{"id":4987,"date":"2010-11-01T00:00:00","date_gmt":"2010-10-31T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4987"},"modified":"2010-11-01T00:00:00","modified_gmt":"2010-10-31T23:00:00","slug":"o-neto-de-drago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-neto-de-drago\/","title":{"rendered":"O neto de Drag&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Os leitores regulares do <a title=\"Aerograma\" href=\"http:\/\/www.aerograma.net\" target=\"_blank\">Aerograma<\/a> devem recordar-se das vezes em que falei do meu \u00fanico elo de liga\u00e7\u00e3o familiar a \u00c1frica e Angola, o meu av\u00f4 materno. Apesar de n\u00e3o o ter conhecido, por ter morrido d\u00e9cadas antes do meu nascimento, sei que viveu no sul de Angola seis anos, cumprindo o servi\u00e7o militar durante a Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Pelas terras dos Cuanhamas combateu as for\u00e7as alem\u00e3s vindas da Nam\u00edbia e ter\u00e1, talvez, feito parte dos efectivos do <a title=\"Artigo: O carro do tio de Luanda\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4472\" target=\"_blank\">General Pereira D&#8217;E\u00e7a<\/a>. A sua caderneta militar regista uma Cruz de Guerra, mas tal medalha nunca foi avistada, talvez porque o ex\u00e9rcito atribu\u00eda a condecora\u00e7\u00e3o e o soldado, se a quisesse usar, tinha de a ir comprar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Drag\u00f5es\" border=\"0\" alt=\"Drag\u00f5es\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/dragoes.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Companhia de Drag\u00f5es em Angola<\/p>\n<p>No long\u00ednquo in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com a Cavalaria ainda dependente dos cavalos, havia soldados que combatiam a cavalo ou a p\u00e9, conforme as circunst\u00e2ncias ditassem &#8211; os Drag\u00f5es. O meu av\u00f4 fazia parte de uma das unidades destacadas para a fronteira com a possess\u00e3o alem\u00e3 da \u00c1frica Ocidental. <\/p>\n<p>Como em todas estas coisas, o facto de, no papel, serem unidades de cavalaria, n\u00e3o quer dizer que houvesse cavalos. De facto, consta at\u00e9 que os cavalos fossem um pouco como as medalhas e que, na maioria dos casos, andassem apenas os oficiais a cavalo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Cantil de Drag\u00e3o\" border=\"0\" alt=\"Cantil de Drag\u00e3o\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/dragao.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Cantil de barro<\/p>\n<p>Uma das pe\u00e7as mais curiosas que chegou da passagem do meu av\u00f4 por terras angolanas foi o seu cantil de campanha. Uma grande pe\u00e7a de barro com capacidade para alguns litros de \u00e1gua acompanhou-o ao longo de seis anos. A corda foi substitu\u00edda h\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, mas o cantil tem perto de um s\u00e9culo. Fico sempre espantado como chegou inteiro at\u00e9 aos dias de hoje, tendo passado por opera\u00e7\u00f5es militares a meio mundo de dist\u00e2ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os leitores regulares do Aerograma devem recordar-se das vezes em que falei do meu \u00fanico elo de liga\u00e7\u00e3o familiar a \u00c1frica e Angola, o meu av\u00f4 materno. 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