{"id":5204,"date":"2010-12-30T01:00:00","date_gmt":"2010-12-30T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5204"},"modified":"2010-12-30T01:00:00","modified_gmt":"2010-12-30T00:00:00","slug":"central-elevatria-de-guas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/central-elevatria-de-guas\/","title":{"rendered":"Central Elevat&oacute;ria de &Aacute;guas"},"content":{"rendered":"<p>Um min\u00fasculo n\u00facleo museol\u00f3gico industrial esconde-se \u00e0 vista de todos mesmo no centro de \u00c9vora, a dois passos do famoso Templo de Diana, que o ofusca. A Central Elevat\u00f3ria de \u00c1guas, com o seu ar s\u00f3brio de instala\u00e7\u00e3o municipal em que as coisas funcionam sozinhas e a portas fechadas, est\u00e1 perfeitamente camuflada. Apenas um letreiro discreto nos avisa que \u00e9 visit\u00e1vel e perdeu grande parte das suas fun\u00e7\u00f5es originais.<\/p>\n<p>No pr\u00ednc\u00edpio da d\u00e9cada de 1930, para regularizar o fornecimento de \u00e1gua \u00e0 cidade de \u00c9vora, constru\u00edram-se v\u00e1rios dep\u00f3sitos, um dos quais elevado e sobranceiro ao Templo de Diana. A \u00e1gua chegava aos dep\u00f3sitos mais baixos por gravidade, trazida do Rio Divor pelo aqueduto que se avista da Porta de Aviz. A esta\u00e7\u00e3o de bombagem permitia transfegar a \u00e1gua para o dep\u00f3sito elevado, de onde seguia para a rede de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria\" border=\"0\" alt=\"Esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/estacaoelevatoria.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Requinte em <em>Art D\u00e9co<\/em><\/p>\n<p>Se fosse constru\u00edda hoje, seria uma cave com paredes de bet\u00e3o armado, as bombas num canto e o quadro el\u00e9ctrico noutro, mas na \u00e9poca, uma instala\u00e7\u00e3o deste tipo merecia mais. O luxo de ter \u00e1gua canalizada em casa tinha de condizer com a face mais vis\u00edvel do projecto e as bombas foram montadas num pequeno edif\u00edcio de estilo moderno, com o interior revestido a m\u00e1rmore de tr\u00eas cores e, pormenor de requinte, candeeiros <em>Art D\u00e9co<\/em> em m\u00e1rmore transl\u00facido.<\/p>\n<p>A visita \u00e9 r\u00e1pida, pois a sala \u00e9 \u00fanica e da pequena exposi\u00e7\u00e3o de contadores de \u00e1gua n\u00e3o interessar\u00e1 mais que o contador do tipo Bastos com o mecanismo \u00e0 vista. Mas garanto que compensa ir ver o aspecto elegante do interior do edif\u00edcio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um min\u00fasculo n\u00facleo museol\u00f3gico industrial esconde-se \u00e0 vista de todos mesmo no centro de \u00c9vora, a dois passos do famoso Templo de Diana, que o ofusca. A Central Elevat\u00f3ria de \u00c1guas, com o seu ar s\u00f3brio de instala\u00e7\u00e3o municipal em que as coisas funcionam sozinhas e a portas fechadas, est\u00e1 perfeitamente camuflada. Apenas um letreiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[24,829,1090,25],"tags":[1092,1091,647],"class_list":["post-5204","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-alentejo","category-distrito-de-evora","category-evora","category-portugal","tag-art-deco","tag-instalacoes-industriais","tag-museu"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5204\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}