{"id":4701,"date":"2010-07-20T00:00:00","date_gmt":"2010-07-19T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4701"},"modified":"2010-07-20T00:00:00","modified_gmt":"2010-07-19T23:00:00","slug":"um-outro-recanto-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/um-outro-recanto-africano\/","title":{"rendered":"Um outro recanto africano"},"content":{"rendered":"<p>Depois de uma longa temporada em terras angolanas separado da Cristina, ficou combinado que ela iria conhecer \u00c1frica. O plano inicial previa que se juntasse a mim nas \u00faltimas duas semanas de contrato, para que conhecesse Luanda e um pedacinho de Angola. Os aborrecimentos que se foram acumulando nos primeiros meses do ano fizeram-nos mudar de ideias. N\u00e3o era aquela \u00c1frica que eu lhe queria mostrar. Opt\u00e1mos por S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, pa\u00eds a que alguns angolanos chamam de d\u00e9cima nona prov\u00edncia, mas que os santomenses mostram que essa pretens\u00e3o \u00e9 logro.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil gostar dos santomenses, membros sociedade mais pequena sem as cicatrizes de uma guerra demasiado longa. Toda a gente fala extraordinariamente baixo, de tal forma que at\u00e9 uma discuss\u00e3o mais acesa passa despercebida. \u00c9 um pa\u00eds seguro e com condutores que respeitam as ced\u00eancias de prioridade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Ro\u00e7a de S\u00e3o Jo\u00e3o de Angolares\" border=\"0\" alt=\"Ro\u00e7a de S\u00e3o Jo\u00e3o de Angolares\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/rocasjoaoangolares.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Ro\u00e7a de S\u00e3o Jo\u00e3o de Angolares<\/p>\n<p>Calhou chegarmos em semana de campanha eleitoral, que nos garantiram ser uma confus\u00e3o, mas uma balb\u00fardia santomense \u00e9 menos complicada de digerir que festejos de vit\u00f3rias futebol\u00edsticas c\u00e1 por Portugal.<\/p>\n<p>A moeda oficial \u00e9 a dobra. O n\u00famero de zeros impresso em cada nota mostra que sofreu muitas desvaloriza\u00e7\u00f5es ao longo dos anos. Oficiosamente, o euro circula em S\u00e3o Tom\u00e9, a c\u00e2mbio fixo, mantendo a indexa\u00e7\u00e3o ao escudo. Toda a gente sabe de cor a taxa de c\u00e2mbio, que, este ano, se situa nas 24&#8217;000 dobras por euro.<\/p>\n<p>Um tema incontorn\u00e1vel das conversas que mantivemos com os santomenses \u00e9 a imagem que o estrangeiro tem do pa\u00eds, ficando por vezes admirados quando sabem que o quadro \u00e9 positivo, uma vez que a ideia que t\u00eam de S\u00e3o Tom\u00e9 \u00e9 a de um pa\u00eds atrasado e desorganizado, em contraste com os vizinhos angolanos, que t\u00eam a certeza ser Angola o <a title=\"Artigo: Publicidade Universal\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2715\" target=\"_blank\">melhor pa\u00eds do mundo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de uma longa temporada em terras angolanas separado da Cristina, ficou combinado que ela iria conhecer \u00c1frica. O plano inicial previa que se juntasse a mim nas \u00faltimas duas semanas de contrato, para que conhecesse Luanda e um pedacinho de Angola. 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