{"id":5438,"date":"2011-08-23T00:00:00","date_gmt":"2011-08-22T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5438"},"modified":"2011-08-21T13:57:42","modified_gmt":"2011-08-21T12:57:42","slug":"alcatruzes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/alcatruzes\/","title":{"rendered":"Alcatruzes"},"content":{"rendered":"<p>Com o abandono dos campos, tecnologias milenares desapareceram tamb\u00e9m. As picotas e as noras ficaram esquecidas nos po\u00e7os, apodrecendo lentamente. E at\u00e9 os pr\u00f3prios po\u00e7os foram abandonados \u00e0 sua sorte. Muitos tornaram-se buracos perigosos que se abrem debaixo dos p\u00e9s sem aviso, outros desmoronaram-se e cairam no esquecimento.<\/p>\n<p>Junto aos po\u00e7os das parcelas mais pequenas ainda se encontram algumas pedras talhadas com um furo no meio cuja fun\u00e7\u00e3o se tem de adivinhar. S\u00e3o os contrapesos das picotas e o seu \u00fanico vest\u00edgio, porque eram quase todas feitas s\u00f3 de madeira.<\/p>\n<p>Antes de se passarem a usar os motores de rega, as noras movidas por burros ou, mais raramente, vacas eram a solu\u00e7\u00e3o quando se precisava de mais \u00e1gua. As de madeira foram substitu\u00eddas por m\u00e1quinas de ferro fundido e s\u00e3o agora estes esqueletos ferrugentos que marcam o local dos po\u00e7os.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Alcatruzes\" border=\"0\" alt=\"Alcatruzes\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/nora.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Alcatruzes aos sol<\/p>\n<p>O mais curioso nas noras \u00e9 que a sua longa hist\u00f3ria ditou altera\u00e7\u00f5es interessantes. As de arma\u00e7\u00e3o r\u00edgida, quando h\u00e1 espa\u00e7o para as construir, t\u00eam alcatruzes como verdadeiros baldes, que mergulham na \u00e1gua e se enchem s\u00f3 no percurso ascendentes. As de arma\u00e7\u00e3o flex\u00edvel, adaptadas a po\u00e7os fundos, t\u00eam alcatruzes com um buraco no fundo, para o ar escapar e n\u00e3o flutuarem inutilmente quando mergulham. \u00c0 medida que sobem, um fio de \u00e1gua escorre para dentro do alcatruz seguinte.<\/p>\n<p>Um monte de alcatruzes puxados para fora do po\u00e7o quase simbolizam a esperan\u00e7a de os preservar fora de \u00e1gua e de algum dia os voltar a usar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o abandono dos campos, tecnologias milenares desapareceram tamb\u00e9m. As picotas e as noras ficaram esquecidas nos po\u00e7os, apodrecendo lentamente. E at\u00e9 os pr\u00f3prios po\u00e7os foram abandonados \u00e0 sua sorte. Muitos tornaram-se buracos perigosos que se abrem debaixo dos p\u00e9s sem aviso, outros desmoronaram-se e cairam no esquecimento. Junto aos po\u00e7os das parcelas mais pequenas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1012,25],"tags":[724,1226,1224,1227,1225,28],"class_list":["post-5438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-distrito-da-guarda","category-portugal","tag-agricultura","tag-maquinas","tag-noras","tag-picotas","tag-tecnologia","tag-tradicoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5438"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5442,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5438\/revisions\/5442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}