{"id":5457,"date":"2011-08-31T00:00:00","date_gmt":"2011-08-30T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5457"},"modified":"2011-08-31T00:00:00","modified_gmt":"2011-08-30T23:00:00","slug":"santa-clara-a-velha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/santa-clara-a-velha\/","title":{"rendered":"Santa Clara-a-Velha"},"content":{"rendered":"<p>O Mosteiro de Santa Clara no j\u00e1 long\u00ednquo s\u00e9c. XIII. As freiras sustentavam-se com os dotes das novi\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es, por estarem impedidas de vender produtos agr\u00edcolas como os frades do mosteiro de Santa Cruz pr\u00f3ximo. Estes \u00faltimos n\u00e3o gostaram da nova vizinhan\u00e7a, que competia com eles pelas fontes de rendimento f\u00e1cil, e, com a morte da sua fundadora, D. Mor Dias, parecia que a hist\u00f3ria ficaria por aqui. Acontece que a Rainha Santa se interessou pelas freiras Clarissas de Coimbra e patrocinou pessoalmente a constru\u00e7\u00e3o de um novo mosteiro. Foi para este mesmo mosteiro que se recolheu ap\u00f3s a morte de D. Dinis.<\/p>\n<p>Ao que o mosteiro n\u00e3o resistiu, foi \u00e0s cheias regulares do Mondego. Lentamente, o leito do rio foi subindo e o mosteiro parecia afundar-se. Ap\u00f3s muitas d\u00e9cadas de desaterros constantes e de obras para mudar parte das instala\u00e7\u00f5es para n\u00edveis superiores, numa tentativa f\u00fatil de fugir \u00e0s cheias seguintes, os claustros e o piso t\u00e9rreo da nave da igreja foram abandonados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Santa Clara-a-Velha\" border=\"0\" alt=\"Santa Clara-a-Velha\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/santaclara.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Convento de Santa Clara-a-Velha<\/p>\n<p>Todo o mosteiro foi abandonado definitivamente no s\u00e9c. XVII, quando se constru\u00edu, numa colina sobranceira, o novo Mosteiro de Santa Clara. Nesta altura, para os distinguir, a ru\u00edna \u00e0 beira do Mondego passou a ser o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, um projecto arqueol\u00f3gico de grande envergadura drenou e escavou as ru\u00ednas inundadas do mosteiro e p\u00f4s a descoberto um monumento medieval muito bem preservado. At\u00e9 os delicados baixos-relevos em pedra de An\u00e7\u00e3 parecem ter sido esculpidos ontem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mosteiro de Santa Clara no j\u00e1 long\u00ednquo s\u00e9c. XIII. As freiras sustentavam-se com os dotes das novi\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es, por estarem impedidas de vender produtos agr\u00edcolas como os frades do mosteiro de Santa Cruz pr\u00f3ximo. Estes \u00faltimos n\u00e3o gostaram da nova vizinhan\u00e7a, que competia com eles pelas fontes de rendimento f\u00e1cil, e, com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1235,942,25],"tags":[1051,1209,9,160,207],"class_list":["post-5457","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-coimbra","category-distrito-de-coimbra","category-portugal","tag-arqueologia","tag-d-dinis","tag-historia","tag-marcas-do-passado","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5457"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5457\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}