{"id":4755,"date":"2010-08-09T00:00:00","date_gmt":"2010-08-08T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4755"},"modified":"2011-10-05T11:49:37","modified_gmt":"2011-10-05T10:49:37","slug":"alentejo-profundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/alentejo-profundo\/","title":{"rendered":"Alentejo profundo"},"content":{"rendered":"<p>O Alto Alentejo \u00e9 uma das regi\u00f5es do pa\u00eds que mais gosto de visitar. Representa, para mim, uma faceta do Portugal profundo que ainda n\u00e3o perdeu a identidade. Talvez porque o povoamento menos disperso que no resto do pa\u00eds permita que as terras sobrevivam com a partida de muitos dos seus filhos para o litoral.<\/p>\n<p>Distingue-se do Baixo Alentejo n\u00e3o porque os horizontes fiquem mais pequenos, mas porque os montes, atr\u00e1s dos quais tudo se esconde, s\u00e3o mais numerosos, tornando a calmaria da plan\u00edcie num mar revolto, com espuma de sobreiros e azinheiras.<\/p>\n<p>Neste Alentejo que \u00e9 um Portugal profundo conseguimos encontrar s\u00edtios rec\u00f4nditos, fora das rotas tra\u00e7adas pelas vias r\u00e1pidas, que s\u00e3o um verdadeiro Alentejo profundo, que vive a um ritmo pr\u00f3prio, segundo regras ditadas pela terra e pelas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border: 0px;\" title=\"Miradouro de Seda\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/seda.jpg\" border=\"0\" alt=\"Miradouro de Seda\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nMiradouro sobre a Ribeira da Seda<\/p>\n<p>Cada povoa\u00e7\u00e3o, mesmo que com muitas casas fechadas, \u00e0 venda ou para arrendar, mostra com orgulho o que tem de melhor. Por vezes, o simples facto de se ter colocado uma placa informativa, mostra que as pessoas d\u00e3o valor ao que \u00e9 seu e gostam de o mostrar.<\/p>\n<p>Na Vila de Seda, uma pequena povoa\u00e7\u00e3o do Concelho de Alter do Ch\u00e3o, que viu momentos \u00e1ureos em \u00e9pocas passadas, quando l\u00e1 se erguia uma fortifica\u00e7\u00e3o sobranceira a um bra\u00e7o da Ribeira da Seda e chegou mesmo a ser Concelho, os seus habitantes n\u00e3o perderam o orgulho na terra e demonstram-no de v\u00e1rias maneiras, uma delas sob a forma de um miradouro. Uma estrutura simples abre janelas sobre os montes que se encadeiam e escondem uma das mais bem conservadas pontes romanas em Portugal, sobre a mesma ribeira.<\/p>\n<blockquote><p>Coordenadas aproximadas (WGS84): N 39\u00ba 11.630&#8242; W 7\u00ba 47.250&#8242;<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Alto Alentejo \u00e9 uma das regi\u00f5es do pa\u00eds que mais gosto de visitar. Representa, para mim, uma faceta do Portugal profundo que ainda n\u00e3o perdeu a identidade. Talvez porque o povoamento menos disperso que no resto do pa\u00eds permita que as terras sobrevivam com a partida de muitos dos seus filhos para o litoral. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[24,1285,1284,25,1293],"tags":[9,508,921],"class_list":["post-4755","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-alentejo","category-alter-do-chao","category-distrito-de-portalegre","category-portugal","category-seda","tag-historia","tag-paisagens","tag-roteiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4755"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5542,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4755\/revisions\/5542"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}