{"id":5222,"date":"2011-01-20T01:00:00","date_gmt":"2011-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5222"},"modified":"2011-01-20T01:00:00","modified_gmt":"2011-01-20T00:00:00","slug":"chafariz-das-bravas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/chafariz-das-bravas\/","title":{"rendered":"Chafariz das Bravas"},"content":{"rendered":"<p>Sempre tive uma especial afei\u00e7\u00e3o por Beja, e uma inexplic\u00e1vel desconfian\u00e7a, completamente infundada, de \u00c9vora. Talvez seja a pr\u00f3pria musicalidade do nome, remetendo para o sotaque alentejano, que me fa\u00e7a preferir a cidade mais a sul. Talvez sejam as muralhas de \u00c9vora, que a escondem de quem chega. Talvez sejam outras raz\u00f5es que ainda n\u00e3o descortino.<\/p>\n<p>Visito \u00c9vora mais ami\u00fade que Beja, o que me leva a comparar uma cidade presente na mem\u00f3ria com uma cidade cujas ruas verdadeiras se confundem com as imaginadas. Tenho a certeza de que h\u00e1 muito mais para ver e conhecer em \u00c9vora que em Beja, mas continuo de p\u00e9 atr\u00e1s. E sei que sou injusto.<\/p>\n<p>Reconhe\u00e7o \u00c9vora como uma cidade cheia de encanto e tenho a certeza de que irei sempre descobrir mais uma faceta agrad\u00e1vel a cada visita. Ainda para mais, o <a title=\"Artigo: Alentejo profundo\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4755\" target=\"_blank\">Alentejo<\/a> \u00e9 uma das regi\u00f5es que mais me cativa. Por isso mesmo, tenho aproveitado as mais recentes visitas \u00e0 cidade para a descobrir mais um pouco. Os meses que por l\u00e1 passei e trabalho pouco tempo me deixaram para turismo.<\/p>\n<p>Hoje exploro um pouco mais desta cidade. Come\u00e7o de fora para dentro, como quem acaba de chegar.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a cidade de \u00c9vora cresceu muito para fora das muralhas. Novos bairros e pequenas povoa\u00e7\u00f5es dos arrabaldes foram absorvidos, como em tantas outras cidades. Os limites urbanos tornaram-se indefinidos, com as casas dos bairros mais perif\u00e9ricos a surgirem quando o zimb\u00f3rio da catedral ainda \u00e9 s\u00f3 um pequeno ponto negro sobre o casario do centro.<\/p>\n<p>Apesar deste crescimento, ainda h\u00e1 muitas marcas que atestam a hist\u00f3ria da cidade e do seu crescimento. Uma delas \u00e9 o Chafariz das Bravas, que se situa perto do antigo posto da Guarda Fiscal, hoje posto de turismo, na estrada de Montemor-o-Novo.<\/p>\n<p>Sabe-se que aqui est\u00e1 desde, pelo menos, o reinado de D. Manuel I, altura em que uma ilustra\u00e7\u00e3o do segundo foral de \u00c9vora o retrata com a mesma apar\u00eancia dos dias de hoje. O muro com ameias deve ter sido um bom ponto de refer\u00eancia. A sua constru\u00e7\u00e3o \u00e9, provavelmente, do s\u00e9c. XV.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px\" title=\"Chafariz das Bravas\" border=\"0\" alt=\"Chafariz das Bravas\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/chafariz_das_bravas1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Chafariz das Bravas<\/p>\n<p>Aproveita uma nascente que corre todo o ano e descarrega na linha de \u00e1gua que passa a algumas dezenas de metros. Uma \u00fanica bica alimenta um longo bebedouro e, mais a jusante, enchia um tanque localizado nas ru\u00ednas da casa a oeste. Este tanque servia para a lavagem do gado e hoje, assegurava a C\u00e2mara de \u00c9vora em 2005, armazena \u00e1gua para rega de espa\u00e7os verdes. Est\u00e1 vazio.<\/p>\n<p>Obviamente que perdeu a import\u00e2ncia de outrora. A \u00e1gua canalizada j\u00e1 chega a quase todas as casas e os poucos animais que ainda existem nos limites da cidade n\u00e3o v\u00eam aqui beber de prop\u00f3sito. At\u00e9 o velho mercado de gado, convenientemente perto deste chafariz, foi encerrado.<\/p>\n<p>Na \u00faltima recupera\u00e7\u00e3o, optou-se por instalar luzes submersas e pintar o fundo dos tanques de branco. Para quem passa na estrada, sem vontade de parar, o chafariz n\u00e3o passa despercebido, mas para quem o vai ver de perto o tanque pintado destoa.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Coordenadas aproximadas (WGS84): N 38\u00ba 34.000? W 7\u00ba 55.310?<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre tive uma especial afei\u00e7\u00e3o por Beja, e uma inexplic\u00e1vel desconfian\u00e7a, completamente infundada, de \u00c9vora. Talvez seja a pr\u00f3pria musicalidade do nome, remetendo para o sotaque alentejano, que me fa\u00e7a preferir a cidade mais a sul. 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