{"id":4761,"date":"2010-08-10T00:00:00","date_gmt":"2010-08-09T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4761"},"modified":"2010-08-10T00:00:00","modified_gmt":"2010-08-09T23:00:00","slug":"triste-sina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/triste-sina\/","title":{"rendered":"Triste sina"},"content":{"rendered":"<p>As estradas do interior, agora em muito bom estado quando comparadas com as de h\u00e1 uns anos, s\u00e3o a minha primeira escolha quando toca a percurso. Grande parte delas segue as rotas tra\u00e7adas por centenas de gera\u00e7\u00f5es, contornando montes, atravessando os rios perto dos antigos vaus. As estradas mais modernas n\u00e3o se adaptam ao terreno, conquistam-no com pontes, aterros e cicatrizes profundas na paisagem. Levam as pessoas mais depressa de um ponto ao outro, mas a magia da viagem perde-se.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero com isto dizer que as estradas antigas \u00e9 que s\u00e3o boas e que as novas me aborrecem, porque se h\u00e1 alturas em que posso apreciar a paisagem e fazer uma viagem mais demorada, noutras tenho de chegar ao destino depressa.<\/p>\n<p>As estradas secund\u00e1rias tamb\u00e9m t\u00eam outra faceta. Infelizmente para a vida selvagem, o meio de transporte moderno \u00e9 o autom\u00f3vel, que anda muito mais depressa que qualquer carro de trac\u00e7\u00e3o animal ou pe\u00e3o. Um encontro com um p\u00e1ra-brisas ou uma roda termina quase sempre com a morte do bicho. Como estas estradas s\u00e3o cada vez menos concorridas, os animais tornam-se mais afoitos e os atropelamentos s\u00e3o frequentes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"P\u00e1ssaro morto\" border=\"0\" alt=\"P\u00e1ssaro morto\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/passaro.jpg\" width=\"588\" height=\"400\" \/>    <br \/>Uma baixa<\/p>\n<p>Os pequenos mam\u00edferos selvagens s\u00e3o um caso preocupante. Raposas, ginetas e texugos encontram a morte todas as noites nas estradas mais isoladas. Encadeados pelos far\u00f3is, param na estrada e os condutores, umas vezes por falta de reac\u00e7\u00e3o e outras por maldade, atropelam-nos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Texugo-c\u00e3o\" border=\"0\" alt=\"Texugo-c\u00e3o\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/texugo.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Texugo-c\u00e3o<\/p>\n<p>Neste fim-de-semana passado no Alto Alentejo, para al\u00e9m dos incont\u00e1veis p\u00e1ssaros, encontr\u00e1mos tamb\u00e9m um texugo-c\u00e3o na berma. Tinha sido atropelado nessa madrugada. Os texugos formam casais est\u00e1veis ao longo de toda a vida, pelo que a morte de um, pode significar um ano sem ninhadas para o outro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estradas do interior, agora em muito bom estado quando comparadas com as de h\u00e1 uns anos, s\u00e3o a minha primeira escolha quando toca a percurso. Grande parte delas segue as rotas tra\u00e7adas por centenas de gera\u00e7\u00f5es, contornando montes, atravessando os rios perto dos antigos vaus. 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