{"id":5267,"date":"2011-03-07T01:00:00","date_gmt":"2011-03-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5267"},"modified":"2011-03-05T16:29:16","modified_gmt":"2011-03-05T15:29:16","slug":"igreja-de-so-domingos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/igreja-de-so-domingos\/","title":{"rendered":"Igreja de S&atilde;o Domingos"},"content":{"rendered":"<p>Devia fazer parte de todas as visitas a Lisboa uma passagem na Igreja de S\u00e3o Domingos. Por muitas igrejas e catedrais que veja, de estilos e grandiosidades diversas, esta, com as suas paredes sacrificadas pelo fogo, tem uma atmosfera especial, que me deixa ca\u00eddos os queixos do esp\u00edrito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border: 0px;\" title=\"Sdomingos1\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/Sdomingos1.jpg\" border=\"0\" alt=\"Sdomingos1\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>Visito-a ami\u00fade, n\u00e3o por quest\u00f5es religiosas, mas exactamente pela impress\u00e3o que me causam as paredes e tecto vermelhos e as colunas estaladas pelo calor, quase como se o inc\u00eandio de 1959 ainda lavrasse. Talvez a hora a que a costume visitar, o final da tarde, contribua tamb\u00e9m para essa impress\u00e3o, \u00e0 conta da luz amarela do ocaso que entra, coada, pelas janelas do coro e vai varrendo solenemente as esculturas mutiladas, que se contorcem ainda nestas labaredas.<\/p>\n<p>Os altares ao longo da nave j\u00e1 t\u00eam novas esculturas de santos, algumas das quais muito m\u00e1s. Junto \u00e0 porta, do lado esquerdo, est\u00e1 a de Santo Ant\u00f3nio e costuma reunir-se uma verdadeira multid\u00e3o de vi\u00favas nos bancos mais pr\u00f3ximos. \u00c9 \u00f3bvio que o S\u00e3o Domingos foi destronado no pr\u00f3prio templo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border: 0px;\" title=\"Pedra queimada\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/Sdomingos2.jpg\" border=\"0\" alt=\"Pedra queimada\" width=\"400\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>Da Igreja original, datada de meados do s\u00e9c. XIII, quase nada resta. S\u00e9culos de altera\u00e7\u00f5es de gostos e um terramoto que a arrasou, juntamente com grande parte da cidade em 1755, transformaram-na num edif\u00edcio barroco. Da reconstru\u00e7\u00e3o dessa \u00e9poca foi reaproveitado o p\u00f3rtico da capela do Pal\u00e1cio da Ribeira, que se situava no Terreiro do Pa\u00e7o, lugar que o Marqu\u00eas de Pombal tentou chamar, sem grande sucesso, de Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio &#8211; ainda hoje \u00e9 mais f\u00e1cil perguntar pelo nome antigo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Logo \u00e0 entrada\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/expediente.jpg\" border=\"0\" alt=\"Logo \u00e0 entrada\" width=\"600\" height=\"400\" \/><br \/>\nPedintes profissionais<\/p>\n<p>Esta igreja \u00e9 tamb\u00e9m conhecida pelos seus <a title=\"Artigo: Hor\u00e1rio de expediente\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2321\" target=\"_blank\">pedintes profissionais<\/a>, que exercem o mester cumprindo um hor\u00e1rio aprovado pelo sindicato, com pausas para descanso e almo\u00e7o. Paralelamente a estes, que se limitam a trabalhar no adro, h\u00e1 outros, mais discretos, que tomam nas suas m\u00e3os escolher quanto ser\u00e1 a esmola, retirando das carteiras dos fi\u00e9is em ora\u00e7\u00e3o as notas mais apetecidas. Estes \u00faltimos, vulgares carteiristas, aproveitam-se da atmosfera pac\u00edfica da igreja, pelo que todo o cuidado \u00e9 pouco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Devia fazer parte de todas as visitas a Lisboa uma passagem na Igreja de S\u00e3o Domingos. Por muitas igrejas e catedrais que veja, de estilos e grandiosidades diversas, esta, com as suas paredes sacrificadas pelo fogo, tem uma atmosfera especial, que me deixa ca\u00eddos os queixos do esp\u00edrito. 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