{"id":5206,"date":"2011-01-03T01:00:00","date_gmt":"2011-01-03T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5206"},"modified":"2011-01-03T01:00:00","modified_gmt":"2011-01-03T00:00:00","slug":"sinais-de-trnsito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/sinais-de-trnsito\/","title":{"rendered":"Sinais de tr&acirc;nsito"},"content":{"rendered":"<p>Quando, na d\u00e9cada de 1950, se desenharam os actuais de tr\u00e2nsito, procurou-se que, como uma corrente arquitect\u00f3nica, as regras fundamentais fossem poucas. Formas e cores separavam as fam\u00edlias de sinais e o resto da mensagem podia ir sendo adaptada \u00e0s necessidades. Foi um projecto ambicioso, executado por meia-d\u00fazia de pessoas.<\/p>\n<p>O projecto ingl\u00eas teve tanto sucesso, que foi copiado por muitos pa\u00edses. E este tipo de sinais de tr\u00e2nsito substitu\u00edu, definitivamente, os sinais mais confusos, sem leitura imediata. Nalguns pa\u00edses, como os EUA, a avers\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a \u00e9 grande e, passadas seis d\u00e9cadas, ainda se usam muitos dos sinais antigos, de formas regulares e mensagem apenas escrita.<\/p>\n<p>Uma das regras que se definiu para estes novos sinais era a da intemporalidade. Um sinal deveria ser t\u00e3o actual ao fim de dez ou vinte anos como no dia em que foi desenhado. Em certa medida, conseguiram-no, embora a liberdade inerente \u00e0s poucas regras seja influenciada pela \u00e9poca em que o sinal foi pintado. O melhor exemplo s\u00e3o os sinais em que est\u00e3o representados ve\u00edculos. Invariavelmente, representam um ve\u00edculo da \u00e9poca, com as formas e propor\u00e7\u00f5es da moda.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Tr\u00e2nsito proibido\" border=\"0\" alt=\"Tr\u00e2nsito proibido\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sinais.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Tr\u00e2nsito proibido a autom\u00f3veis Morris Minor e motociclos Norton<\/p>\n<p>Quem pinta o sinal \u00e9 incapaz de adivinhar o futuro e tem de se cingir ao que circula nas estradas \u00e0 \u00e9poca. Se o sinal durar tempo suficiente, provando a qualidade da pintura, \u00e9 natural que comece a apresentar um aspecto datado. <\/p>\n<p>Talvez por isso, agora se opte por usar os sinais mais gen\u00e9ricos, sem qualquer desenho, e se remeta o resto da mensagem para pain\u00e9is adicionais, afixados abaixo. \u00c9 um retrocesso. Os pain\u00e9is adicionais n\u00e3o t\u00eam a leitura imediata do sinal, que foi desenhado para isso mesmo. Textos mais extensos podem ser mal interpretados.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m disso, \u00e9 delicioso encontrar estes sinais mais antigos, ainda pintados \u00e0 m\u00e3o, no meio dos novos sinais estampados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando, na d\u00e9cada de 1950, se desenharam os actuais de tr\u00e2nsito, procurou-se que, como uma corrente arquitect\u00f3nica, as regras fundamentais fossem poucas. Formas e cores separavam as fam\u00edlias de sinais e o resto da mensagem podia ir sendo adaptada \u00e0s necessidades. Foi um projecto ambicioso, executado por meia-d\u00fazia de pessoas. 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