{"id":4859,"date":"2010-09-18T00:00:00","date_gmt":"2010-09-17T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4859"},"modified":"2011-10-10T19:42:12","modified_gmt":"2011-10-10T18:42:12","slug":"trompe-loeil-na-azinhaga-das-galinheiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/trompe-loeil-na-azinhaga-das-galinheiras\/","title":{"rendered":"Trompe l&#8217;oeil na Azinhaga das Galinheiras"},"content":{"rendered":"<p>A Azinhaga das Galinheiras h\u00e1 muito que \u00e9 conhecida n\u00e3o pela arte, mas por outras quest\u00f5es sociais. Foi uma da antigas azinhagas de Lisboa que ligavam a cidade \u00e0 quintas da periferia, e se viu primeiro abandonada e degradada e depois absorvida por bairros de lata.<\/p>\n<p>Os projectos de realojamento e apoio social come\u00e7aram a dar frutos e esta zona de Lisboa ganhou alguma vida e perdeu parte da m\u00e1 fama que tinha. Os sinais mais evidentes de degrada\u00e7\u00e3o desapareceram, mesmo que tal tenha significado muitas demoli\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E foi numa das esquinas mais escondidas que fui surpreendido por uma pintura mural pouco comum actualmente. A gera\u00e7\u00e3o dos <em>graffiti<\/em> n\u00e3o tem paci\u00eancia para obras que demorem mais de algumas horas a executar e foge a sete p\u00e9s dos pinc\u00e9is. Latas de tinta em <em>spray<\/em> e canetas grossas s\u00e3o os seus instrumentos preferidos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Na Azinhaga das Galinheiras\" border=\"0\" alt=\"Na Azinhaga das Galinheiras\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/galinheiras.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Trompe l&#8217;oeil<\/p>\n<p>Aproveitando uma parede recentemente recuperada e pintada de branco, t\u00e3o grande que parecia um muro de pris\u00e3o, algu\u00e9m se lembrou de dar um pouco de vida \u00e0 rua. Na falta de moradores da Lisboa Antiga, pintou-se a fachada de uma dessas casas. \u00c9 o retrato de uma Lisboa de h\u00e1 cinquenta anos, altura em que os vasos com patas-de-cavalo \u00e0 porta, como na pintura, eram frequentes.<\/p>\n<p>Talvez por ter sido algo de completamente inesperado e algo deslocado, mas, simultaneamente, perfeitamente integrado no resto do casario, esta pintura chamou-me a aten\u00e7\u00e3o. Os moradores da zona tamb\u00e9m devem gostar dela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Azinhaga das Galinheiras h\u00e1 muito que \u00e9 conhecida n\u00e3o pela arte, mas por outras quest\u00f5es sociais. Foi uma da antigas azinhagas de Lisboa que ligavam a cidade \u00e0 quintas da periferia, e se viu primeiro abandonada e degradada e depois absorvida por bairros de lata. Os projectos de realojamento e apoio social come\u00e7aram a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[364,27,25],"tags":[110,970,219,972,524,969],"class_list":["post-4859","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-distrito-de-lisboa","category-lisboa","category-portugal","tag-arte","tag-azinhaga-das-galinheiras","tag-bairros-de-lata","tag-graffiti","tag-pinturas","tag-trompe-loeil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4859"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5563,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4859\/revisions\/5563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}