso de tupperware, embora nem sempre o seja) \u00e9 uma caixa escondida algures por algu\u00e9m. Para j\u00e1 n\u00e3o nos interessa saber quem a escondeu. Esse algu\u00e9m teve o cuidado de levar um receptor GPS e, com muito carinho, registar a posi\u00e7\u00e3o do tesouro que escondeu. Mais tarde, qual progenitor orgulhoso, vai at\u00e9 ao site <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\">www.geocaching.com<\/a> e publica as coordenadas da sua geocache. Simultaneamente acrescenta uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es mais ou menos pertinentes acerca do seu tesouro: como l\u00e1 chegar, o que cont\u00e9m, a hist\u00f3ria do lugar, onde \u00e9 que se comem bolos nas redondezas (chamamos geocatering a esta parte &#8211; e h\u00e1 quem diga que \u00e9 a melhor), dificuldades eventuais, etc.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border-width: 0px;\" title=\"Geocache\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/Geo_1_3.jpg\" border=\"0\" alt=\"Geocache\" width=\"324\" height=\"243\" \/><br \/>\nGeocache<\/p>\n<p>Cada autor de geocaches tem o seu estilo. Em Portugal h\u00e1 as famosas caches dos <a title=\"Geocaches colocadas por Greenshades\" href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/nearest.aspx?u=GreenShades\" target=\"_blank\">Greenshades<\/a> que sempre associaram paisagens magn\u00edficas a esconderijos muito bem pensados.<\/p>\n<p>Assim que esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 tornada p\u00fablica, milh\u00f5es de malucos (entre os quais eu) recebem a descri\u00e7\u00e3o da nova geocache e as suas coordenadas. A seguir \u00e9 s\u00f3 carregar as coordenadas no receptor GPS e tentar reduzir a dist\u00e2ncia que nos separa da geocache at\u00e9 zero. Nesta altura, se tudo correu bem, devemos estar j\u00e1 a tentar descobrir onde poder\u00e1 estar escondida a caixinha!<\/p>\n<p>As geocaches dividem-se em v\u00e1rias categorias.<br \/>\nEm primeiro lugar h\u00e1 a divis\u00e3o por tamanho:<\/p>\n<ul>\n<li>micro &#8211; uma caixa de rolo fotogr\u00e1fico ou similar<\/li>\n<li>small &#8211; algo onde caiba um pequeno bloco-notas<\/li>\n<li>regular &#8211; uma caixa com o tamanho de um bloco A5, mas mais alta<\/li>\n<li>large &#8211; s\u00e3o grandes! A maior que vi era do tamanho de um caixote do lixo<\/li>\n<\/ul>\n<p>A divis\u00e3o seguinte \u00e9 o tipo de desafio:<\/p>\n<ul>\n<li>tradicionais &#8211; coordenadas + GPS = geocache encontrada<\/li>\n<li>multi-cache &#8211; coordenadas + GPS = local onde se encontram as coordenadas para o passo seguinte ou a cache final<\/li>\n<li>Enigma &#8211; coordenadas + puzzle para decifrar + GPS = geocache encontrada<\/li>\n<li>H\u00e1 outras categorias, mas n\u00e3o t\u00e3o expressivas (e com menos piada)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Cada geocache tem duas gradua\u00e7\u00f5es, que variam de 1 a 5.<br \/>\nUma \u00e9 a dificuldade do terreno. Classifica\u00e7\u00e3o 1 indica que qualquer um pode chegar \u00e0 cache. Classifica\u00e7\u00e3o 5 indica ou a necessidade de material especial (escalada, mergulho, fato de toureiro, etc.) ou uma aproxima\u00e7\u00e3o muito demorada e penosa. Em Portugal h\u00e1 uma cache com uma caminhada de aproxima\u00e7\u00e3o de 12 km, por exemplo (e outro tanto de regresso).<\/p>\n<p>A outra gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 a da cache em si. Se for classificada como 1 est\u00e1 quase \u00e0 vista. Se for classificada como 5, podemos j\u00e1 come\u00e7ar a chamar nomes o autor porque deve ter uma mente t\u00e3o retorcida que a cache \u00e9 quase imposs\u00edvel de encontrar. Quando finalmente encontramos estas caches ficamos a sentirmo-nos um pouco burros porque agora achamos que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o dar com ela.<\/p>\n<p><strong>O que cont\u00e9m uma geocache?<\/strong><br \/>\nApesar de cada um ser livre de colocar o que quiser dentro do seu tupperware, o conte\u00fado mais habitual resume-se a um livro de registo (obrigat\u00f3rio), algo com que se possa assinar o dito livro (recomend\u00e1vel, mas nem sempre presente) e alguns presentes de valor simb\u00f3lico (mas h\u00e1 quem deixe coisas de valor).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border-width: 0px;\" title=\"Geocache\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/Geo_1_2.jpg\" border=\"0\" alt=\"Geocache\" width=\"324\" height=\"243\" \/><br \/>\nGeocache<\/p>\n<p><strong>Onde se escondem geocaches?