{"id":5054,"date":"2010-11-14T01:00:00","date_gmt":"2010-11-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5054"},"modified":"2010-11-14T01:00:00","modified_gmt":"2010-11-14T00:00:00","slug":"barroco-do-leo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/barroco-do-leo\/","title":{"rendered":"Barroco do Le&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Os seres humanos foram moldados por uma perp\u00e9tua insatisfa\u00e7\u00e3o, por uma necessidade absoluta de conhecer a resposta de todos os \u00abPorqu\u00ea?\u00bb. Ao longo de mil\u00e9nios, numa tentativa de perceber como funciona o mundo, criaram-se mitologias v\u00e1rias para explicar os fen\u00f3menos naturais. Algumas foram quase esquecidas e hoje s\u00e3o reaproveitadas para tentar perceber novos <em>porqu\u00eas &#8211; Porque raz\u00e3o procuramos respostas para tudo? Porque surgiu esta teoria e n\u00e3o outra?<\/em><\/p>\n<p>Faz parte da condi\u00e7\u00e3o humana tentar perceber como funciona o mundo. A ci\u00eancia moderna ocupa o lugar das antigas mitologias, mas far\u00e1 certamente parte dessa fam\u00edlia de explica\u00e7\u00f5es obsoletas daqui a algumas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas, mesmo que queiramos aceitar o mundo como ele \u00e9 e n\u00e3o tentar perceber o que nos rodeia, o nosso c\u00e9rebro encarrega-se de nos informar que tal \u00e9 imposs\u00edvel. A todo o momento procura interpretar os padr\u00f5es e formas que os sentidos lhe comunicam, comparando as mem\u00f3rias com a novidade e criando a mat\u00e9ria-prima para a g\u00e9nese de mitos.<\/p>\n<p>A imagina\u00e7\u00e3o tem um papel muito importante neste processo. Foi gra\u00e7as a ela que a arte e escrita surgiram, permitindo a substitui\u00e7\u00e3o do real pelo figurado, do s\u00edmbolo pela coisa, da palavra pelo conceito. \u00c9 essa nossa capacidade de associar s\u00edmbolos a objectos que nos permite ver desenhos nas nuvens ou de perceber mais nas rochas do que meras rochas.<\/p>\n<p>A meio caminho entre o Sabugal e a aldeia de Sortelha h\u00e1 um grande rochedo isolado. \u00c9 semelhante aos muitos outros blocos errantes que se avistam a toda a volta, nesta regi\u00e3o chamados de barrocos, mas tem a particularidade da sua forma e uma fenda que o atravessa nos sugerirem, de um certo \u00e2ngulo, a cabe\u00e7a de um animal. Dizem que parece um le\u00e3o e, por isso mesmo, lhe chamam o Barroco do Le\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"barrocoleao\" border=\"0\" alt=\"barrocoleao\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/barrocoleao.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Barroco do Le\u00e3o, Sabugal<\/p>\n<p>Certamente ter\u00e1 havido in\u00fameras explica\u00e7\u00f5es para a forma curiosa que o bloco de granito tomou, havendo at\u00e9 mesmo que acredite que teria sido parte central de cultos an\u00edmicos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, mas isso tamb\u00e9m faz parte do que podemos imaginar para explicar porque achamos a sua forma interessante.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Coordenadas aproximadas (WGS84): N 40\u00ba 20.433? W 7\u00ba 8.780?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A forma imaginada permite distinguir esta rochas das outras e cria um ponto de refer\u00eancia fi\u00e1vel, capaz de ser reconhecido at\u00e9 por quem n\u00e3o conhece o penedo. A associa\u00e7\u00e3o zoom\u00f3rfica a rochas, que depois passam a ser pontos de refer\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 \u00fanica desta zona. At\u00e9 na Ilha do Pico h\u00e1 uma povoa\u00e7\u00e3o que deve o seu nome a uma rocha com a forma de cabe\u00e7a de c\u00e3o &#8211; Porto Cachorro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os seres humanos foram moldados por uma perp\u00e9tua insatisfa\u00e7\u00e3o, por uma necessidade absoluta de conhecer a resposta de todos os \u00abPorqu\u00ea?\u00bb. Ao longo de mil\u00e9nios, numa tentativa de perceber como funciona o mundo, criaram-se mitologias v\u00e1rias para explicar os fen\u00f3menos naturais. 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