{"id":4994,"date":"2010-10-31T00:00:00","date_gmt":"2010-10-30T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4994"},"modified":"2010-10-29T15:57:26","modified_gmt":"2010-10-29T14:57:26","slug":"o-monptero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-monptero\/","title":{"rendered":"O mon&oacute;ptero"},"content":{"rendered":"<p>No j\u00e1 long\u00ednquo ano de 2004, dirigi-me ao posto de turismo de Mogadouro, situado numa ponta da Avenida de Nossa Senhora do Caminho, e pedi informa\u00e7\u00f5es acerca dos pontos mais interessantes do Concelho. A menina, sol\u00edcita, entregou-me algumas brochuras. Reparei na fotografia do Mon\u00f3ptero de S\u00e3o Gon\u00e7alo, cuja imagem de monumento desolado no meio do nada conhecia, mas n\u00e3o sabia ser de Mogadouro. Disse que o queria ver e a menina, de novo extremamente sol\u00edcita, garantiu-me que fazia muito bem, porque era uma coisa linda de se ver. Perguntei como se ia para l\u00e1 e ela, um bocadinho embara\u00e7ada, confessou que n\u00e3o sabia, porque nunca l\u00e1 tinha ido&#8230;<\/p>\n<p>No mesmo dia conheci quem tivesse nascido no Azinhoso, a povoa\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do singular edif\u00edcio, e l\u00e1 tivesse comido peixe acabado de pescar no regato que lhe corre ao lado. Indicou-me tamb\u00e9m onde come\u00e7ava a estrada que l\u00e1 me levaria. De facto, a caminho encontrei algumas tabuletas indicando a direc\u00e7\u00e3o do mon\u00f3ptero, mas a \u00faltima estava na zona industrial e a cada bifurca\u00e7\u00e3o do estrad\u00e3o de terra mal batida a d\u00favida aumentava. Deixei Mogadouro sem ter visto o famoso mon\u00f3ptero que, dizem fazia parte da propriedade dos T\u00e1voras que o Marqu\u00eas de Pombal mandou arrasar, ou n\u00e3o fosse este canto de Portugal o seu reduto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Mon\u00f3ptero de S\u00e3o Gon\u00e7alo\" border=\"0\" alt=\"Mon\u00f3ptero de S\u00e3o Gon\u00e7alo\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/monoptero.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Mon\u00f3ptero de S\u00e3o Gon\u00e7alo<\/p>\n<p>Este ano, munidos de indica\u00e7\u00f5es mais precisas, cheg\u00e1mos l\u00e1 sem dificuldades de maior, seguindo um caminho mais longo e, tamb\u00e9m ele, n\u00e3o assinalado. O mon\u00f3ptero \u00e9, de facto, um monumento \u00e0 desola\u00e7\u00e3o, com as suas colunas trabalhadas longe de quem as possa admirar. Algumas pedras do muro que fechava a base das colunas foram reaproveitadas para construir um pedestal tosco que suporta um S\u00e3o Gon\u00e7alo de pl\u00e1stico, tornando o edif\u00edcio numa mistura de originalidade com beatitude popular.<\/p>\n<p>O seu curioso nome adv\u00e9m do desconhecimento da sua fun\u00e7\u00e3o ou origem, tendo-se optado por chamar-lhe mon\u00f3ptero, ou seja, edif\u00edcio circular sem paredes, com uma s\u00f3 ordem de colunas a sustentar a cobertura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No j\u00e1 long\u00ednquo ano de 2004, dirigi-me ao posto de turismo de Mogadouro, situado numa ponta da Avenida de Nossa Senhora do Caminho, e pedi informa\u00e7\u00f5es acerca dos pontos mais interessantes do Concelho. A menina, sol\u00edcita, entregou-me algumas brochuras. 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