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 geocaches escondidas em meios urbanos e meios naturais (vulgo: mato). Geralmente, o autor de cada cache escolhe um determinado local por ter uma <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/cache_details.aspx?guid=219d6053-7aca-491f-93ff-545235730ad8\">paisagem fant\u00e1stica<\/a>, por ser <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/cache_details.aspx?guid=85fb6d29-fdfc-4b6e-8bcd-2a6877c04a33\">algo pouco conhecido<\/a> ou de <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/cache_details.aspx?guid=bda6d0cc-b96c-42b4-be16-dadbfb853b8e\">relev\u00e2ncia hist\u00f3rica<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/cache_details.aspx?guid=c9d8bd90-fb5f-4517-bafa-50ac4eae527e\">gastron\u00f3mica<\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/cache_details.aspx?guid=c2e1f008-2e00-4cec-83ca-7bfc0e1ee44e\">cultural<\/a>. \u00c9 certo que h\u00e1 caches mais emocionantes que outras, mas descobrir um tesouro, mesmo que a brincar, \u00e9 sempre agrad\u00e1vel!<\/p>\n<p>As caches no meio do campo costumam ter uma guarda avan\u00e7ada constitu\u00edda por arbustos com espinhos. Mal se chega \u00e0 cache descobre-se que afinal at\u00e9 havia um acesso f\u00e1cil e n\u00e3o espinhoso.<\/p>\n<p><strong>O que se faz quando se encontra uma geocache?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 uma primeira parte que varia de pessoa para pessoa. H\u00e1 que sorria, h\u00e1 quem ria, h\u00e1 quem d\u00ea pulos de alegria.<br \/>\nDepois \u00e9 preciso abrir a cache, o que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil por causa dos geocachers anteriores terem dado um n\u00f3 no saco de protec\u00e7\u00e3o. Resolvida esta parte, a primeira coisa a fazer \u00e9 registar a nossa visita no logbook. Aproveitamos e lemos o que os geocachers anteriores escreveram.<br \/>\nA seguir trocam-se as prendas. Um porta-chaves por um pin, uma fita de pesco\u00e7o por uma bola saltitona, ou ent\u00e3o n\u00e3o se troca nada.<\/p>\n<p>Habitualmente tiram-se muitas fotografias de paisagens, palha\u00e7adas, infort\u00fanios alheios (escorregar para dentro de um regato, por exemplo).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border-width: 0px;\" title=\"Geocache\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/Geo_1_5.jpg\" border=\"0\" alt=\"Geocache\" width=\"324\" height=\"243\" \/><br \/>\nRegisto da visita<\/p>\n<p>Uma parte importante do geocaching \u00e9 tentar recolher algum lixo que se encontra (infelizmente) espalhado por todo o lado. No fim de um dia de ca\u00e7a voltamos com um saquito com garrafas e peda\u00e7os de pl\u00e1stico para deixar no contentor mais pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Quando chegamos a casa voltamos a ir ao <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\">www.geocaching.com<\/a> e registamos a nossa visita \u00e0 cache. H\u00e1 logs <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/log.aspx?LUID=5f7f8e54-9496-42c9-8b67-61ad3ce56682\">mais<\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/log.aspx?LUID=6973af25-056a-48bc-9795-53812f1a8412\">menos<\/a> extensos.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas prendas especiais, chamadas Travelbugs ou geocoins, que t\u00eam gravado um c\u00f3digo. Usa-se este c\u00f3digo para seguir o seu percurso de cache em cache.<br \/>\nPor exemplo, uma geocoin que encontrei um dia destes pode ser seguida em: <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/track\/details.aspx?guid=9ac3f450-6138-424c-921c-72301c3004cb\">Bargao Henriques family Double Dragon Geocoin<\/a><\/p>\n<p><strong>E depois?<\/strong><br \/>\nBom, depois h\u00e1 sempre vontade de descobrir mais outra&#8230; e em Portugal j\u00e1 h\u00e1 mais de 700! <a href=\"http:\/\/www.geocaching.com\/seek\/nearest.aspx?country_id=159\">Geocaches Portuguesas<\/a><\/p>\n<p><em>Actualiza\u00e7\u00e3o: <\/em>Quatro anos volvidos e h\u00e1 mais de 7000!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota: Artigo escrito em Setembro de 2006. Ainda \u00e9 pertinente e servir\u00e1 de introdu\u00e7\u00e3o a outros a publicar brevemente. Em primeiro lugar o que \u00e9 o geocaching? Resumindo, \u00e9 uma ca\u00e7a ao tesouro com o recurso a posicionamento por sat\u00e9lite. Dito assim parece n\u00e3o ter piada nenhuma&#8230; Bom, vou tentar fazer melhor. O geocaching \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[271,25],"tags":[901],"class_list":["post-4677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","category-portugal","tag-geocaching"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4677"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4681,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4677\/revisions\/4681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}