{"id":4765,"date":"2010-08-12T00:00:00","date_gmt":"2010-08-11T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4765"},"modified":"2010-08-12T00:00:00","modified_gmt":"2010-08-11T23:00:00","slug":"a-prova-do-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/a-prova-do-crime\/","title":{"rendered":"A prova do crime"},"content":{"rendered":"<p>Por embirra\u00e7\u00e3o, quase de certeza, \u00e9 proibido sair de Angola com Kwanzas no bolso, tal como a proibi\u00e7\u00e3o de tirar fotografias na via p\u00fablica, ainda enraizada nas mentes de pol\u00edcias, soldados, fiscais e arrumadores de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Ter\u00e1 sido certamente uma imposi\u00e7\u00e3o dos tempos da guerra civil, para evitar que se falsificassem notas no estrangeiro para minar a economia angolana. Por via das d\u00favidas, o d\u00f3lar americano sempre foi tido mais em conta e o kwanza, com as suas desvaloriza\u00e7\u00f5es sucessivas, usa-se para os trocos.<\/p>\n<p>As actuais notas de kwanza t\u00eam v\u00e1rias marcas de seguran\u00e7a que as tornam mais dif\u00edceis de falsificar que os pr\u00f3prios d\u00f3lares e, como em mais lado nenhum do mundo se pode cambiar kwanzas, \u00e9 um pouco estranho como n\u00e3o se pode levar algumas notas de recorda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 compreens\u00edvel que haja limites para a exporta\u00e7\u00e3o de divisas, n\u00e3o se percebe em que afecta a economia angolana levar umas <a title=\"Artigo: Moedas de papel\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4206\" target=\"_blank\">moedas<\/a> no bolso. O mais rid\u00edculo \u00e9 que, se por acaso levarmos kwanzas e nos esquecermos de os declarar no balc\u00e3o \u00e0 entrada do aeroporto, s\u00e3o-nos confiscados pelos agentes da autoridade, que s\u00f3 n\u00e3o os p\u00f5em logo no bolso porque \u00e9 preciso manter as apar\u00eancias. Para evitar este enriquecimento il\u00edcito dos pol\u00edcias, teria de se emitir, no m\u00ednimo, um documento que comprovasse a reten\u00e7\u00e3o do dinheiro e que permitisse controlar os montantes apreendidos. Mas isto \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que uma ou outra nota vai saindo, evitando as malhas do fundo de maneio dos pol\u00edcias da fronteira.<\/p>\n<p>Como t\u00eam um valor simb\u00f3lico, acabam por aparecer nos s\u00edtios mais esquisitos. Encontrei uma numa <a title=\"Artigo: O que \u00e9 o geocaching\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4677\" target=\"_blank\">geocache<\/a>, deixada como presente para troca. \u00c9 a prova do crime.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Nota de 10 kwanzas\" border=\"0\" alt=\"Nota de 10 kwanzas\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/prova.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>A prenda da geocache<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por embirra\u00e7\u00e3o, quase de certeza, \u00e9 proibido sair de Angola com Kwanzas no bolso, tal como a proibi\u00e7\u00e3o de tirar fotografias na via p\u00fablica, ainda enraizada nas mentes de pol\u00edcias, soldados, fiscais e arrumadores de autom\u00f3veis. 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