{"id":4680,"date":"2010-07-15T00:00:00","date_gmt":"2010-07-14T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4680"},"modified":"2010-07-15T00:00:00","modified_gmt":"2010-07-14T23:00:00","slug":"o-outro-rumo-do-geocaching","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-outro-rumo-do-geocaching\/","title":{"rendered":"O outro rumo do geocaching"},"content":{"rendered":"<p>Durante dois anos, por raz\u00f5es \u00f3bvias, estive afastado de uma das actividades que mais gosto, o geocaching. Regressei e encontrei um passatempo muito alterado, com muitas novidades que nada me dizem e outras que me chocam. Por ser da velha guarda do geocaching em Portugal &#8211; coloquei a trig\u00e9sima terceira geocache no pa\u00eds e agora h\u00e1 mais de oito mil &#8211; consigo notar diferen\u00e7as abissais entre o que deixei h\u00e1 dois anos e hoje.<\/p>\n<p>A corrida aos n\u00fameros estava desenfreada em 2008 e, como seria de esperar, continua de vento em popa, as caches mal concebidas e colocadas sem justifica\u00e7\u00e3o aparente reinam, em especial em zonas urbanas e agora \u00e9 necess\u00e1rio escolher bem quais visitar para n\u00e3o se regressar a casa desiludido. A quantidade n\u00e3o substitui qualidade em nenhum dos casos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"\u00c0 procura\" border=\"0\" alt=\"\u00c0 procura\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/geo_15_34.jpg\" width=\"533\" height=\"400\" \/>    <br \/>Procurando a caixinha<\/p>\n<p>Por outro lado, a Groundspeak resguardou o geocaching de interesses comerciais nos primeiros anos, tendo feito um trabalho merit\u00f3rio na promo\u00e7\u00e3o silenciosa da actividade. Suportava toda a sua estrutura apenas com receitas de publicidade nas p\u00e1ginas e o registo de Travel bugs. A coloca\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das geocaches continuou a cargo de cada um. Mas, a dada altura, come\u00e7ou a ver o geocaching como um fabuloso neg\u00f3cio e passou a defender o trabalho volunt\u00e1rio dos outros como seu. Ao inv\u00e9s de gerir uma p\u00e1gina de encontro de praticantes de geocaching, passou a encarar os seus utilizadores como clientes.<\/p>\n<p>Os geocachers em Portugal tamb\u00e9m mudaram. O primeiro cisma aconteceu, com sensibilidades diferentes do que \u00e9 a actividade a ditar quem fica de um lado e quem fica do outro. Os encontros tornaram-se locais de neg\u00f3cio, onde tem de aparecer sempre a caixa com medalhinhas, chapinhas e bon\u00e9s mais a revista para comprar, em vez de se falar do que realmente interessa &#8211; das melhores caches.<\/p>\n<p>N\u00e3o me reconhe\u00e7o nesta nova maneira de encarar a actividade, mas talvez seja o sinal dos tempos. Vou \u00e0s caches, que \u00e9 o que fa\u00e7o melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante dois anos, por raz\u00f5es \u00f3bvias, estive afastado de uma das actividades que mais gosto, o geocaching. Regressei e encontrei um passatempo muito alterado, com muitas novidades que nada me dizem e outras que me chocam. Por ser da velha guarda do geocaching em Portugal &#8211; coloquei a trig\u00e9sima terceira geocache no pa\u00eds e agora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[901],"class_list":["post-4680","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugal","tag-geocaching"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4680"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4680\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}