{"id":5441,"date":"2011-08-25T00:00:00","date_gmt":"2011-08-24T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5441"},"modified":"2011-08-25T00:00:00","modified_gmt":"2011-08-24T23:00:00","slug":"fogo-na-serra-da-carregueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/fogo-na-serra-da-carregueira\/","title":{"rendered":"Fogo na Serra da Carregueira"},"content":{"rendered":"<p>Durante muitos anos foi-se temendo que os inc\u00eandios de Ver\u00e3o chegassem \u00e0 Serra da Carregueira, onde subsistem alguns dos \u00faltimos vest\u00edgios da vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica da regi\u00e3o saloia. Depois do primeiro, os seguintes t\u00eam-se repetido com uma regularidade criminosa.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias estive a poucas dezenas de metros do in\u00edcio do estrad\u00e3o que leva ao v\u00e9rtice geod\u00e9sico da Serra da Carregueira. Por cima de mim, um grande helic\u00f3ptero amarelo circundava uma imensa nuvem de fumo com um balde pendurado.<\/p>\n<p>Enchia o balde num lago do campo de golfe mais pr\u00f3ximo e despejava-o sobre o local onde ainda se viam as cicatrizes do inc\u00eandio do ano anterior. Mantive-me cautelosamente afastado da coluna de fumo e fora do caminho do fogo, mas suficientemente perto para ouvir cada nova \u00e1rvore que se incendiava como um f\u00f3sforo. Um inc\u00eandio florestal \u00e9 capaz de surpreender bombeiros bem equipados e eu s\u00f3 tinha uma bicicleta comigo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Helic\u00f3ptero apagando as chamas\" border=\"0\" alt=\"Helic\u00f3ptero apagando as chamas\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/carregueira1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Apagando as chamas<\/p>\n<p>De quando em quando rebentava um cartucho perdido pelos ca\u00e7adores ou alguma velha muni\u00e7\u00e3o de salva de exerc\u00edcios militares do quartel da Carregueira. Os carros de bombeiros de corpora\u00e7\u00f5es cada vez mais distantes continuavam a chegar com alarido.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Serra da Carregueira queimada\" border=\"0\" alt=\"Serra da Carregueira queimada\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/carregueira2.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Carregueira queimada<\/p>\n<p>Algumas horas depois, s\u00f3 um fumo claro subia da serra. O fogo estava extinto e mais um peda\u00e7o de verde ficou negro. Foi sol de pouca dura. Na semana seguinte, o ar voltou a encher-se com o cheiro a queimado e mais um cantinho desta mancha ardeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muitos anos foi-se temendo que os inc\u00eandios de Ver\u00e3o chegassem \u00e0 Serra da Carregueira, onde subsistem alguns dos \u00faltimos vest\u00edgios da vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica da regi\u00e3o saloia. Depois do primeiro, os seguintes t\u00eam-se repetido com uma regularidade criminosa. H\u00e1 poucos dias estive a poucas dezenas de metros do in\u00edcio do estrad\u00e3o que leva ao v\u00e9rtice [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1228,364,25,1015],"tags":[197,929,932],"class_list":["post-5441","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-belas","category-distrito-de-lisboa","category-portugal","category-sintra","tag-bombeiros","tag-crime","tag-incendios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5441"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5441\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}