{"id":5519,"date":"2011-09-27T00:00:00","date_gmt":"2011-09-26T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5519"},"modified":"2011-09-29T09:34:06","modified_gmt":"2011-09-29T08:34:06","slug":"palcio-de-queluz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/palcio-de-queluz\/","title":{"rendered":"Pal&aacute;cio de Queluz"},"content":{"rendered":"<p>Parece-me um pouco criminoso morar \u00e0 vista do Pal\u00e1cio Nacional de Queluz e poucas vezes falar nele. Por vezes esquecemo-nos do que est\u00e1 perto e procuramos coisas interessantes fora de portas. Uma visita ao Domingo de manh\u00e3 ainda \u00e9 gratuita e s\u00f3 por um passeio nos jardins j\u00e1 valia a pena.<\/p>\n<p>Foi neste pal\u00e1cio e no mesmo quarto que nasceu e morreu <a title=\"Artigo: O embuste\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=2391\" target=\"_blank\">D.Pedro IV<\/a>, depois de abdicar duas vezes a favor dos filhos e de ter sido Imperador do Brasil, a meio mundo de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mas isso \u00e9 assunto para outras hist\u00f3rias. Hoje escrevo sobre um \u00fanico painel de azulejos, porque h\u00e1 muito me apercebi que se o todo \u00e9 interessante, <a title=\"Artigo: Zoom ao lixo\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=1101\" target=\"_blank\">deve-o aos pormenores<\/a>.<\/p>\n<p>O Corredor das Mangas, uma comprida sala cheia de janelas que une dois corpos do Pal\u00e1cio, est\u00e1 decorado com pain\u00e9is de azulejos em tons de azul e amarelo. \u00c9 uma decora\u00e7\u00e3o leve e com as janelas abertas para o jardim quase se acredita estar ao ar livre. Informam-nos na visita que datam do final do s\u00e9c. XVIII e sobreviveram ao inc\u00eandio de 1934. Atribuem-nos a um conhecido ceramista da \u00e9poca, Francisco Jorge da Costa, mas os estilos diferentes fazem-nos acreditar que o mestre se dedicou a uns e p\u00f4s os disc\u00edpulos a trabalhar noutros.<\/p>\n<p>Alguns pain\u00e9is apresentam um tra\u00e7o simples, com perspectivas distorcidas e personagens caricaturadas, mas outros s\u00e3o verdadeiras obras naturalistas, como o agricultor chin\u00eas da parede mais pr\u00f3xima da Sala dos Embaixadores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border: 0px;\" title=\"Agricultor chin\u00eas\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/PNQ.jpg\" alt=\"Agricultor chin\u00eas\" width=\"400\" height=\"600\" border=\"0\" \/><br \/>\nAgricultor chin\u00eas em Queluz<\/p>\n<p>Curiosamente, a Sala dos Embaixadores foi das \u00e1reas que mais sofreu com o inc\u00eandio, tendo sido reconstru\u00edda na sua quase totalidade e n\u00e3o custa a crer que este mesmo painel tenha sido danificado e o seu restauro lhe tenha trazido um tra\u00e7o mais apurado. Mesmo assim, julgo que seja original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece-me um pouco criminoso morar \u00e0 vista do Pal\u00e1cio Nacional de Queluz e poucas vezes falar nele. Por vezes esquecemo-nos do que est\u00e1 perto e procuramos coisas interessantes fora de portas. Uma visita ao Domingo de manh\u00e3 ainda \u00e9 gratuita e s\u00f3 por um passeio nos jardins j\u00e1 valia a pena. 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