{"id":5449,"date":"2011-08-27T00:00:00","date_gmt":"2011-08-26T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5449"},"modified":"2011-08-27T00:00:00","modified_gmt":"2011-08-26T23:00:00","slug":"para-confundir-os-turistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/para-confundir-os-turistas\/","title":{"rendered":"Para confundir os turistas"},"content":{"rendered":"<p>A dada altura, para evitar embara\u00e7osas cabe\u00e7adas em portas que abrem para direc\u00e7\u00f5es inesperadas ou podem ser abertas por gente descuidada que n\u00e3o se inibe de nos dar com uma porta em cheio e nem sequer pedir desculpa, convencionou-se que um letreiro de cada lado seria a solu\u00e7\u00e3o. Desde que as pessoas saibam ler e prestem o m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o ao que fazem, estes letreiro funcionam.<\/p>\n<p>As portas de espa\u00e7os p\u00fablicos passaram a estar ornamentadas com PUXE e EMPURRE nas l\u00ednguas de cada pa\u00eds. Os viajantes j\u00e1 o sabem e, mesmo que n\u00e3o conhe\u00e7am a l\u00edngua, depressa aprendem o que cada texto quer dizer. Na Alemanha um ZIEHEN ou um DR\u00dcCKEN s\u00f3 nos confundem uma vez, mas quem est\u00e1 distra\u00eddo talvez fa\u00e7a as ocasionais figuras tristes em Fran\u00e7a quando tenta puxar uma porta que diz POUSSEZ.<\/p>\n<p>Os turistas estrangeiros que visitam Portugal tamb\u00e9m se habituam depressa aos letreiros em portugu\u00eas nas portas que indicam se s\u00e3o de puxar ou de empurrar. Ainda por cima est\u00e3o com sorte, porque nesta terra onde se gosta de assassinar a l\u00edngua, h\u00e1 muitos que insistem em acrescentar uma tradu\u00e7\u00e3o para ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um pequeno cantinho neste Portugal que se recusa vender a este internacionalismo, qual irredut\u00edvel aldeia gaulesa notabilizada pela banda desenhada. Os estrangeiros n\u00e3o t\u00eam a vida facilitada quando chegam ao Porto. Muitos monumentos n\u00e3o t\u00eam os habituais letreiros nas portas ou, quando os t\u00eam, precisam de mais discernimento do que decorar o PUXE e EMPURRE.<\/p>\n<p>Basta ir \u00e0 Igreja da Lapa, onde est\u00e1 guardado o cora\u00e7\u00e3o de D. Pedro IV, oferecido pelo pr\u00f3prio &#8211; ainda em vida obviamente \u2013 para depararmos com uma armadilha para turistas. O letreiro adverte apenas que a porta abre para fora.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Puxe\" border=\"0\" alt=\"Puxe\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/Puxe.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Esta n\u00e3o vem nos guias<\/p>\n<p>O turista pode querer visitar, mas vai ter de puxar pelo c\u00e9rebro para perceber como se abre a porta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dada altura, para evitar embara\u00e7osas cabe\u00e7adas em portas que abrem para direc\u00e7\u00f5es inesperadas ou podem ser abertas por gente descuidada que n\u00e3o se inibe de nos dar com uma porta em cheio e nem sequer pedir desculpa, convencionou-se que um letreiro de cada lado seria a solu\u00e7\u00e3o. Desde que as pessoas saibam ler e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1026,1028,25],"tags":[1233,107,621,596],"class_list":["post-5449","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-distrito-do-porto","category-porto","category-portugal","tag-igreja-da-lapa","tag-letreiros","tag-portas","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5449\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}