{"id":5262,"date":"2011-02-27T01:00:00","date_gmt":"2011-02-27T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5262"},"modified":"2011-02-27T01:00:00","modified_gmt":"2011-02-27T00:00:00","slug":"museu-de-arqueologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/museu-de-arqueologia\/","title":{"rendered":"Museu de Arqueologia"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa est\u00e1 de tal forma recheada de museus e curiosidades que decidir qual deles visitar \u00e9 tarefa dif\u00edcil. Os museus s\u00e3o quase todos especializados em \u00e1reas suficientemente restritas para que as suas colec\u00e7\u00f5es se possam apreciar devidamente. N\u00e3o h\u00e1 por c\u00e1 Museus Brit\u00e2nicos ou Louvres que concentrem quase tudo e fa\u00e7am com que se veja com aten\u00e7\u00e3o das primeiras duas horas de exposi\u00e7\u00e3o e o resto seja visto a despachar, farto de levar encontr\u00f5es de turistas distra\u00eddos. Temos museus com uma escala mais humana, ao que parece. Infelizmente, pagam-se <a title=\"Artigo: Triste patrim\u00f3nio\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4990\" target=\"_blank\">entradas a pre\u00e7os do Louvre<\/a>, o que torna o metro quadrado dos nossos museus muito mais caro.<\/p>\n<p>No Largo do Carmo h\u00e1 um desses museus pequeninos, capaz de preencher um final de tarde com uma visita interessante. Fica entre o elevador de santa Justa e o quartel da Guarda Nacional Republicana onde se refugiou Marcelo Caetano em 1974. Se tiverem sorte, a sentinela de farda de gala, com direito a penacho branco no capacete e sabre reluzente, pode devolver um sorriso para a fotografia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"museu_arqueologia_1\" border=\"0\" alt=\"museu_arqueologia_1\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/museu_arqueologia_1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>As ru\u00ednas do Convento do Carmo<\/p>\n<p>O Museu de Arqueologia est\u00e1 instalado nas ru\u00ednas do Convento do Carmo. O edif\u00edcio foi arrasado pelo terramoto de 1755 e as tentativas subsequentes para o reconstruir terminaram da mesma forma que tantas outras \u2013 acabou-se o dinheiro e as obras pararam. A \u00faltima ocorreu ainda no reinado de D. Maria I. Depois disso, apenas pequenas obras de conserva\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Parte do museu \u00e9 ao ar livre, debaixo dos esqueletos dos arcos que fechavam a nave central da igreja e hoje fazem parte do horizonte lisboeta, rematando os telhados do Bairro Alto. Aqui est\u00e3o as cantarias e l\u00e1pides menos delicadas, provenientes das ru\u00ednas dos palacetes de Lisboa dos s\u00e9cs. XVII, XVIII e XIX ornamentos de jardim e outras pedras com mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Na zona da capela-mor est\u00e3o instaladas quatro sala tem\u00e1ticas, com esculturas romanas, \u00e1rabes e medievais. Na sala central h\u00e1 algumas pe\u00e7as que se tem a sensa\u00e7\u00e3o de estarem deslocadas \u2013 duas m\u00famias sul-americanas e um sarc\u00f3fago eg\u00edpcio, provavelmente fruto da febre das m\u00famias que marcou a arqueologia do s\u00e9c. XIX. Esta sala \u00e9 tamb\u00e9m usada para o restauro de algumas pe\u00e7as importantes. Os t\u00e9cnicos mudam-se do laborat\u00f3rio para aqui e, para al\u00e9m de continuarem a trabalhar, conversam com os visitantes acerca do que fazem. \u00c9 muito mais interessante do que ler a legenda das vitrines.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"museu_arqueologia_3\" border=\"0\" alt=\"museu_arqueologia_3\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/museu_arqueologia_3.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Escultura medieval inglesa<\/p>\n<p>Obviamente que descrever todas as pe\u00e7as do museu seria, no m\u00ednimo, fastidioso, mas h\u00e1 algumas que se destacam pelo seu significado, a saber, uma pequena est\u00e1tua que se pensa representar D. Afonso Henriques, num estilo medieval que cativa pela sua ingenuidade, o t\u00famulo de D. Fernando I, que partilha n\u00e3o s\u00f3 o estilo g\u00f3tico como tamb\u00e9m muitos pequenos pormenores com os t\u00famulos de D. Pedro I e In\u00eas de Castro, em Alcoba\u00e7a, ou n\u00e3o tivessem sido esculpidos com poucos anos de diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"museu_arqueologia_2\" border=\"0\" alt=\"museu_arqueologia_2\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/museu_arqueologia_2.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Pormenor do t\u00famulo de D. Fernando I<\/p>\n<p>Outro ponto alto que, curiosamente, se tem de ver olhando para baixo, \u00e9 um modesto buraco no ch\u00e3o da capela-mor, a sepultura de D. Nuno \u00c1lvares Pereira, que morreu em 1431. N\u00e3o \u00e9 de estranhar que aqui tenha sido sepultado, pois foi ele quem mandou construir o Convento do Carmo ap\u00f3s a morte da mulher e l\u00e1 passou a sua \u00faltima d\u00e9cada de vida, sob o nome de Irm\u00e3o Nuno de Santa Maria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa est\u00e1 de tal forma recheada de museus e curiosidades que decidir qual deles visitar \u00e9 tarefa dif\u00edcil. Os museus s\u00e3o quase todos especializados em \u00e1reas suficientemente restritas para que as suas colec\u00e7\u00f5es se possam apreciar devidamente. 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