{"id":5010,"date":"2010-11-03T01:00:00","date_gmt":"2010-11-03T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5010"},"modified":"2010-11-03T01:00:00","modified_gmt":"2010-11-03T00:00:00","slug":"cfb-huambo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/cfb-huambo\/","title":{"rendered":"CFB &#8211; Huambo"},"content":{"rendered":"<p>As oficinas do Caminho de Ferro de Benguela no Huambo s\u00e3o um marco na Hist\u00f3ria industrial angolana. Mesmo ap\u00f3s anos de abandono, sabotagem e destrui\u00e7\u00e3o causadas pela guerra, continuam a ser impressionantes. Hoje em dia, apesar de n\u00e3o terem comboios para reparar, n\u00e3o est\u00e3o paradas, porque a exist\u00eancia de ferramentas e oper\u00e1rios especializados, permitiu que sobrevivessem transformadas em oficinas de repara\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito da linha, ligar as minas do Congo e da Z\u00e2mbia \u00e0 costa, manteve-se enquanto os comboios circularam normalmente. Mesmo durante a guerra colonial, os pa\u00edses que suportavam os movimentos independentistas prestavam esse apoio com a condi\u00e7\u00e3o de manterem a circula\u00e7\u00e3o desimpedida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Aproveitamento hidroel\u00e9ctrico do Cuando\" border=\"0\" alt=\"Aproveitamento hidroel\u00e9ctrico do Cuando\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/hidrocfb.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Descarregadores<\/p>\n<p>Com a ocupa\u00e7\u00e3o do Huambo pela Unita e o corte definitivo da linha em 1993, as oficinas n\u00e3o deixaram de funcionar. Os comboios tamb\u00e9m n\u00e3o deixaram de circular por completo. Do Lobito at\u00e9 ao Cubal, zona de influ\u00eancia do MPLA, com alguma regularidade e entre as prov\u00edncias do Huambo e Bi\u00e9, sob gest\u00e3o da Unita, com a frequ\u00eancia que uma linha ferrovi\u00e1ria que n\u00e3o liga a lado nenhum justificaria. Actualmente, empresas chinesas reparam a linha, com a esperan\u00e7a de que se volte a circular do Lobito ao Luau e que as viagens n\u00e3o se fiquem apenas pelo Cubal. No entanto, ainda faltam muitos meses para que os comboios tornem ao Huambo.<\/p>\n<p>As oficinas do Huambo ainda se tornam mais interessantes quando, ap\u00f3s a sabotagem de linhas e centrais el\u00e9ctricas, continuarem a laborar com relativa normalidade, uma vez que dispunham de uma central hidroel\u00e9ctrica pr\u00f3pria, que se situava na barragem do Cuando, junto da <a title=\"Artigo: Miss\u00e3o do Cuando\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4291\" target=\"_blank\">Miss\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>A central el\u00e9ctrica, tamb\u00e9m ela, acabou por sucumbir \u00e0 falta de manuten\u00e7\u00e3o. Hoje a barragem armazena \u00e1gua, que se escapa com um ru\u00eddo curioso pelo \u00fanico descarregador de superf\u00edcie aberto. Espero que seja recuperada brevemente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As oficinas do Caminho de Ferro de Benguela no Huambo s\u00e3o um marco na Hist\u00f3ria industrial angolana. 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